Antonio Carlos Rocha De Lima Postado 20 horas atrás Postado 20 horas atrás Fala pessoal, Queria a opinião de vocês sobre uma decisão recente e também tirar algumas dúvidas financeiras. Eu trabalhava como dev júnior CLT recebendo: R$ 6.880 bruto R$ 1.200 VA R$ 200 auxílio home office Total percebido: ~R$ 8.280/mês + benefícios CLT (13º, férias, FGTS etc). Recebi uma proposta para ir como PJ ganhando R$ 10.000/mês para atuar como pleno em uma empresa menor. O que me motivou a troca foi: Subir de nível (júnior → pleno) Ir para empresa menor para ter mais desafio e visibilidade Trabalhar com stack mais valorizada (Go) Salário maior Depois descobri que o teto para pleno lá é 14k e fiquei pensando se deveria ter pedido algo como 12k. Minhas dúvidas: Financeiramente, 10k PJ compensa bem comparado ao meu CLT anterior? Pensando em médio prazo (2–3 anos), essa troca faz sentido estratégico? Quanto vocês provisionariam por mês para férias, 13º e segurança? FGTS Tenho cerca de 4 anos de FGTS acumulado (~21 mil). Como pedi demissão, ele está retido. Vale a pena: Aderir ao saque-aniversário? Deixar parado? Ou usar esse valor estrategicamente para investir? Previdência privada Eu contribuía com 3% do salário em previdência privada pela empresa. Agora como PJ: Faz sentido continuar aportando? Vale mais a pena investir por conta própria? Compensa manter só pela questão fiscal? 1
Andrei De Lima Postado 18 horas atrás Postado 18 horas atrás Fala, Antônio! Cara, vou te responder de forma bem transparente e analítica, porque eu sou exatamente o tipo de pessoa que coloca tudo no lápis antes de tomar decisão, já fiz isso várias vezes na minha carreira. Vou falar um pouco de mim para contextualizar. Hoje trabalho como Líder/Engenheiro de Infraestrutura no Aeroporto de Brasília, pela Inframerica, empresa concessionária que faz parte do grupo CAAP, um grupo grande e consolidado no setor aeroportuário. É uma empresa estruturada, com governança forte e operação robusta. O Aeroporto de Brasília é constantemente reconhecido entre os melhores do Brasil e já figurou entre os mais pontuais do mundo para o seu porte. Apesar de ser um nicho específico (infraestrutura aeroportuária) e, olhando como investidor, ser um setor que eu pessoalmente considero mais arriscado para investir em ações, profissionalmente isso me valorizou muito. É um ambiente extremamente técnico, com profissionais altamente qualificados. A gente faz muito com pouco, resolve problema complexo todos os dias, e isso gera um diferencial enorme de mercado. Recebo propostas externas com frequência, inclusive muitas PJ, mas quase nenhuma bate salário e/ou benefícios. E aqui entra um ponto importante: eu sempre priorizo empresas do mesmo porte ou maiores do que a atual, ou então empresas menores que tenham clareza estrutural e proposta objetiva. O melhor momento para avaliar uma empresa é na contratação. Quando o processo já parece bagunçado ou obscuro, para mim isso é sinal de alerta. Normalmente isso reflete na cultura e na gestão da empresa depois. Agora indo para o teu caso, para analisar salário CLT versus PJ eu fiz uma planilha simples que ajuda bastante a comparar e enxergar qual seria o equivalente real em PJ do seu salário CLT. Quando você coloca férias, 13º, provisão de segurança e impostos na conta, a diferença muitas vezes não é tão grande quanto parece no valor nominal. Vou anexar a planilha se for possível, porque isso ajuda muito a refletir com mais racionalidade sobre as suas perguntas iniciais. Quanto ao FGTS, você tem cerca de 21 mil acumulados. O FGTS rende muito pouco. Na minha visão, se você tem disciplina financeira, a estratégia mais eficiente tende a ser aderir ao saque-aniversário, retirar e investir em algo melhor, mantendo liquidez. Até um Tesouro Selic já costuma render mais que o FGTS. Eu, particularmente, sempre que possível retiro e invisto em algo melhor, mas mantendo liquidez, porque enxergo esse recurso como parte da minha estrutura de reserva. Deixar parado lá só faz sentido se você tiver um objetivo claro de curto prazo, como entrada de imóvel. Sobre previdência privada, o ponto principal é se havia contrapartida da empresa. Se você colocava 3% e a empresa colocava mais 3%, isso é um retorno imediato de 100% sobre o seu aporte — algo impossível de replicar sozinho no mercado com o mesmo nível de segurança. Mesmo que o fundo renda pouco, a contrapartida já torna a estratégia muito vantajosa. Agora, como PJ, sem contrapartida, normalmente passa a fazer mais sentido investir por conta própria, a menos que você esteja usando a previdência estrategicamente por benefício fiscal. No final, decisão profissional não é só número — mas número mal feito custa caro. Eu sempre tiro a emoção da equação colocando tudo no Excel antes de decidir.
