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Sobre Károly Hunkár

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Acho que o principal problema aqui não é o R$ 1 milhão investido, mas a dependência de mais de 70% da sua renda de um único cliente. E isso muda bastante a leitura da situação. Se esse cliente realmente sair, você ainda teria algo próximo de R$ 15 mil de renda para uma estrutura de gastos de R$ 11 mil. Não é uma situação para ficar parado, mas também está longe de ser uma situação de precisar tomar uma decisão no desespero. Você já construiu um patrimônio que te dá tempo para reorganizar a vida profissional. Eu não tentaria transformar imediatamente esse R$ 1 milhão em uma máquina de gerar renda. Primeiro deixaria uma reserva realmente confortável e depois pensaria na carteira de longo prazo. Patrimônio também serve para comprar liberdade e tempo, não necessariamente para pagar uma conta todo mês. O ponto mais interessante está na sua vida profissional. Se você já consegue gerar R$ 50 mil por mês com um único cliente, talvez o problema não seja sua capacidade de ganhar dinheiro, mas a concentração dessa renda. Eu trabalharia em transformar essa dependência em uma base maior de clientes. Cinco clientes de R$ 10 mil podem dar muito mais segurança do que um de R$ 50 mil, mesmo com o mesmo faturamento. E não ficaria me culpando pelos R$ 11 mil de gastos. Você identificou o número e agora pode trabalhar em cima dele. O importante é saber qual é o seu custo de vida e quanto tempo seu patrimônio consegue te dar para fazer essa transição. No seu lugar, eu usaria esse R$ 1 milhão para comprar justamente o que hoje parece estar faltando, tranquilidade para reorganizar a carreira. Você não está começando do zero. Já construiu patrimônio, já provou que consegue gerar uma renda alta e ainda tem margem para se reorganizar. Agora é diminuir a dependência de um único cliente e deixar o patrimônio, aos poucos, aumentar sua liberdade.
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Pela minha experiência em gestão hospitalar, principalmente na área operacional, onde mais atuo, vejo que esse mercado é muito mais complexo do que normalmente parece. Muita gente olha para o tamanho dos contratos, mas acaba subestimando tudo o que existe por trás da operação. Uma empresa médica pode atuar tanto no setor privado quanto no público, prestando serviços médicos e multiprofissionais, com equipes de enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, nutrição e outras especialidades. Se o objetivo for atuar como Organização Social (OS), a complexidade aumenta ainda mais. Além da assistência, entram governança, compliance, controladoria, gestão de contratos, prestação de contas, auditorias, indicadores assistenciais, gestão de riscos e relacionamento constante com órgãos reguladores e fiscalizadores. Outro ponto é o capital. Não apenas para abrir a empresa, mas principalmente para mantê-la funcionando. Capital de giro é essencial para suportar folha de pagamento, encargos, fornecedores, insumos, equipamentos e eventuais atrasos nos recebimentos. Na saúde, caixa é quase tão importante quanto faturamento. Também não basta conquistar um contrato. É preciso demonstrar capacidade técnica e operacional para executá-lo. Em muitos casos, o histórico da empresa, os atestados de capacidade técnica e a experiência dos profissionais da diretoria, do conselho ou da equipe técnica pesam tanto quanto a proposta financeira. Dependendo da estratégia, pode até ser mais interessante adquirir um CNPJ já existente, com licenças, credenciamentos, contratos e histórico de prestação de serviços, desde que seja feita uma due diligence muito criteriosa para identificar passivos trabalhistas, fiscais, tributários, previdenciários, regulatórios e reputacionais. Eu também buscaria desenvolver contratos privados. Além de gerar caixa, eles ajudam a amadurecer processos, formar lideranças, criar indicadores, validar a operação e construir reputação antes de assumir contratos públicos de maior porte. Outro aspecto frequentemente subestimado é a gestão de pessoas. Escalas médicas e multiprofissionais, absenteísmo, cobertura de plantões, retenção de talentos, educação continuada e desenvolvimento de lideranças acabam consumindo muito mais tempo do que a maioria imagina. Há ainda toda a parte regulatória. Dependendo da atividade, entram exigências da Vigilância Sanitária, licenciamento sanitário, normas da Anvisa, Conselhos Profissionais, NR-32, medicina e segurança do trabalho, PGR, PCMSO, gestão de resíduos de serviços de saúde, controle de infecção, Núcleo de Segurança do Paciente, protocolos assistenciais, LGPD, gestão da qualidade, acreditações, além de auditorias e fiscalizações frequentes. Tudo isso precisa estar integrado à operação e gera custo permanente. A saúde também é um dos mercados mais caros para operar e está em constante evolução. Novas tecnologias, protocolos, equipamentos, medicamentos, exigências regulatórias e capacitação das equipes exigem investimentos contínuos. Ao mesmo tempo, as margens costumam ser apertadas. Um contrato mal precificado, glosas, baixa produtividade, aumento de custos, problemas trabalhistas ou falhas operacionais podem comprometer rapidamente o resultado financeiro. O maior erro é olhar apenas para o faturamento potencial. O contrato é apenas a porta de entrada. O verdadeiro diferencial está na governança, na gestão operacional e na capacidade de manter uma operação eficiente, segura, sustentável e de qualidade durante anos. É isso que separa empresas que apenas conseguem contratos daquelas que realmente conseguem executá-los com excelência
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“O objetivo não é ser mais inteligente do que os outros. É ser menos tolo do que você era ontem.”
