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Marcelo Oliveira França Martins

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Sobre Marcelo Oliveira França Martins

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Novato

Novato (1/12)

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Reputação

  1. E se não tiver feito isso ainda vai conhecer Gold Coast heheheh lá é de fato o paraíso na terra
  2. @Aaron Fontana, lendo seu relato, parecia que eu estava lendo a minha própria história de alguns anos atrás, eu talvez seja uma das poucas pessoas aqui que consegue enxergar o outro lado da sua dúvida. Também fui para a Austrália aos 21 anos. Meu plano era ficar apenas 7 meses, logo após a pandemia, porque eu também não fazia ideia do que queria fazer da vida. No fim, esses 7 meses viraram 3 anos, e eu ainda tinha mais 2 anos de visto disponíveis quando decidi voltar. Trabalhei na construção desde o primeiro dia, começando como labourer, sem experiência nenhuma, até me especializar em tiling, chegando a ganhar mais de AUD 2.000 por semana. Foi uma experiência que mudou completamente a minha forma de enxergar trabalho, dinheiro e, principalmente, qualidade de vida. Mas eu voltei para o Brasil acreditando que aqui encontraria um caminho mais seguro para o futuro. Hoje, depois de cerca de um ano e meio, ainda não consegui me encontrar completamente. Voltei para uma realidade muito diferente do que acostumado em Sydney, com menos acesso, menos possibilidades e uma qualidade de vida que, para mim, acabou se mostrando bem mais limitada. Na época, eu não tinha certeza de que voltar era a escolha certa. Ainda assim, acreditava que seria a decisão mais racional e que me proporcionaria um futuro mais estável, sem precisar continuar na construção civil até os 40 ou 50 anos. Também existia aquela sensação de não estar totalmente no meu lugar por ser imigrante, apesar da Austrália ter sido extremamente receptiva comigo. Trabalhei muito mais com nativos, conheci pessoas muito boas e tive uma experiência profissional e pessoal muito positiva. Hoje percebo que essa decisão era muito mais complexa do que parecia naquele momento. Voltar não significava necessariamente encontrar mais segurança, assim como permanecer não significava obrigatoriamente ficar preso à construção civil para sempre. Uma coisa que aprendi é que você não volta sendo a mesma pessoa que foi embora. Depois que você experimenta um país com outra qualidade de vida, outra segurança e outro poder de compra, é inevitável começar a comparar. Sempre tem aquela sensação do "e se?". Muita gente está falando para você ficar (e talvez seja a decisão certa). Outros falam para voltar. Eu não vou fazer nenhuma das duas coisas. Eu tive medo de ficar. E aqui eu tenho medo de ter voltado. E percebi que os dois medos existiriam de qualquer forma. Se eu pudesse voltar no tempo, teria planejado muito mais o “depois”. Não apenas quanto dinheiro eu teria, mas que tipo de carreira eu queria construir, onde eu queria viver e qual vida eu queria ter. Então aproveita esse tempo para construir opções. Você ainda é muito novo e está numa posição privilegiada por ganhar em moeda forte. Invista, estude, desenvolva habilidades que possam ser usadas em qualquer lugar do mundo. No fim, eu aprende que voltar para o Brasil ou ficar na Austrália não é a decisão mais importante. O mais importante é não deixar a vida simplesmente te levar. Ter um plano e um proposito definido faz toda a diferença. Torço para que você faça uma escolha da qual tenha orgulho daqui a 10 anos.
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