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Vi discussões parecidas no fórum geral, mas queria trazer isso especificamente para a realidade de devs com margem alta, poucos custos e pouca necessidade de capital de giro.

Uma história hipotética aqui de um Dev que estaria tentando evitar esses impostos com um faturamento acima de 100k

Um dev começou a estudar o impacto das novas regras e percebeu que, olhando apenas a distribuição de lucros, uma das saídas mais diretas seria alterar a estrutura da empresa para incluir a esposa como sócia e dividir a retirada.
Ele ainda não fez isso. Preferiu parar e analisar todas as opções com calma antes de mudar a estrutura societária.

No cenário hipotético, a ideia seria limitar a distribuição mensal para algo como:

  • 40k para ele

  • 30k para ela

Não necessariamente por ser o máximo, mas para manter espaço para outros recebíveis na PF e não ultrapassar o limite mensal.
Até aqui parece uma solução simples.
O problema é o que acontece com o lucro que continua sobrando dentro da empresa.

Algumas estratégias óbvias ajudam, mas só até certo ponto:

  • Abater custos legítimos da PJ

  • Comprar equipamentos pela empresa (PC, infra, etc.)

  • Centralizar despesas que fazem sentido operacionalmente

Isso reduz um pouco a distribuição, mas em faturamento alto ainda sobra muito.
E diferente de muitos negócios, dev PJ geralmente não precisa de capital de giro relevante. Então deixar dinheiro parado no caixa por longos períodos parece ineficiente.

A dúvida real passa a ser:
Se a retirada está limitada (ex: 40k + 30k) e a empresa continua gerando lucro alto todo mês, qual é a estratégia mais racional para esse excedente?

Alguns caminhos que vejo sendo comentados:

  • Segurar lucro e distribuir ao longo do ano de forma mais controlada

  • Manter caixa apenas como reserva de segurança

  • Investir pela PJ, mesmo com a percepção de maior complexidade e possíveis desvantagens

  • Ajustar pró-labore para mudar a composição entre salário e dividendo

Minha sensação até agora:

  • Abater custos resolve pouco no nosso tipo de atividade

  • Comprar coisas pela PJ ajuda, mas tem limite rápido

  • Caixa parado é ruim quando a sobra é recorrente

  • Investir pela PJ parece ter trade-offs importantes


Queria entender o que outros devs com margem alta estão fazendo na prática quando começam a limitar retirada.

  • Estão acumulando caixa por tempo indeterminado?

  • Estão distribuindo em meses mais baixos para ir equilibrando?

  • Estão investindo pela PJ mesmo com as limitações?

  • Ajustaram pró-labore pra compensar a distribuição de lucros?

A ideia aqui é ouvir experiências reais enquanto olho pra essa historinha hipotética aí.

  • Brabo 3
Postado

@Giovani Moutinho o problema de abater e ficar colocando coisas na PJ é que com alguns deslizes voce ja enquadra PJ e PF como 1 e ai da problema demais. Eu vejo como muito trabalho para pouco retorno.
Conheco um dev hipotetico que tem um casamento muito bom e confiavel que fez a esposa como socia de 50%. Essa esposa hipotetica tira ate 50k e esse dev tira ate 50k sendo assim sobre pouco em caixa.
Tambem hipoteticamente esse CNPJ presta servico pro anexo 3 com prolabore minimo, pois, as empresas pagam por inserir coisas no banco de dados. Sendo assim esse amigo hipotetico saiu de 12k de imposto para 4k e não esta retendo 10% na fonte da receita

Postado

queria eu poder participar dessa discussão.

Mas eu tenho uma planilha que calcula meus impostos no anexo 3, e também uma base pro lucro presumido, em questão apenas de imposto, caso precise se enquadrar no anexo 3 ajustando o prolabore dos sócios(aqui só tenho 1(eu) então fica 28k), a alíquota final fica mais interessante no lucro presumido, abatendo apenas 8%.

Tem um erro nesse meu calculo, já que a base é a menor(6%) e não calcula impostos nacionais, isso é pra serviço pro exterior e ele ignora uns 3 impostos já que é exportação de serviço. Eu não vou mudar as alíquotas do anexo 3 pra se adequar ao hipotético haha.

Sobre o valor de 100k mensal:

Anexo 3:
pro-labore(28%)    Valor
salário     R$ 28.000,00 
INSS(11%)     R$ 3.080,00 
pro-labore pós INSS     R$ 24.920,00 
IRRF     R$ 5.957,00 
pro-labore liquido     R$ 18.963,00
contabilidade     R$ XXX
    
Imposto    Valor
IRPJ(0.24%)     R$ 240,00 
CSLL(0.21%)     R$ 210,00 
CPP(2.60%)     R$ 2.600,00 
DAS(3.05%)(IRPJ+CSLL+CPP)     R$ 3.050,00 
    
Imposto a pagar no anexo 3, 28% prolabore: R$ 12.087,00 

Lucro presumido:

3 meses faturamento     R$ 300.000,00 
base de calculo(32%)     R$ 96.000,00 
IRPJ(15%)     R$ 14.400,00 
CSSL(9%)     R$ 8.640,00 
prolabore minimo(acho que mudou ne? só alterar)     R$ 1.412,00 
INSS(31%)     R$ 437,72 
contabilidade     R$ XXX

Imposto a pagar no lucro presumido:   R$ 8.117,72 


Isso por que não sou um contador, mas em questão de quebrar a cabeça para pagar menos imposto e mais não sei o que, NA MINHA PERCEPÇÃO pagar apenas certa de 8% de imposto mensal está bom.

Estou por fora de novos impostos e as mudanças que terá, talvez olhe isso essa semana, mas acho que por enquanto não muda muito.

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