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Boa noite, pessoal. Tudo na paz?

Gostaria de compartilhar um pouco do meu momento profissional e pedir a opinião de vocês.

Tenho 28 anos, sou formado em Publicidade e Propaganda, estou finalizando um MBA em Gestão Empresarial e trabalho na área comercial há mais de 10 anos. Comecei ainda como jovem aprendiz e, ao longo da minha trajetória, passei por pré-vendas, vendas consultivas, vendas de publicidade, social selling e, atualmente, trabalho como closer em uma empresa de lançamentos de infoprodutos.

Sempre gostei muito da área comercial. Gosto da dinâmica, dos desafios e da possibilidade de aumentar a renda por meio das comissões. Nos últimos meses, inclusive, tenho conseguido bons resultados financeiros.

Por outro lado, comecei a refletir sobre a sustentabilidade desse estilo de vida no longo prazo. Como aqui na empresa nós trabalhamos com lançamentos mensais, existem períodos muito intensos, com trabalho até tarde da noite, atendimento e negociações aos finais de semana e uma rotina bastante desgastante.

Hoje consigo lidar com isso e uma parte de mim até gosta dessa intensidade. Porém, eu pretendo construir uma família com a minha namorada, ter filhos e estar presente na criação deles. Não quero chegar ao ponto de colocar o trabalho à frente da minha vida pessoal.

Essa minha preocupação também aumentou por causa de uma experiência profissional anterior. Eu trabalhava como executivo de vendas de publicidade em um grande portal de notícias, tinha bons resultados, mas a empresa acabou falindo. Depois disso, minhas vendas praticamente desapareceram e fui desligado alguns meses mais tarde. Essa experiência me trouxe a percepção de que depender de comissão e também da situação de uma empresa pode ser um pouco arriscado.

Pensando nisso, comecei a considerar concursos públicos na área bancária, principalmente no Banco do Brasil, Caixa e Banco do Nordeste (BNB). A ideia seria buscar uma maior previsibilidade financeira, estabilidade e também uma rotina potencialmente mais sustentável, sem necessariamente abandonar outras possíveis fontes de renda ou de projetos paralelos.

Sei que provavelmente eu perderia em potencial de ganhos e talvez até em liberdade, já que trabalho home-office desde 2018, mas poderia ganhar em previsibilidade financeira, segurança e também qualidade de vida.

Na visão de vocês, faz sentido direcionar parte da minha energia para estudar para esses concursos? Alguém já passou por uma transição parecida, saindo de uma carreira comercial com bons ganhos, mas muita instabilidade e desgaste, para buscar mais segurança?

Também gostaria de ouvir visões diferentes. Será que estou enxergando o concurso como uma solução meramente idealizada? Existe algum outro caminho que poderia equilibrar potencial de renda, previsibilidade e também qualidade de vida?

Toda experiência, opinião ou conselho será muito bem-vindo.

Se você for funcionário de algum desses bancos, ou de outros, me conta aqui como é a dinâmica da rotina bancária.

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Gostei bastante da sua reflexão. Só tomaria cuidado com uma premissa: a previsibilidade financeira é, em grande parte, uma ilusão. Mesmo empresas sólidas podem passar por crises, bancos fazem reestruturações e nenhuma carreira está totalmente protegida de mudanças. A única segurança que realmente levamos conosco é a nossa capacidade de gerar valor e nos adaptar.

Aos 28 anos, na minha opinião, você ainda está em uma fase muito favorável para acelerar a carreira. É justamente nessa idade que normalmente conseguimos assumir mais riscos, aprender mais rápido e construir uma base financeira para o futuro.

Também não vejo como uma escolha entre carreira ou família. É natural que existam fases em que o trabalho exija mais de você, assim como haverá momentos em que a família precisará ser a prioridade. A vida costuma funcionar em ciclos, e o desafio é saber ajustar esse equilíbrio ao longo do tempo, não encontrar uma profissão que elimine esse dilema.

Se você gosta da área comercial e está tendo bons resultados, eu pensaria duas vezes antes de trocar de carreira apenas em busca de uma estabilidade que talvez não seja tão absoluta quanto parece. Continuaria evoluindo, formando patrimônio e criando alternativas de renda. Isso, para mim, gera muito mais segurança no longo prazo do que depender exclusivamente do nome da empresa ou do cargo que você ocupa.

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2 horas atrás, Paulo Bardella disse:

Gostei bastante da sua reflexão. Só tomaria cuidado com uma premissa: a previsibilidade financeira é, em grande parte, uma ilusão. Mesmo empresas sólidas podem passar por crises, bancos fazem reestruturações e nenhuma carreira está totalmente protegida de mudanças. A única segurança que realmente levamos conosco é a nossa capacidade de gerar valor e nos adaptar.

Aos 28 anos, na minha opinião, você ainda está em uma fase muito favorável para acelerar a carreira. É justamente nessa idade que normalmente conseguimos assumir mais riscos, aprender mais rápido e construir uma base financeira para o futuro.

Também não vejo como uma escolha entre carreira ou família. É natural que existam fases em que o trabalho exija mais de você, assim como haverá momentos em que a família precisará ser a prioridade. A vida costuma funcionar em ciclos, e o desafio é saber ajustar esse equilíbrio ao longo do tempo, não encontrar uma profissão que elimine esse dilema.

Se você gosta da área comercial e está tendo bons resultados, eu pensaria duas vezes antes de trocar de carreira apenas em busca de uma estabilidade que talvez não seja tão absoluta quanto parece. Continuaria evoluindo, formando patrimônio e criando alternativas de renda. Isso, para mim, gera muito mais segurança no longo prazo do que depender exclusivamente do nome da empresa ou do cargo que você ocupa.

Opa, tudo bem?

Grato pela resposta, Paulo.

Realmente, tenho plena convicção de que não existe uma total previsibilidade concreta para nada na vida e que a minha real segurança é, justamente, gerar algum tipo de valor para alguma empresa ou para um negócio próprio.

O fato de eu buscar uma certa estabilidade e crescimento em uma empresa através do concurso público, era para mitigar alguns riscos, como o de ser demitido, e conseguir crescer de forma "mais segura". Afinal, é muito mais provável que uma empresa do setor privada quebre ou declare falência, como já aconteceu com uma empresa que eu trabalhei uma vez, do que um banco. Principalmente se o banco é Público / Sociedade de Economia Mista.

E eu realmente entendo totalmente quando você diz que, nessa idade eu posso me dar o luxo de acelerar a carreira e construir uma boa reserva para o futuro. Mas fico pensando, "será que não daria para fazer sendo concursado bancário também? Através de promoções e bonificações que eu posso conqusitar.

Agradeço muito por compartilhar comigo o seu ponto de vista.

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