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Debora Sanders

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Tudo postado por Debora Sanders

  1. Pedro, sim, faz sentido deixar esse valor em um CDB de liquidez diária enquanto ele ainda não tem uso imediato. Pelo que você explicou, esse dinheiro é um caixa da empresa que pode ser usado nos próximos meses para comprar insumos, ouro, prata ou equipamentos. Então eu não colocaria em nada que tenha prazo fechado, oscilação ou risco de precisar resgatar em um momento ruim. Nesse caso, o CDB de liquidez diária entra bem porque mantém o dinheiro acessível e, ao mesmo tempo, evita que ele fique completamente parado na conta. Só cuidaria de três coisas: separar esse caixa da sua pessoa física, escolher uma instituição sólida e não colocar ali um valor maior do que o limite coberto pelo FGC por instituição. Fora isso, para o seu cenário, eu acho uma decisão bem coerente.
  2. Oi Anônimo, tudo bem? Acho que, olhando só para o salário, não dá para comparar R$ 8 mil no Brasil com € 3 mil na Espanha apenas pelo câmbio. O primeiro passo seria entender quanto desses € 3 mil fica líquido depois de impostos e quais seriam os seus custos reais por lá, principalmente aluguel, alimentação, transporte, saúde, documentação e adaptação inicial. Também colocaria na conta o objetivo da mudança. Se for uma decisão apenas financeira, talvez precise fazer uma simulação bem fria de custo de vida, reserva de emergência e capacidade de investir nos dois cenários. Mas se também entra qualidade de vida, segurança, experiência internacional, possibilidade de crescimento na carreira e plano de longo prazo, a análise muda bastante. Eu faria uma conta simples antes de decidir. Quanto sobra hoje no Brasil depois de todos os custos? Quanto sobraria na Espanha depois de todos os custos? Quanto tempo você levaria para se estabilizar por lá? E qual é a perspectiva de crescimento depois dessa primeira proposta? Às vezes a mudança não compensa no mês 1, mas faz sentido pela porta que abre. E às vezes parece uma grande oportunidade, mas quando coloca aluguel, imposto e adaptação na conta, a sobra fica menor do que parecia. Eu tentaria decidir menos pelo valor nominal do salário e mais pela combinação entre sobra mensal, risco da mudança e potencial de crescimento nos próximos anos. Boa sorte!!!
  3. Que relato bom de ler. Eu já tive negócios de alimentação e tem que ter muita estratégia! Você trouxe um ponto que provavelmente conversa com muita gente aqui, principalmente quem empreende em negócios de margem apertada, operação pesada e muita variação de custo. Restaurante é um daqueles negócios em que faturamento sozinho pode enganar bastante, porque a casa pode estar cheia, o delivery pode estar rodando, o cliente pode estar voltando, e ainda assim a sensação ser de aperto constante. Muitas vezes o problema não está na demanda, mas no quanto cada venda realmente deixa no caixa depois de insumo, equipe, desperdício, embalagem, taxa de aplicativo, energia, aluguel e tempo de operação. Sobre oferecer além do que a margem permite, acho que essa é uma pergunta muito importante. Às vezes, na tentativa de fidelizar, o negócio vai colocando mais benefício, mais volume, mais entrega, mais “agrado” e sem perceber começa a educar o cliente a pagar pouco por muito. Aí o cliente ama, mas a conta não fecha com a mesma intensidade. Talvez um bom caminho seja olhar para três coisas com bastante frieza. O que mais vende, o que mais dá margem e o que mais dá trabalho. E ser estratégico com o que você vai fazer com esses dados. Eu odiava tirar produto que eu achava delicioso do meu cardápio... mas é a vida. O caixa é rei, se não me dá retorno não tem espaço no meu menu. Nem sempre o item campeão de venda é o item que sustenta o negócio. E nem sempre aquilo que o cliente mais elogia é o que mais vale a pena manter do jeito que está. Se vocês já têm bom faturamento, fidelização e demanda, parece que existe valor percebido. Agora talvez a provocação seja menos sobre vender mais e mais sobre entender onde o lucro está escapando. Precificação em restaurante não é só “quanto o mercado aceita pagar”. É ficha técnica bem feita, margem por produto, CMV, controle de desperdício, aproveitamento de insumos documentado na ponta do lápis, revisão de cardápio, análise do delivery separado do salão e coragem de ajustar o que ficou barato demais para a operação que vocês construíram. E parabéns pela trajetória. Passar por 2011, pandemia, inflação, mão de obra e alta de insumos mantendo o negócio vivo, com cliente fiel e demanda, já diz muita coisa sobre a força da operação de vocês. É coisa de ajustar os ponteiros para não ter que pagar pra trabalhar.
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