Boa noite. Passei por uma experiência muito semelhante. Construí uma sólida carreira de 14 anos em uma empresa, começando como estagiário. Sempre investi muito na minha capacitação e estabeleci metas claras focadas em resolver problemas estratégicos para merecer as promoções que almejava. Embora tenha entregado esses resultados e recebido reconhecimento verbal, a ascensão profissional aconteceu até certo ponto e depois estagnou.
Quando recebi uma proposta de um concorrente, avaliei o cenário: continuar na zona de conforto de uma empresa previsível — mas sem garantias de crescimento a curto prazo — ou apostar no desconhecido. Confiei no meu preparo e dedicação, decidi mudar. Aos 32 anos, casado e com uma filha de 8 anos, pedi demissão para assumir o novo desafio.
O que me motivou foi exatamente o medo de não receber o que era, no meu ponto de vista, o justo. E eu provavelmente teria permanecido exatamente como estava se ainda estivesse lá. Escolhi a oportunidade de recomeçar, demonstrar valor e me destacar em um novo ambiente. O início exige adaptação, mas a bagagem que carregamos faz a diferença. Hoje, após 9 meses de transição, estou convicto de que fiz a escolha certa: estou muito feliz e colhendo os frutos dessa decisão. Vale destacar que essa decisão não foi tomada por impulso ao receber a proposta. Eu já vinha me preparando psicologicamente desde o momento em que bati minhas metas e a promoção não se concretizou. Eu já tinha desenhado esse plano de saída caso o resultado esperado não viesse, e tudo foi conversado e combinado previamente com a minha esposa. Outro ponto fundamental é que nunca deixei a frustração da não promoção afetar minhas entregas e continuei dando o meu melhor. O mais incrível é que o convite da nova empresa surgiu justamente por causa disso: eu me destaquei positivamente durante uma visita técnica em busca de benchmarks para replicar na minha antiga empresa. Por fim, se tiver família, o apoio e o comum acordo em decisões desse peso são primordiais.