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Renato Suassuna

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Sobre Renato Suassuna

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  1. Fala, Carlos, tudo bem? Concluí o curso em 2019, também não sou filho de médicos, fiz faculdade pública e não tinha herança (nem dívidas). Fiz prova para residência assim que acabei a faculdade, fui aprovado e guardei a vaga durante um ano que fiquei no serviço militar obrigatório. Minha preocupação/objetivo inicial era entrar logo na residência, já que, com o aumento nas vagas do curso que vem ocorrendo nos últimos anos, queria me diferenciar o quanto antes, e não existe momento melhor para a residência do que assim que você se forma. Você já vivia sem renda, no máximo com alguma bolsa de pesquisa ou uma mesada, então não fica tão difícil viver com a bolsa de residência, dando alguns plantões para complementar. Como formei no meio do ano, trabalhei 6 meses na atenção básica e após isso fui para o exército. A experiência pra mim foi bem positiva, você recebe um salário fixo, cumpre suas obrigações militares e ainda consegue trabalhar fora. A vida como médico militar varia muito de acordo com o lugar e função que você exerce, se servir num hospital militar você terá uma rotina mais próxima do médico "normal", já se for para um batalhão terá mais atividades militares, missões, acampamentos, tiro... Depende muito, também, do quanto o seu superior hierárquico é flexível. Como foi ano de pandemia, trabalhei em hospital de campanha e consegui fazer um pé de meia pra ir mais tranquilo para a residência. O mais importante nessa fase é manter o seu padrão de vida controlado, não fazer dívidas (carro, apartamento...), não se deixar influenciar pelo que os outros estão fazendo ou comprando, não cair no "canto da sereia" (médico costuma ser presa fácil, você nem recebe o seu primeiro salário, entra em qualquer agência e já te levam para o "prime/personnalité/select", te dão um cartão preto com limite alto e fazem você sentir-se rico. Entra na concessionária pra comprar um 1.0 e o vendedor já te mostra o carro de 250k que é mais compatível com a sua profissão... Manter a vida simples é essencial pra te dar liberdade de escolha e poder dedicar tempo à sua formação, principalmente se for necessário mudar pra um grande centro na residência. Se você tiver alguma situação específica, uma dívida pra pagar, faculdade particular, tiver que chegar junto financeiramente em casa, tenha um plano pra resolver isso (e um prazo), mantenha os pés no chão e não deixe que isso atrapalhe a sua formação no longo prazo. Dificilmente alguém que se deslumbra, financia um "carrão" e tem uma fatura alta no cartão vai conseguir baixar o custo para fazer residência, principalmente se for em alguma área onde a residência exige mais tempo (e sendo o período onde vai aprender a especialidade que você vai exercer para toda a vida, o ideal é ter tempo para estudar também, né?) Sobre o mercado estar "saturado", você sempre vai ver os terroristas dizendo que não vale mais à pena ser médico, e também vai ver alguns picaretas ostentando no instagram... Não acredite em nenhum deles. É uma profissão que vai exigir muito de você, mas com dedicação, você será bem recompensado. Se fizer só pelo dinheiro, existem formas mais fáceis de se dar bem, e provavelmente você vai se frustrar. Se você encontrar propósito no que faz, vai ter ânimo pra superar as dificuldades, se aperfeiçoar e ter sucesso na profissão (não só financeiro). A formação técnica é essencial, mas não é mais suficiente. Você vai precisar trabalhar várias outras habilidades, saber lidar com pessoas, aprender a vender o seu serviço. Antes bastava ser médico, você era respeitado, o paciente esperava um turno inteiro pela sua consulta e o que você dizia era verdade absoluta. Não precipite a escolha da especialidade, vá estudando, conhecendo, acompanhe médicos que você admira em atividades além da faculdade, observe o perfil dos pacientes, a rotina da especialidade, desde os residentes em formação até os chefes e imagine se aquilo se encaixa no que você tem como objetivo de vida. A medicina é muito ampla, algumas especialidades trabalham basicamente em plantões, outras permitem trabalhar de segunda a sexta. Umas fazem procedimentos longos, outras tem procedimentos mais rápidos, outras apenas consultório. Radiologistas e patologistas praticamente não tem contato com o paciente, enquanto um médico de família vai precisar construir um vínculo profundo. Em algumas áreas você vai precisar de uma estrutura hospitalar maior, não dá pra morar no interior. Em outras, você consegue trabalhar em uma sala com uma mesa e uma cadeira... Sobre a remuneração, difícil falar em valores, porque tem muitas variáveis envolvidas. Via de regra, especialidades que fazem procedimentos tem remuneração melhor do que os que apenas fazem atendimentos de consultório (mas alguns clínicos conseguem ganhar muuito bem oferecendo um serviço diferenciado no consultório, com todas as vantagens de ter uma vida mais controlada). Fiz residência em ortopedia e traumatologia e depois fui pra SP fazer sub em cirurgia do ombro e cotovelo, concluí esse ano e vou voltar pra minha cidade (capital no nordeste, +- 1 milhão de habitantes) pra começar minha carreira. Até aqui, não me arrependo de nada, gosto muito do que faço e tenho uma perspectiva bastante positiva do futuro. Sucesso pra você! Qualquer dúvida, é só falar!
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