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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 07/19/26 in Posts
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Olá, João. Você começa de uma posição bem melhor do que imagina, porque já tem o que falta pra muita gente no início da carreira de programação: problemas concretos pra resolver. Mas preciso fazer um alerta. Cuidado para não transformar "aprender a programar" no seu objetivo final. Seu objetivo não deveria ser dominar Python, JavaScript, frontend ou backend por dominar. Essas coisas são ferramentas. O que eu entendi é que você quer construir a sua presença profissional e, mais adiante, resolver problemas reais de nutricionistas e pacientes. Para colocar no ar um site com o seu currículo, os seus certificados, a sua formação, os seus projetos e tudo o mais você não precisa esperar aprender a programar. Dá para começar com WordPress, Framer, Wix ou outra ferramenta visual. Até mesmo o Lovable, que já vai te dar grandes poderes, com os quais virão grandes responsabilidades. Escolha uma plataforma e publique a primeira versão e aprenda, no processo, sobre domínio, hospedagem, conteúdo e posicionamento profissional. Depois, se quiser entender melhor como tudo funciona por dentro, você estuda HTML, CSS e JavaScript e vai reconstruindo partes do site. Só não gaste meses ou anos estudando para só então publicar algo que poderia estar pronto em dias. O código serve ao projeto, e não o inverso. Senão, estudar vira uma desculpa sem fim pra não fazer. Acredite, é mais comum do que parece. A ideia do agente de WhatsApp também é viável, mas é bem mais complexa do que se imagina. Não seria só "colocar uma IA no WhatsApp". Além de toda a instrumentação, que hoje em dia já está embutida em várias plataformas prontas (e caras), o sistema teria que interpretar alimentos, quantidades e preparações, consultar bases nutricionais, lidar com informação incompleta, calcular valores aproximados, proteger os dados dos usuários e reconhecer quando não tem informação suficiente para responder. "Comi dois pedaços de pizza", por exemplo, não diz o tamanho, a massa, o recheio, os ingredientes nem a quantidade de cada item. O sistema até pode apresentar uma estimativa, mas teria que comunicar a margem de incerteza com muita clareza, pra não correr o risco de ter um palpite sendo interpretado como se fosse uma informação precisa. Tem ainda um cuidado profissional que você não pode ignorar. Você pode estudar, programar e criar protótipos durante a faculdade, mas precisa ter atenção ao que disponibiliza ao público como orientação nutricional individualizada. Você já deve saber que o CFN considera a prescrição dietética e o plano alimentar atividades privativas do nutricionista. Mesmo a telenutrição é regulamentada como prestação de serviços de alimentação e nutrição por meio de tecnologias, mas sempre feita por nutricionista habilitado. Repare no texto: feita por nutricionista. Antes de usar um agente com pacientes ou oferecer recomendações personalizadas, você vai precisar verificar os limites profissionais e as exigências do CFN e do seu CRN. E mesmo depois de formado, a IA não vai poder funcionar como um "nutricionista automático". Pelo menos por enquanto. Não por conta da tecnologia, mas da burocracia. Eu sugeriria tratá-la como uma ferramenta sob a sua supervisão para: coletar informação, organizar registros, consultar dados, produzir estimativas, lembrar tarefas e facilitar a comunicação. Mas a decisão profissional e a orientação individualizada continuariam sendo suas. A ordem que eu seguiria começa por colocar o site no ar com uma ferramenta visual, depois aprender lógica de programação e os conceitos básicos, em seguida HTML, CSS e JavaScript, então pequenas ferramentas ligadas à nutrição e só então entrar no tortuoso mundo do backend, banco de dados e APIs. Daí você poderia elaborar um protótipo simples de consulta de alimentos para então incluir a integração com WhatsApp e agentes de IA. Várias plataformas de IA podem acelerar isso pra você, mas eu não entraria cegamente nisso. Acredito que a única forma realmente segura de pular algumas etapas e tentar antecipar alguns resultados é se você tiver alguém da área com você. Um amigo, sócio, enfim, um parceiro de negócios. Existem várias ideias mais simples que você pode construir como protótipos pra validar seu aprendizado. Você pode fazer uma calculadora de necessidades energéticas, uma consulta a uma tabela de composição de alimentos, um diário alimentar ou um sistema simples para organizar refeições. São projetos pequenos, mas que ensinam quase todos os fundamentos necessários para chegar ao agente que você imaginou. Como referências gratuitas, você encontra muita coisa no