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bão ou não?
Károly Hunkár respondeu o(a) tópico de Douglas Santana De Souza em 💰 Carreira & Empreendedorismo (Conselho sinceros)
Vender não é uma tarefa fácil. Também não existe fórmula mágica. Mas existem alguns detalhes que, na minha visão, podem fazer bastante diferença e talvez ajudem você a enxergar as vendas por outro ângulo. Sempre tento pensar em uma coisa, como eu gostaria de ser tratado se estivesse do outro lado? O que eu esperaria de alguém que veio me prestar um serviço ou vender alguma coisa para mim? Acho que essa pergunta, por si só, já muda completamente a forma de conversar com as pessoas. Na minha visão, vender é muito mais ouvir do que falar. Deixe a pessoa falar. Quanto mais ela fala, mais você entende a necessidade, as dificuldades e o que realmente é importante para ela. É justamente nessa conversa que começam a aparecer as pequenas brechas para você entrar, criar conexão e mostrar que pode ajudá-la. Mas também não deixe a conversa morrer. Vá conduzindo naturalmente, fazendo perguntas, demonstrando interesse genuíno e incentivando a pessoa a falar mais. Muitas vezes, é justamente nesses detalhes que você encontra o momento certo para criar conexão. Depois que a conexão acontece, a conversa flui com muito mais naturalidade e a venda deixa de parecer uma venda. Saber a hora de entrar e a hora de sair da conversa faz toda a diferença. Nem demais, nem de menos. Na medida certa. Se valorize, mas com humildade. Demonstre segurança sem precisar convencer a pessoa de que você sabe tudo. Confiança se transmite muito mais pela postura do que pelo excesso de argumentos. E você ainda tem uma vantagem importante, conhece a realidade do agro. Fala a mesma língua de quem está do outro lado, entende os desafios do dia a dia e isso cria conexão. A confiança nasce muito mais fácil quando o cliente percebe que você realmente entende a realidade dele, independentemente do serviço que ele esteja precisando naquele momento. Técnica ajuda, mas acredito que também exista um componente de feeling. Quanto mais você conversar com as pessoas, mais fácil ficará perceber essas pequenas deixas que a própria conversa oferece. E, muitas vezes, é justamente ali que nasce uma boa venda. E mais uma coisa, no agro, reputação anda rápido. Faça um bom trabalho, trate as pessoas com respeito e deixe as portas sempre abertas. No fim da conversa, em vez de pedir uma indicação, diga apenas, se algum amigo seu estiver precisando de alguma coisa, pode ficar à vontade para passar meu contato. Se eu puder ajudar, a gente conversa e tenta encontrar a melhor solução. Você não está pedindo uma indicação. Está apenas mostrando que está à disposição. Muitas vezes, isso é suficiente para que lembrem de você quando surgir uma oportunidade. Um exemplo bem simples. Você entra em uma loja para comprar uma camiseta. Se o vendedor for ruim, você nem compra a camiseta e vai embora. Se for bom, você sai com uma calça, duas camisas, três camisetas, uma bermuda e ainda fica pensando se deveria ter levado o sapato também, porque ele disse que era a sua cara. Não porque ele te convenceu a comprar, mas porque conseguiu criar uma conexão e fez tudo aquilo fazer sentido para você, mesmo não precisando de tudo isso. Ninguém gosta de sentir que está comprando. As pessoas gostam de sentir que tomaram a decisão certa. Talvez essa seja a maior diferença entre um vendedor comum e um grande vendedor. Vender não é convencer alguém a comprar. É fazer a pessoa sair com a sensação de que fez um bom negócio. -
O que devo faze?
