Giovani Moutinho Postado 24 de Fevereiro Postado 24 de Fevereiro Vi discussões parecidas no fórum geral, mas queria trazer isso especificamente para a realidade de devs com margem alta, poucos custos e pouca necessidade de capital de giro. Uma história hipotética aqui de um Dev que estaria tentando evitar esses impostos com um faturamento acima de 100k Um dev começou a estudar o impacto das novas regras e percebeu que, olhando apenas a distribuição de lucros, uma das saídas mais diretas seria alterar a estrutura da empresa para incluir a esposa como sócia e dividir a retirada. Ele ainda não fez isso. Preferiu parar e analisar todas as opções com calma antes de mudar a estrutura societária. No cenário hipotético, a ideia seria limitar a distribuição mensal para algo como: 40k para ele 30k para ela Não necessariamente por ser o máximo, mas para manter espaço para outros recebíveis na PF e não ultrapassar o limite mensal. Até aqui parece uma solução simples. O problema é o que acontece com o lucro que continua sobrando dentro da empresa. Algumas estratégias óbvias ajudam, mas só até certo ponto: Abater custos legítimos da PJ Comprar equipamentos pela empresa (PC, infra, etc.) Centralizar despesas que fazem sentido operacionalmente Isso reduz um pouco a distribuição, mas em faturamento alto ainda sobra muito. E diferente de muitos negócios, dev PJ geralmente não precisa de capital de giro relevante. Então deixar dinheiro parado no caixa por longos períodos parece ineficiente. A dúvida real passa a ser: Se a retirada está limitada (ex: 40k + 30k) e a empresa continua gerando lucro alto todo mês, qual é a estratégia mais racional para esse excedente? Alguns caminhos que vejo sendo comentados: Segurar lucro e distribuir ao longo do ano de forma mais controlada Manter caixa apenas como reserva de segurança Investir pela PJ, mesmo com a percepção de maior complexidade e possíveis desvantagens Ajustar pró-labore para mudar a composição entre salário e dividendo Minha sensação até agora: Abater custos resolve pouco no nosso tipo de atividade Comprar coisas pela PJ ajuda, mas tem limite rápido Caixa parado é ruim quando a sobra é recorrente Investir pela PJ parece ter trade-offs importantes Queria entender o que outros devs com margem alta estão fazendo na prática quando começam a limitar retirada. Estão acumulando caixa por tempo indeterminado? Estão distribuindo em meses mais baixos para ir equilibrando? Estão investindo pela PJ mesmo com as limitações? Ajustaram pró-labore pra compensar a distribuição de lucros? A ideia aqui é ouvir experiências reais enquanto olho pra essa historinha hipotética aí. 3
Victor Elias Postado Segunda-feira às 14:20 Postado Segunda-feira às 14:20 @Giovani Moutinho o problema de abater e ficar colocando coisas na PJ é que com alguns deslizes voce ja enquadra PJ e PF como 1 e ai da problema demais. Eu vejo como muito trabalho para pouco retorno. Conheco um dev hipotetico que tem um casamento muito bom e confiavel que fez a esposa como socia de 50%. Essa esposa hipotetica tira ate 50k e esse dev tira ate 50k sendo assim sobre pouco em caixa. Tambem hipoteticamente esse CNPJ presta servico pro anexo 3 com prolabore minimo, pois, as empresas pagam por inserir coisas no banco de dados. Sendo assim esse amigo hipotetico saiu de 12k de imposto para 4k e não esta retendo 10% na fonte da receita
Yan Fonseca Postado Terça-feira às 12:20 Postado Terça-feira às 12:20 queria eu poder participar dessa discussão. Mas eu tenho uma planilha que calcula meus impostos no anexo 3, e também uma base pro lucro presumido, em questão apenas de imposto, caso precise se enquadrar no anexo 3 ajustando o prolabore dos sócios(aqui só tenho 1(eu) então fica 28k), a alíquota final fica mais interessante no lucro presumido, abatendo apenas 8%. Tem um erro nesse meu calculo, já que a base é a menor(6%) e não calcula impostos nacionais, isso é pra serviço pro exterior e ele ignora uns 3 impostos já que é exportação de serviço. Eu não vou mudar as alíquotas do anexo 3 pra se adequar ao hipotético haha. Sobre o valor de 100k mensal: Anexo 3: pro-labore(28%) Valor salário R$ 28.000,00 INSS(11%) R$ 3.080,00 pro-labore pós INSS R$ 24.920,00 IRRF R$ 5.957,00 pro-labore liquido R$ 18.963,00 contabilidade R$ XXX Imposto Valor IRPJ(0.24%) R$ 240,00 CSLL(0.21%) R$ 210,00 CPP(2.60%) R$ 2.600,00 DAS(3.05%)(IRPJ+CSLL+CPP) R$ 3.050,00 Imposto a pagar no anexo 3, 28% prolabore: R$ 12.087,00 Lucro presumido: 3 meses faturamento R$ 300.000,00 base de calculo(32%) R$ 96.000,00 IRPJ(15%) R$ 14.400,00 CSSL(9%) R$ 8.640,00 prolabore minimo(acho que mudou ne? só alterar) R$ 1.412,00 INSS(31%) R$ 437,72 contabilidade R$ XXX Imposto a pagar no lucro presumido: R$ 8.117,72 Isso por que não sou um contador, mas em questão de quebrar a cabeça para pagar menos imposto e mais não sei o que, NA MINHA PERCEPÇÃO pagar apenas certa de 8% de imposto mensal está bom. Estou por fora de novos impostos e as mudanças que terá, talvez olhe isso essa semana, mas acho que por enquanto não muda muito.
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