A resposta pra sua pergunta envolve, basicamente, jogar o dinheiro pra dentro do sistema bancário, fazendo ele 'ter lastro' para compra de bens. E a resposta é simples: você só justifica isso pagando o imposto correspondente ao dinheiro que entrou.
O dinheiro pode chegar formalmente, de algumas formas:
a) Trabalho, que paga IRPF;
b) Dividendos, que não paga IRPF, mas a empresa paga os impostos sobre faturamento, lucro, etc;
c) Herança/doação, que demanda alguém ter o lastro e passar (por doação ou morte) para você esses bens/valores;
d) Loteria/prêmio/ganho isento eventual, que é basicamente contar com o acaso.
Como de todas essas, só A ou B você consegue controlar. Trabalho paga 27,5%, enquanto a empresa pagará menos imposto que os 27,5% (salvo lucro real sem insumos).
O caminho mais simples, ainda que não seja o que você quer ouvir, é lançar isso como faturamento da empresa, pagar o imposto e transformar sua empresa numa holding sua. Você está corrigindo um problema que criou quando achou que iria usar o dinheiro sem deixar a parte do governo. E não, não gosto do governo (desse, do anterior, do próximo...), mas não dá pra ter bens e 'jogar o jogo' sem 'as regras de baixo do braço'. Não adianta ter o dinheiro e não ter como usar ele.
Novamente: não estou ciente dos seus detalhes, não sei o quanto de dinheiro você está falando, não sei estrutura familiar.
A única coisa que posso te falar é: se o seu negócio não 'fecha as contas' com impostos. Sua precificação está errada ou o negócio não é lucrativo. Se fecha as contas, não justifica uma estrutura nova pra resolver o que você já sabe: se tivesse nota fiscal, tudo estava tributado e justificado para uso. Menos que desejaríamos, mas, não tem outro caminho.