Károly Hunkár respondeu o(a) tópico de Nelson Guedes em 💰 Carreira & Empreendedorismo (Conselho sinceros)
Na minha visão, essa discussão vai além de escolher entre Wise, banco A ou banco B. O principal ponto é a gestão de risco operacional e a continuidade do negócio. Se hoje praticamente 100% do faturamento depende de um único intermediário, você criou um ponto único de falha. O fato de a Wise já ter deixado sua empresa na mão três vezes no ano mostra que esse risco deixou de ser apenas teórico. Eu manteria a Wise se ela continuar sendo eficiente, mas deixaria de depender exclusivamente dela. Ter pelo menos duas alternativas prontas para recebimentos internacionais me parece uma boa prática de gestão. O custo da redundância normalmente é muito menor do que o custo de interromper o fluxo de caixa. Outro ponto é separar o meio de recebimento da gestão financeira. Uma coisa é por onde o dinheiro entra, outra é como esse caixa é administrado depois. Conforme a empresa cresce, essas decisões passam a ter um peso muito maior. Como você faz parte da AUVP, eu também abriria um chamado para o suporte. Eles podem orientar sobre alternativas para recebimentos internacionais, relacionamento bancário e até indicar uma estrutura mais adequada para o momento da empresa. Vale aproveitar esse benefício da comunidade antes de tomar uma decisão sozinho. Fiquei apenas com uma dúvida, seus clientes são empresas ou pessoas físicas? E eles pagam em dólar, euro ou em outras moedas? Dependendo dessa resposta, a estratégia ideal pode mudar bastante -
Agora entendi melhor o seu ponto. Pelo que você escreveu, talvez seu perfil seja mais voltado para gestão, melhoria de processos e desenvolvimento de sistemas do que para a assistência pura. Existe um caminho interessante na gestão em saúde e até na gestão operacional. É uma área que particularmente gosto muito porque os conceitos podem ser aplicados em praticamente qualquer empresa ou profissão, não apenas na medicina. Só tenha em mente que, mesmo nesse caminho, normalmente é preciso construir uma base primeiro. A experiência assistencial e uma especialização costumam abrir muitas portas. Você tem 27 anos. Ainda há bastante tempo para descobrir onde seu perfil se encaixa melhor
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Bom dia! Acho que, antes de pensar em mudar de carreira, vale a pena fazer uma reflexão sobre a realidade da medicina hoje. Vou começar com uma frase que pode parecer dura, mas que eu mesmo já vivi, todo médico acha que a vida é um morango 🍓, quando está se formando. A faculdade passa a impressão de que, depois do CRM, a vida estará resolvida. Boa renda, estabilidade e qualidade de vida. Só que o mercado de hoje é outro. E a culpa nem é só nossa. A faculdade ensina medicina, mas praticamente não fala de carreira, mercado, negociação, empreendedorismo, gestão financeira ou planejamento profissional. A maioria sai achando que basta ser um bom médico que o resto acontece naturalmente. Pela forma como você escreveu, me parece que o problema não é apenas o dinheiro. O que vejo é uma frustração entre a expectativa que você criou da profissão e a realidade que encontrou. A medicina continua sendo uma excelente profissão. Eu acredito nisso. Mas ela mudou muito. Hoje temos muito mais faculdades, muito mais médicos, maior concorrência, pressão das operadoras, vínculos PJ e uma remuneração que, em várias áreas, perdeu poder de compra. O diploma continua abrindo portas, mas ele não garante mais, sozinho, o padrão de vida que muita gente imaginava durante a faculdade. Outra frase que me chamou atenção foi quando você disse que não acha que trabalhar vai contribuir muito para sua vida. Eu tomaria cuidado com essa conclusão. Você tem menos de dois anos de formado. Nessa fase, o trabalho não serve apenas para colocar dinheiro no bolso. É nele que você constrói experiência, reputação, networking e descobre qual caminho realmente faz sentido para você. Isso vale muito. Na minha opinião, hoje seu maior patrimônio nem é o dinheiro investido. É sua capacidade de gerar renda. Você tem 27 anos. Investir em formação, reputação e posicionamento profissional provavelmente vai gerar um retorno muito maior do que qualquer aplicação financeira nesse momento. Também evitaria comparar sua situação com médicos que levaram 10 ou 15 anos para construir consultório, nome ou posição de liderança. Você ainda está começando. E vou ser sincero, não conheço muitas profissões em que alguém, com menos de dois anos de formado, consiga escolher exatamente quanto quer trabalhar, ganhar muito, ter qualidade de vida e ainda construir patrimônio ao mesmo tempo. A medicina também tem sua