Lucas, esse é um daqueles dilemas que não têm resposta certa. No fim das contas, cada pessoa sabe onde o calo aperta e qual nível de risco consegue suportar.
Se eu estivesse no seu lugar, faria o seguinte: como você já consegue gerar entre R$ 10 mil e R$ 14 mil por mês com a renda variável, eu aproveitaria esse momento para construir uma reserva ainda maior. Tentaria acumular o equivalente a uns dois anos do meu custo de vida em renda fixa, seja em um bom CDB ou até em um ETF de renda fixa.
Eu falo isso porque a tranquilidade de ter uma reserva faz muita diferença, principalmente para quem mora sozinho. Ela permite tomar decisões com muito mais segurança.
Eu sou empreendedor e gosto de assumir riscos calculados, mas também acredito que não faz sentido dar um salto sem uma rede de proteção.
Além disso, edição de vídeo, na minha opinião, é um trabalho muito desgastante. É cheio de detalhes, exige muita paciência e consome bastante tempo. Inclusive, durante muito tempo isso foi um dos motivos que me fizeram adiar a criação do meu canal no YouTube.
Então, se fosse comigo, eu seguraria mais um pouco. Continuaria trabalhando, reforçaria essa reserva financeira e, quando ela estivesse pronta, aí sim faria a transição com muito mais tranquilidade.
O cenário econômico no Brasil ainda inspira cautela. Abrir mão de uma renda fixa de uma hora para outra pode aumentar muito a pressão. Com planejamento, essa mudança tende a ser muito mais segura.
Essa é a forma como eu enxergo essa situação. Forte abraço!