YouTube. Praticamente tudo que você precisa já está lá. Mas como é bem difícil fazer a curadoria disso, eu sugeriria cursos como freeCodeCamp e outros similares. Se eu puder deixar um último conselho sobre isso, eu tomaria cuidado pra não caiar na armadilha de assistir a dezenas de vídeos ou cursos sem construir nada. Escolha uma trilha e faça um projeto pequeno em paralelo. Aprendeu alguma coisa, vai pro código. Seu maior diferencial ao competir com programadores profissionais vai ser entender de nutrição bem o suficiente para enxergar problemas que muitos programadores não veem. E entender de tecnologia bem o suficiente para construir, prototipar ou liderar a criação das soluções. Então, ao invés de partir para o que todo estudante de TI pensa, que é "quero aprender a programar para um dia descobrir o que fazer com isso", adote o "Quero resolver este problema. Qual é a menor quantidade de tecnologia que preciso aprender para construir a primeira versão da solução?". Isso vai te poupar anos de estudo sem direção e te permitir colher frutos muito antes dos seus concorrentes. Espero ter ajudado.1 ponto
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Boa tarde, @João Pedro Amorim Magalhães! Tudo beleza? Sou formado em Ciência da Computação pela UFRJ e estou terminando o mestrado em IA pelo PESC. Creio que posso te dar algum direcionamento. Pelo que você descreveu, a área de TI mais alinhada aos seus objetivos é o desenvolvimento web. O caminho mais lógico seria começar pelo front-end, aprender posteriormente o back-end e, com o tempo, tornar-se um desenvolvedor full stack. Explicando de maneira simples: Front-end é a parte visual do site: textos, imagens, cores, menus, botões e formulários. Back-end é o que funciona por trás: cadastro de usuários, login, banco de dados, pagamentos, cálculos e regras do sistema. Full stack é quem consegue trabalhar com as duas partes. No seu caso, aprender desenvolvimento web permitiria criar: seu site e portfólio profissional; sistemas para, por exemplo, nutricionistas; ferramentas de acompanhamento; calculadoras e organizadores; futuramente, um SaaS; integrações com WhatsApp e inteligência artificial. Sobre precisar ser bom em matemática Para desenvolvimento web, você não precisa ser excelente em matemática. Você precisará principalmente de raciocínio lógico, prática, paciência para encontrar erros e capacidade de dividir um problema grande em problemas menores. Naturalmente, você usará alguns cálculos no desenvolvimento dos seus projetos, ainda mais por serem relacionados à Nutrição. Porém, não precisa dominar cálculo avançado, álgebra complexa ou outras áreas mais pesadas da matemática para criar sites e sistemas. Matemática avançada costuma ser mais importante em determinadas áreas, como aprendizado de máquina, computação gráfica, criptografia, estatística e simulações. Início da trilha de estudos Eu seguiria esta ordem:: 1. Lógica de programação Nesse primeiro momento, você aprenderá variáveis, condições, repetições, operadores, funções e como transformar um problema em uma sequência de instruções. É uma playlist criada especificamente para quem está começando do absoluto zero. É um pouco antigo mas esse eu sei que é de qualidade. 2. Desenvolvimento front-end com HTML e CSS Depois, continue pelos demais módulos do curso no canal. O HTML será responsável pela estrutura e pelo conteúdo da página. O CSS será usado para definir cores, fontes, tamanhos, posicionamento e aparência. O curso possui exercícios, desafios e material de apoio e foi organizado para pessoas sem experiência anterior. Ao terminar essa etapa, eu já tentaria criar a primeira versão do seu portfólio, mesmo que ela seja simples. Você poderia incluir sua apresentação, sua formação, seus certificados, seus interesses e uma forma de contato. Não espere aprender tudo para começar um projeto. O projeto também faz parte do aprendizado. 3. Git e GitHub Curso: Curso gratuito de Git e GitHub — Tiago Matos Depois de aprender HTML e CSS, eu estudaria Git e GitHub. O Git é uma ferramenta de controle de versão, utilizada para registrar as alterações feitas nos arquivos de um projeto ao longo do tempo. Com ele, você poderá acompanhar a evolução do seu código, comparar modificações e recuperar versões anteriores caso alguma coisa dê errado. O GitHub é uma plataforma na qual você poderá armazenar seus projetos, compartilhar seu código e começar a construir seu portfólio como desenvolvedor. Conceitos como repositórios, commits e branches farão parte da sua rotina durante os próximos projetos da trilha. A partir dessa etapa, eu recomendaria que você utilizasse Git e GitHub em todos os projetos seguintes, inclusive durante os estudos de JavaScript, React e Node.js. Além de proteger e organizar o seu trabalho, isso fará com que você construa gradualmente um histórico público dos projetos desenvolvidos durante seu aprendizado. 