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Gabriel Gomes Silva

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Tudo postado por Gabriel Gomes Silva

  1. Essa é uma decisão muito mais pessoal do que puramente matemática. Depende bastante do seu momento e dos seus objetivos de vida, então vou deixar algumas reflexões. (Claro que essas reflexões só fazem sentido quando estamos falando de valores equivalentes, caso contrário, não tem muito o que discutir, fique com o que paga mais) Tendo isso em mente, vou dividir meu raciocínio em partes. CLT vs PJ – Financeiramente compensa? Quando você coloca na ponta do lápis as vantagens do CLT (13º + férias + 1/3 + FGTS) e as desvantagens do PJ (contador, plano de saúde, provisão para aposentadoria), eu considero o CLT de R$ 6.880 e o PJ de R$ 10.000 praticamente equivalentes. Pode existir um leve ganho no PJ se você investir e administrar bem o dinheiro, mas fica muito próximo. Não é um “salto financeiro real”. Pensando puramente no aspecto financeiro, eu considero equivalente e, nesse cenário, tenderia a ficar no CLT. Estratégia de carreira Aqui, na minha visão, você acertou. Subir de cargo é sempre algo positivo, mesmo que não traga um ganho imediato expressivo. No médio e longo prazo, você pode usar essa experiência para uma nova movimentação, e com um currículo mais forte, buscar um salto de salário real. Momento de vida Essa parte só você pode responder, mas deixo duas reflexões: Família: se estiver pensando em comprar imóvel e formar família, o PJ pode dificultar um pouco o financiamento. Já o CLT, especialmente na área de TI, costuma oferecer bons planos de saúde familiares e uma percepção maior de estabilidade financeira. Organização: apesar de, no papel, sobrar mais dinheiro mensalmente no PJ, as responsabilidades aumentam, contratar contador, plano de saúde, reforçar o planejamento de aposentadoria, entre outras coisas. (Como experiência pessoal, quando fui PJ, eu sentia certa "preguiça" de lidar com tudo isso) E reforçando: estamos falando de cenários com valores próximos. Se não fossem, a decisão seria provavelmente pelo maior salário. Previdência e FGTS Sobre o FGTS, não há muito o que fazer. Na minha visão, faz sentido aderir ao saque-aniversário e, quando possível, resgatar o dinheiro, seja para compra de imóvel ou caso fique três anos sem carteira assinada. Vale aproveitar qualquer possibilidade que a Caixa ofereça para resgatar. Já sobre a previdência, não vejo muita vantagem em continuar aportando como PJ. Eu manteria o que já foi investido pela vantagem fiscal, mas não faria novos aportes, principalmente se isso não trouxer benefício relevante na sua declaração de imposto de renda. Em resumo Desejo sucesso nessa nova etapa. Minha principal dica é focar muito mais no desenvolvimento da sua carreira do que em pequenas otimizações de FGTS ou previdência. Pode deixar essas questões como estão, sem muita preocupação, esse tipo de decisão costuma gerar ganhos relativamente pequenos quando comparados ao impacto que sua evolução profissional e seus investimentos podem trazer no médio e longo prazo.
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