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Iago Bacchiega

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Reputação

  1. Boa noite, Carlos Augusto, tudo certo? Sou colega neurologista. Entrei na graduação com 20 anos na USP de Ribeirão Preto-SP e desde o início tinha interesse em neurofisiologia e neuroanatomia, fiz 2 anos de Iniciação Científica em neurofisio (era bem fácil por aqui), passei na residência de neurologia na mesma instituição e tranquei a vaga durante 1 ano para o exército (fiquei em Taubaté-SP). Logo voltei, completei os 3 anos de residência em Ribeirão e fiz um 4º ano de Fellowship em neurologia vascular. Atualmente sou médico contratado no mesmo serviço e sinceramente planejo mudar o contexto em breve pois estou pensando em empreender no ramo de neurorreabilitação (conversa p/ msg inbox rsrs). Sendo mais direto: 1) Escolha de carreira: o ideal é equilibrar aquela aptidão pessoal (cirúrgico? clínico? misto de ambos?) com uma área que lhe dê perspectiva de progressão de carreira após estudo de mercado e conversa exaustiva com os profissionais mais velhos. Não seja de extremos: $ VS subjetivismo. Para encontrar o ponto de equilíbrio sugiro observar quais áreas você se interessa na graudação e perguntar para a maioria dos médicos formados nela como andam suas vidas profissionais e financeiras (na medida do possível, é claro). Pergunte tanto para os formados mais jovens quanto para os mais velhos. 2) Residência médica: se você seguir a carreira tradicional dos médicos que é ser um profissional, digamos, liberal, não tiver uma veia de empreendedorismo muito grande, nem costas quentes, familiares com carreira médica estruturada ou MUITO networking sinceramente eu acho melhor fazer residência. Não tem como, ela não é comparável com pós-graduação. A EXPLOSÃO de cursos de graduação nos últimos 10 anos já saturou o mercado dos PAs/UPAs de muitas cidades e já exerce pressão sobre as pós-graduações. Entrar na residência ainda é um crivo porque todos sabem que é muito mais difícil e você sairá com muito mais experiência. Caso você tenha veia empreendedora talvez não valha à pena (mas daí também você não atuaria muito na medicina, imagino). 3) Período pós faculdade: comecei a trabalhar assim que peguei o CRM pois queria pôr a mão na massa e precisava ajudar meus pais. Peguei cobertura de férias em PSF (ótimo quebra-gelo) e logo uma UPA de uma cidade próxima. Íamos em dupla (ou seja, ganhávamos metade rsrs)... mas foi uma ideia acertada nos primeiros 2 meses para perder o cagaço kkkk. Tranquei vaga p o exército, trabalhei MUITO em plantão de UPA/Santa Casa em paralelo ao serviço militar (se quiser saber mais detalhes das Forças Armadas envie-me msg). Tinha a ideia (idiota) de fazer um pé de meia para me susentar nos 3 anos de residência. Mesmo assim trabalhei na residência dando 2x plantões ao mês, em média. Juntei uma grana, ajudei meus pais e paguei meu casamento no ano do Fellow (entre direto da residência p/ ele). 4) Fellow: varia da residência que escolher, aí é caso a caso. Como eu estou num centro formador muito bom queria aproveitar ao máximo o que tinham para me oferecer e garanto que não foi uma má escolha. Há acordos e acordos, no meu caso tinha um day-off em que eu dava plantão 24h/semana como neuro numa cidade do lado e isso foi o suficiente. Se você levar em conta a pressão do nº dos médicos logo logo chegará para quem tem residência e o Fellow poderá ser um diferencial. 5) Cidade em que você ficará: não vejo como necessário você se formar (graduação, resid, fellow) na mesma cidade em que pretende morar a longo prazo, até porque muitas coisas acontecerão, você amadurecerá, seu tecido familiar ficará mais complexo (esposa, filho) e poderá mudar de ideia. Eu terminei minha formação, digamos, oficial, há 1 ano e meio, optei por continuar aqui mas já não vejo isso mais como a única saída (pela saturação da neurologia aqui e pouco horizonte de progressão de carreira). 6) Saturação do mercado: não é novidade para ninguém, mas não se engane porque a medicina precisa de um grau de vocação e com certeza não vivemos um surto vocacional. Quem tem qualidade consegue se posicionar razoavalmente bem DESDE QUE consiga chegar ao paciente. É importante que o médico com vocação saiba vender seu trabalho (porque muitos trambiqueiros o fazem), que aprenda gestão do seu consultório, que saiba investir seu dinherio.... e você estar aqui na AUVP é um ótimo primeiro passo, parabéns!! 7) Adendo: sempre que você iniciar um trabalho pense em como você poderá escalar seu salário ali e como isso pode agregar na sua carreira futura. Por exemplo, durante a residência é comum pegarmos plantões avulsos por aí (e tudo bem), mas por exemplo, se for possível você pegar um PA/enfermaria de um hospital maior e que tenha abertura para especialistas (ex: cirurgiões, neuro, especialidades clínicas) já é uma estratégia você se posicionar para garantir um trabalho melhor no futuro da sua especialidade. 8) Adendo 2: NUNCA se esqueça: quem não é visto não é lembrado, tanto para o bem quanto para o mal. Seus colegas médicos e da equipe multiprofissional (fisio, fono, TO, enf, etc...) serão seus colegas de trabalho no futuro e futuras fontes de indicação de pacientes para você. Seja extremamente educado e cordial com todos. Desculpe-me pelo texto longo. Fico à disposição no Whatsapp do meu nº comercial caso queira trocar mais ideia: (19) 4042-0927. Grande abraço.
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