Sou empresário no ramo de conveniência. Atualmente, minha empresa fatura cerca de R$ 100 mil por mês, com uma margem de lucro líquido em torno de 15%.
Há algum tempo, o negócio estava indo mal porque meu gerente estava me roubando. Como eu estava muito dedicado à minha formação e buscando novas fontes de renda, acabei me tornando advogado.
Hoje tenho alguns clientes na advocacia, mas voltei a me animar com a empresa depois que assumi uma gestão mais próxima. Vi o lucro aumentar, a equipe melhorar e percebi o potencial que o negócio ainda tem.
Recentemente, vi um vídeo do Raul em que ele fala sobre a importância de nos dedicarmos àquilo em que realmente somos bons. Isso me fez refletir. Não consigo me imaginar, no curto prazo, alcançando uma renda elevada com a advocacia. Além disso, não me considero um profissional excepcional nessa área e, sinceramente, não gosto de conflitos, que fazem parte da rotina da profissão.
Paralelamente, estou montando uma pequena indústria para fabricação de gelo, e tudo está caminhando muito bem. Acredito que esse novo projeto tenha bastante potencial e complemente o meu negócio atual.
Minha dúvida é: devo continuar tentando conciliar a advocacia com a gestão da empresa ou faz mais sentido focar integralmente nos meus negócios?
Para contextualizar, a advocacia nunca me rendeu mais de R$ 2,5 mil por mês. Já a empresa chegou a me proporcionar cerca de R$ 30 mil mensais em 2022. Depois de alguns problemas pessoais, esse resultado caiu, e hoje meu lucro gira entre R$ 10 mil e R$ 15 mil por mês.
Diante desse cenário, faz sentido insistir na advocacia ou seria mais estratégico concentrar meus esforços na empresa e na nova fábrica de gelo, que demonstram um potencial financeiro muito maior?