4. Programação com JavaScript O JavaScript fará o site deixar de ser apenas uma página estática. Com ele, você poderá criar botões funcionais, validação de formulários, cálculos, interações e atualizações de conteúdo. Escolhi essa linguagem porque ela pode ser utilizada tanto no navegador quanto, posteriormente, no back-end com Node.js. A playlist é voltada para iniciantes e aborda os fundamentos necessários antes de avançar para outras tecnologias. Aqui você poderia criar projetos pequenos, como um catálogo de alimentos, um formulário, um organizador de receitas ou uma ferramenta educacional de consulta nutricional. 5. Front-end moderno com React Curso: Curso de React para Completos Iniciantes — Felipe Rocha Só começaria React depois de entender razoavelmente HTML, CSS e JavaScript. React é uma biblioteca para criar interfaces divididas em componentes reutilizáveis, sendo útil para aplicações maiores e sistemas que possuem várias telas e informações que mudam constantemente. A própria documentação oficial recomenda conhecer JavaScript e apresenta componentes, eventos, estados, listas e compartilhamento de dados como conceitos centrais. O curso indicado possui centenas de milhares de visualizações e pertence a um canal focado em desenvolvimento web com React e Node.js. 6. Back-end com Node.js, APIs e banco de dados Depois de aprender JavaScript, você poderá utilizar Node.js para executar JavaScript fora do navegador e criar a parte interna do sistema. É aqui que você começará a entender servidor, rotas, requisições, APIs, autenticação e acesso ao banco de dados. A documentação oficial do Node.js também apresenta conteúdos sobre servidores HTTP, arquivos, programação assíncrona e aplicações web. O curso indicado já ultrapassou 150 mil visualizações e registrava aproximadamente 7.900 curtidas nos dados encontrados na pesquisa. Depois dele, recomendo este projeto complementar: Uma API é justamente o que permitirá que o seu site, um aplicativo, o WhatsApp e um serviço de inteligência artificial troquem informações entre si. Esse projeto apresenta a criação do servidor, rotas e integração com banco de dados. 7. Integração com WhatsApp e inteligência artificial Eu deixaria essa etapa para o final, depois de você compreender JavaScript, back-end, banco de dados e APIs. O vídeo apresenta um agente utilizando automação e a API oficial da Meta. A plataforma oficial do WhatsApp permite enviar e receber mensagens programaticamente e utiliza webhooks para entregar as mensagens recebidas ao seu sistema. Nesse ponto, você já entenderá que o agente não é apenas “uma inteligência artificial dentro do WhatsApp”. Na prática, haverá várias partes conectadas: o usuário envia a mensagem pelo WhatsApp; a API do WhatsApp envia a mensagem ao seu back-end; o sistema interpreta o pedido; consulta uma base de alimentos e nutrientes; realiza os cálculos necessários; pode utilizar uma API de inteligência artificial para interpretar ou organizar o texto; envia a resposta novamente pelo WhatsApp. O caminho completo ficaria assim Lógica de programação → HTML e CSS →Git/GitHub→ JavaScript → React → Node.js → APIs e banco de dados → WhatsApp e inteligência artificial. Eu escolheria JavaScript como linguagem principal porque você poderia utilizá-la no front-end, no back-end com Node.js e em diversas integrações. Isso evita que você precise aprender várias linguagens diferentes logo no começo. Porém, mais importante do que assistir a muitos cursos é criar projetos. Depois de cada etapa, faça alguma coisa sozinho, mesmo que fique simples ou imperfeita. Documentações confiáveis para consultar durante os estudos Trilha de desenvolvimento web da MDN Documentação oficial do React Documentação oficial do Node.js Documentação oficial da API do WhatsApp Espero que ajude! Grande abraço!1 ponto
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Acho que existem algumas formas de ganhar, tem quem abrace dois empregos (ou mais kkk) Eu tenho dois aplicativos na Google Play, que dão uns trocadinhos com AdMob, nada que vai mudar minha vida, mas já é alguma coisa, dá cerca de 100 dólares a cada 5 ou 6 meses. Já pensei em tentar pegar uns freelas, mas como já tenho um trabalho principal, tenho um certo receio de atrapalhar minha renda principal e gerar mais um estresse do que uma renda extra Eu penso em criar sites para lojas ou pessoas na região onde moro, por ser interior ainda tem alguma certa procura. Mas não sei se as pessoas estão dispostas a pagar por isso, vejo que o portfólio de quase toda loja/pessoa virou o Instagram, o que pensam disso? O site hoje parece tão dispensável.1 ponto