Bruno Herique De Melo Postado 16 horas atrás Postado 16 horas atrás E ai, Antônio. Beleza? Essas são dúvidas bem comuns no nosso meio, e realmente não é uma decisão tão simples. 3 horas atrás, Antonio Carlos Rocha De Lima disse: 1. Financeiramente, 10k PJ compensa bem comparado ao meu CLT anterior? Hoje existem calculadoras que já te dão uma resposta aproximada com base nos valores CLT e PJ para validar a viabilidade da troca. Por exemplo: - https://investidorsardinha.r7.com/calculadoras/calculadora-comparativa/ - https://investidorsardinha.r7.com/calculadoras/calculadora-comparativa/ Dessa forma você pode chegar ao resultado correto sozinho. Mas pode também colocar tudo em uma planilha, considerando os custos de cada uma das opções. 3 horas atrás, Antonio Carlos Rocha De Lima disse: 2. Pensando em médio prazo (2–3 anos), essa troca faz sentido estratégico? Depende da sua estratégia. Financeiramente falando, considerando que o calculo foi feito e PJ é a melhor escolha, teria muitas vantagens estratégicas no que diz respeito aos investimentos. Você vai investir mais e pode escolher melhores opções para sua "reserva" do que o FGTS por exemplo. Não vejo problemas em fazer essa troca visando salários maiores no futuro, reposicionamento de mercado, trabalhar e ganhar experiencia com uma stack que você considera mais valorizada ou com mercado mais aquecido. Empresas menores podem gerar mais visibilidade, mas geralmente pagam menos e tem mais riscos. É preciso colocar tudo isso na balança. Mas tudo depende do seu objetivo pra um prazo maior, o que vai fazer agora e a estratégia que vai definir a médio prazo depende do seu objetivo maior. Lembre-se disso. Nas aulas do Modulo 1 o Raul fala um pouco sobre isso. 3 horas atrás, Antonio Carlos Rocha De Lima disse: 3. Quanto vocês provisionariam por mês para férias, 13º e segurança? Isso depende muito de cada um. Se você tem uma reserva de emergência compatível com os riscos que você avaliou, basta seguir seu orçamento domestico lá nas ferramentas da AUVP, não vejo porque separar mais para a segurança se isso já está . A partir dai vai saber quanto separar para prazeres (Férias). Na primeira live "Saindo da caverna", o Raul comenta sobre o 13º e sobre ele não ser um beneficio de verdade. Não vejo porque provisionar isso de forma separada do orçamento domestico, apenas incluir os valores nos cálculos para avaliar a viabilidade da troca de CLT para PJ. Mas é importante investir sempre o que você estipulou no seu orçamento domestico seguindo sua estratégia do diagrama do cerrado, pois nele você já definiu seu perfil. Caso a sua realidade tenha mudado muito, pode reavaliar o diagrama também, buscando um pouco menor volatilidade e mais tranquilidade. 3 horas atrás, Antonio Carlos Rocha De Lima disse: FGTS Tenho cerca de 4 anos de FGTS acumulado (~21 mil). Como pedi demissão, ele está retido. Vale a pena: Aderir ao saque-aniversário? Deixar parado? Ou usar esse valor estrategicamente para investir? É preciso conferir as regras, mas até onde sei, após 3 sem vinculo CLT você poderia pedir para sacar o valor integral, mesmo aderindo ao saque-aniversário. Se isso for realmente verdade, aderir ao saque aniversário e utilizar esse valor para investir, ao meu ver, seria a melhor opção, te da liquidez e saca o restante ao final do prazo de 3 anos. 3 horas atrás, Antonio Carlos Rocha De Lima disse: Previdência privada Eu contribuía com 3% do salário em previdência privada pela empresa. Agora como PJ: Faz sentido continuar aportando? Vale mais a pena investir por conta própria? Compensa manter só pela questão fiscal? Acho que aqui você pode rever a aula 14 do módulo 3, lá fala um pouco melhor sobre esse ponto. Pelo que me lembro da aula, vai depender muito mais do seu planejamento sucessório e principalmente da questão tributaria no IR e o beneficio fiscal fiscal que isso traz. Como investimento, na pratica não se torna vantajoso devido as taxas que matam a rentabilidade. Para concluir, acredito que você deve colocar na balança ponto a ponto, existem muitos pontos positivos ao migrar para PJ, mas também riscos que devem ser considerados. Tudo depende do seu planejamento, do que você quer e como você se sente em relação a isso. Espero ter contribuído de alguma forma. Sucesso!