fase de construção. Outro ponto que me chamou atenção foi você ter comprado um apartamento e ficado com apenas R$ 3 mil de reserva. Isso me preocuparia mais do que trabalhar oito ou doze horas por dia. Como PJ, reserva financeira compra tranquilidade. Ela permite dizer “não” para um plantão ruim e tomar decisões pensando no longo prazo. Tenho a impressão de que você está tentando responder duas perguntas diferentes ao mesmo tempo. Como melhorar minha qualidade de vida? Como construir uma carreira sólida? Nem sempre elas têm a mesma resposta. A porta de urgência é uma excelente escola. Aprendi muito nela. Mas dificilmente será o destino final da maioria dos médicos. Ela é uma etapa da carreira, não necessariamente o lugar onde você vai querer estar pelos próximos 30 anos. Talvez a pergunta mais importante seja outra, onde você quer estar aos 35 anos? Quer consultório? Especialidade? Gestão? Concurso? Empreender? Docência? Quando você responde isso, fica muito mais fácil entender quais sacrifícios fazem sentido fazer agora. Outra mudança de mentalidade que considero importante é parar de enxergar a medicina apenas como uma profissão e começar a enxergá-la como uma carreira. Em muitos aspectos, você precisa administrar sua vida profissional como uma empresa. Precisa cuidar da sua marca, da sua reputação, dos seus relacionamentos, da sua formação e das suas finanças. E acho que o primeiro passo você já deu ao entrar na AUVP. Para mim, a maior lição do curso nem é aprender a escolher uma ação ou um ETF. É entender que dinheiro não aceita desaforo. O fato de ser médico não significa que você pode gastar sem planejamento porque sempre haverá um plantão para cobrir a conta. Vejo muitos colegas caindo nessa armadilha. Ganham bem, mas gastam melhor ainda. Dinheiro precisa ser respeitado. Patrimônio não é construído apenas aumentando renda. É construído aumentando sua capacidade de gerar renda, controlando o padrão de vida e investindo de forma consistente durante muitos anos. No fim, acho que o maior erro é acreditar que a medicina deixou de ser uma boa profissão. Não acho isso. Ela continua oferecendo oportunidades extraordinárias. O que mudou é que elas deixaram de ser automáticas. Hoje elas precisam ser construídas. E, quanto mais cedo você entender isso, menos frustrado vai ficar e melhores serão as decisões que tomar ao longo da carreira.
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Aos médicos de plantão na comunidade
Károly Hunkár respondeu o(a) tópico de Carlos Gregol em 💰 Carreira & Empreendedorismo (Conselho sinceros)
Oi boa tarde… meu período de faculdade foi bem conturbado. Meus pais faliram. Então tive dificuldades para me formar. Com ajuda de familiares e amigos dos meus pais. Eu trabalhava também durante o período de faculdade. E meus fizeram o que podiam. Sou muito grato a eles. Tanto que depois que me formei, carreguei eles por 20 anos e tentei retribuir tudo que fizeram por mim. Hoje meus irmãos ajudam. Tenho mais de 20 anos de formado, era ainda uma época que ser médico, ainda era status, sinônimo de riqueza. Eu sempre quis fazer medicina. Algo pessoal mesmo, não por herança familiar que não havia. Sou de uma Família de engenheiros. achava que tudo se construiria por si só. Quando me formei tinha muitas dívidas. Tive que me virar bastante. fiz residência, talvez nao a que gostaria, mas foi a oportunidade que tive na época. a medicina hoje se popularizou, se banalizou literalmente. Pessoas ainda acham que vão ser a sua redenção financeira, e seu escape. Infelizmente hoje a carreira médica não é mais um morango. Se você tem certeza que é o que você quer, então estude e seja o melhor. Porque para ser mais um você vai se frustrar. Vai já já dirigir Uber. ha opções sim em regiões mais desprovidas de médicos, fora dos grandes centros, para generalistas. Isso logo vai acabar também. Se tiver oportunidade vá para fora se especializar, ser o melhor no que você quer ser. se tiver chance de ficar no exterior aproveite. Não tome decisões pela emoção e por conversa fiada. Não importa a especialidade, importa o que você quer ser. oportunidades você vai ter. Aproveite elas. Não rasgue dinheiro. Ele não aceita desaforo. Invista o que puder, faça um patrimônio, tenha sua reserva de emergência. você tem uma excelente oportunidade que é estar aqui na comunidade e aprendendo. Faça a diferença na sua vida. você vai ganhar dinheiro, use com sabedoria, porque hoje muitos médicos não estão ganhando mais 15 mil por mês. Os que ganham bem estão entre 20 a 30 mil os bons. Seja diferenciado. a oportunidade já bateu na sua porta com o curso da daki. Você está um passo a frente da maioria dos amigos.
