Lucas Da Silva Valentim Postado 11 de Maio Postado 11 de Maio Olá experts do mundo business rs... Todo ano tem essas linhas de crédito empresarial do governo como pronampe, fgi, fgo e outros, e o meu gerente sempre oferece (são com taxas bem abaixo do mercado como selic+0.50% ou algo na casa de 20% ao ano) e tem carência de 3 à uns 6 meses, como linha de crédito pra empresa é difícil de conseguir e principalmente com juro abaixo (principalmente hoje que os bancos querem alienar algum bem pra fazer emprestimo e ainda com taxa alta) eu acabo pegando mesmo sem precisar, a saúde financeira da empresa está tranquilo e as parcelas "nem sinto". Como eu não tenho uma utilidade imediata pro dinheiro eu pego ele e deixo investido/guardado no AUPO11 uns 80% do valor e os 20% eu deixo no AUVP11, e aí esse dinheiro fica lá disponível somente pra empresa (na conta PJ) pra oportunidade de negócio ou necessidade de investimento, mas tenho usado mais o capital da empresa mesmo pra isso do que ter tirado o dinheiro de lá. Na minha cabeça me parece fazer sentido rs, o que vocês acham?
Marcus Vinicius Pena Da Silva Postado 11 de Maio Postado 11 de Maio Só vale a pena se for para investir no seu negócio, principalmente se o seu problema for falta de caixa para crescer. Se deixar esse dinheiro investido na renda fixa, você estará perdendo dinheiro, pois o PRONAMP é CDI + 6% no melhor cenário. Ou seja, estaria perdendo cerca de 6% ao ano. Mas, se for para investir na sua empresa, vale a pena, desde que ela tenha uma margem saudável e espaço para crescer. 1
Lucas Da Silva Valentim Postado 11 de Maio Author Postado 11 de Maio é selic + 0.50%, ao menos para mim apareceu assim.
Thiago Biagio Rodrigues Postado 26 de Maio Postado 26 de Maio (edited) Fala @Lucas Da Silva Valentim Excelente que tenham surgido ofertas como a que você comentou. De fato, são condições muito atrativas e indicam que o seu negócio apresenta uma boa saúde financeira, com baixo risco percebido pelas instituições financeiras. Isso porque o programa PRONAMPE estabelece uma taxa máxima de SELIC + 6% (até 2021, essa taxa era de SELIC + 1,25%). Seguindo para o cenário que você trouxe de não precisar do recurso, não vejo como viável a contratação do crédito apenas para mantê-lo investido. Meu raciocínio considera que, se você aplicar o valor em um investimento com rendimento próximo à taxa Selic, ainda assim teria uma rentabilidade cerca de 0,50% inferior ao custo do crédito, sem considerar a incidência de Imposto de Renda sobre os rendimentos. Outro ponto importante a considerar é a incidência de IOF na captação do recurso, o que eleva o custo efetivo total da operação, ou seja, o custo vai além de SELIC + 0,50%. Além disso, no caso do ETF AUVP11, apesar de ser um ativo com ações com potencial de retorno, ainda assim é um ETF sujeito a oscilações de mercado, inclusive variações negativas, o que pode comprometer o valor investido caso você precise resgatar o recurso em um momento de volatilidade. Também vale atenção para uma prática comum: a oferta de “seguros prestamistas” vinculados ao crédito do PRONAMPE. Caso seja apresentado, recomendo recusar, pois trata-se de venda casada, prática proibida e passível de denúncia ao BACEN caso o banco condicione a retirada do seguro à concessão do crédito. Espero ter ajudado de alguma forma. Abraço! Editado 26 de Maio por Thiago Biagio Rodrigues
Cairo Filho Postado Terça-feira às 13:31 Postado Terça-feira às 13:31 On 11/05/2026 at 10:56, Lucas Da Silva Valentim disse: Olá experts do mundo business rs... Todo ano tem essas linhas de crédito empresarial do governo como pronampe, fgi, fgo e outros, e o meu gerente sempre oferece (são com taxas bem abaixo do mercado como selic+0.50% ou algo na casa de 20% ao ano) e tem carência de 3 à uns 6 meses, como linha de crédito pra empresa é difícil de conseguir e principalmente com juro abaixo (principalmente hoje que os bancos querem alienar algum bem pra fazer emprestimo e ainda com taxa alta) eu acabo pegando mesmo sem precisar, a saúde financeira da empresa está tranquilo e as parcelas "nem sinto". Como eu não tenho uma utilidade imediata pro dinheiro eu pego ele e deixo investido/guardado no AUPO11 uns 80% do valor e os 20% eu deixo no AUVP11, e aí esse dinheiro fica lá disponível somente pra empresa (na conta PJ) pra oportunidade de negócio ou necessidade de investimento, mas tenho usado mais o capital da empresa mesmo pra isso do que ter tirado o dinheiro de lá. Na minha cabeça me parece fazer sentido rs, o que vocês acham? Eu vejo de uma forma um pouco diferente. Se a empresa está saudável, tem caixa e não existe uma necessidade clara para o recurso, não faz muito sentido contratar uma dívida apenas porque ela está disponível ou porque a taxa parece atrativa. O primeiro ponto é que crédito tem custo. Mesmo uma linha subsidiada ou com juros abaixo do mercado continua sendo uma despesa financeira. Para a estratégia funcionar, o retorno líquido dos investimentos precisaria superar o custo da operação de forma consistente, considerando impostos, oscilações e eventuais mudanças no cenário econômico. O segundo ponto é que você está aumentando o risco sem necessariamente aumentar o resultado do negócio. Hoje a empresa não tem dívida. Ao contratar um empréstimo sem necessidade, você cria uma obrigação mensal que antes não existia. Pode parecer leve agora, mas em uma eventual queda de faturamento, mudança de mercado ou oportunidade inesperada, essa obrigação continua lá. Outro aspecto é que limite de crédito não precisa ser usado para existir. Muitas vezes o mais valioso é manter um bom relacionamento com o banco, histórico saudável e capacidade de contratação quando realmente surgir uma oportunidade que justifique a alavancagem, como expansão, compra de equipamentos, aquisição de concorrente ou aumento de estoque com retorno esperado. Na minha visão, dívida barata continua sendo dívida. Se não existe um projeto com potencial de retorno superior ao custo do crédito, nem uma necessidade de reforço de caixa, o cenário mais racional costuma ser simplesmente não pegar o recurso. Afinal, o melhor empréstimo é aquele que você tem acesso quando precisa, e não necessariamente aquele que você contrata quando não precisa. 1
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