Huam Benvenutti Postado 16 horas atrás Postado 16 horas atrás Eu acho que só por deixar de ser júnior, já compensa. Eu prefiro contratos PJ. CLT é melhor para salários mais baixos. Sobre FGTS. Não pegue o saque aniversário. Espere 3 anos e saque tudo. Ou pegue outro trabalho clt e fique em 2 ao mesmo tempo. Quando for demitido, você saca.
Gabriel Gomes Silva Postado 15 horas atrás Postado 15 horas atrás Essa é uma decisão muito mais pessoal do que puramente matemática. Depende bastante do seu momento e dos seus objetivos de vida, então vou deixar algumas reflexões. (Claro que essas reflexões só fazem sentido quando estamos falando de valores equivalentes, caso contrário, não tem muito o que discutir, fique com o que paga mais) Tendo isso em mente, vou dividir meu raciocínio em partes. CLT vs PJ – Financeiramente compensa? Quando você coloca na ponta do lápis as vantagens do CLT (13º + férias + 1/3 + FGTS) e as desvantagens do PJ (contador, plano de saúde, provisão para aposentadoria), eu considero o CLT de R$ 6.880 e o PJ de R$ 10.000 praticamente equivalentes. Pode existir um leve ganho no PJ se você investir e administrar bem o dinheiro, mas fica muito próximo. Não é um “salto financeiro real”. Pensando puramente no aspecto financeiro, eu considero equivalente e, nesse cenário, tenderia a ficar no CLT. Estratégia de carreira Aqui, na minha visão, você acertou. Subir de cargo é sempre algo positivo, mesmo que não traga um ganho imediato expressivo. No médio e longo prazo, você pode usar essa experiência para uma nova movimentação, e com um currículo mais forte, buscar um salto de salário real. Momento de vida Essa parte só você pode responder, mas deixo duas reflexões: Família: se estiver pensando em comprar imóvel e formar família, o PJ pode dificultar um pouco o financiamento. Já o CLT, especialmente na área de TI, costuma oferecer bons planos de saúde familiares e uma percepção maior de estabilidade financeira. Organização: apesar de, no papel, sobrar mais dinheiro mensalmente no PJ, as responsabilidades aumentam, contratar contador, plano de saúde, reforçar o planejamento de aposentadoria, entre outras coisas. (Como experiência pessoal, quando fui PJ, eu sentia certa "preguiça" de lidar com tudo isso) E reforçando: estamos falando de cenários com valores próximos. Se não fossem, a decisão seria provavelmente pelo maior salário. Previdência e FGTS Sobre o FGTS, não há muito o que fazer. Na minha visão, faz sentido aderir ao saque-aniversário e, quando possível, resgatar o dinheiro, seja para compra de imóvel ou caso fique três anos sem carteira assinada. Vale aproveitar qualquer possibilidade que a Caixa ofereça para resgatar. Já sobre a previdência, não vejo muita vantagem em continuar aportando como PJ. Eu manteria o que já foi investido pela vantagem fiscal, mas não faria novos aportes, principalmente se isso não trouxer benefício relevante na sua declaração de imposto de renda. Em resumo Desejo sucesso nessa nova etapa. Minha principal dica é focar muito mais no desenvolvimento da sua carreira do que em pequenas otimizações de FGTS ou previdência. Pode deixar essas questões como estão, sem muita preocupação, esse tipo de decisão costuma gerar ganhos relativamente pequenos quando comparados ao impacto que sua evolução profissional e seus investimentos podem trazer no médio e longo prazo.
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