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Tenho 22 anos, estou finalizando Agronomia no Espírito Santo e quero direcionar minha carreira para a área de produção e tecnologia de sementes, especialmente envolvendo campos de produção, beneficiamento e controle de qualidade. Tenho interesse em sair do estado para ter contato com operações maiores e mais estruturadas, mas estou enfrentando uma dificuldade bem clara: não tenho networking fora daqui e não consigo acessar oportunidades em outras regiões.

Minha situação hoje é a seguinte: não tenho experiência prática em empresas grandes de sementes, não possuo contatos fora do ES e também não tenho apoio da faculdade nesse sentido, já que meu orientador não contribui com indicações ou direcionamento. Além disso, sinto dificuldade até em entender quais empresas devo priorizar e qual a melhor forma de abordá-las.

O que já tentei foi buscar vagas online, mas quase não encontro oportunidades de estágio nessa área, e também já tentei abordar profissionais diretamente, porém com baixo retorno. O ponto onde estou travado é justamente esse: no agro, especialmente no setor de sementes, parece que tudo funciona muito por indicação, e sem isso fico sem porta de entrada.

Meu objetivo é conseguir um estágio em uma empresa de sementes, ganhar experiência prática em escala comercial e começar a construir um networking sólido dentro do setor.

Minhas dúvidas são bem diretas: como vocês abordariam empresas de sementes sem ter indicação? Vale mais a pena tentar contato com engenheiros agrônomos da área ou com o RH? Quais empresas realmente valem a pena focar nesse segmento? Existe alguma estratégia mais eficaz do que simplesmente enviar currículo?

  • Brabo 1
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On 18/05/2026 at 16:29, Enzo Bravim Lorençoni disse:

Tenho 22 anos, estou finalizando Agronomia no Espírito Santo e quero direcionar minha carreira para a área de produção e tecnologia de sementes, especialmente envolvendo campos de produção, beneficiamento e controle de qualidade. Tenho interesse em sair do estado para ter contato com operações maiores e mais estruturadas, mas estou enfrentando uma dificuldade bem clara: não tenho networking fora daqui e não consigo acessar oportunidades em outras regiões.

Minha situação hoje é a seguinte: não tenho experiência prática em empresas grandes de sementes, não possuo contatos fora do ES e também não tenho apoio da faculdade nesse sentido, já que meu orientador não contribui com indicações ou direcionamento. Além disso, sinto dificuldade até em entender quais empresas devo priorizar e qual a melhor forma de abordá-las.

O que já tentei foi buscar vagas online, mas quase não encontro oportunidades de estágio nessa área, e também já tentei abordar profissionais diretamente, porém com baixo retorno. O ponto onde estou travado é justamente esse: no agro, especialmente no setor de sementes, parece que tudo funciona muito por indicação, e sem isso fico sem porta de entrada.

Meu objetivo é conseguir um estágio em uma empresa de sementes, ganhar experiência prática em escala comercial e começar a construir um networking sólido dentro do setor.

Minhas dúvidas são bem diretas: como vocês abordariam empresas de sementes sem ter indicação? Vale mais a pena tentar contato com engenheiros agrônomos da área ou com o RH? Quais empresas realmente valem a pena focar nesse segmento? Existe alguma estratégia mais eficaz do que simplesmente enviar currículo?

Olá! Sua situação é super comum para quem está fora dos grandes eixos do agro e quer entrar em um mercado muito específico.

A boa notícia é que o "networking" não é algo que você nasce tendo, é algo que você constrói. Sair do Espírito Santo para o Centro-Oeste, Sul ou Sudeste (SP/MG) exige uma postura de "caçador", e não de quem espera a vaga ser publicada.

 

Respondendo diretamente às suas dúvidas e traçando um plano de ação:

1. RH ou Gestor (Engenheiro Agrônomo)?

Foque nos Gestores e Engenheiros da área. O RH trabalha com funil de vagas abertas; se não há vaga, seu currículo vai para um banco de dados. O gestor da área (Coordenador de Produção de Sementes, Gerente de UBS) é quem sente a dor no dia a dia. Se ele gostar de você, ele cria a vaga de estágio ou te puxa no próximo ciclo.

2. A Estratégia de Abordagem (Esqueça o "envio de currículo")

O que mais destaca um candidato hoje não é um currículo genérico, mas a clareza e a objetividade na comunicação. Use a estratégia da "Entrevista Informativa". Não peça um emprego de cara. Peça 15 minutos de conversa.

Exemplo de abordagem no LinkedIn:

"Olá, [Nome]. Sou estudante do último ano de Agronomia no ES. Acompanho o trabalho da [Nome da Empresa] na área de tecnologia e beneficiamento de sementes. Sei da sua experiência na área e gostaria muito de 15 minutos do seu tempo (uma call rápida) apenas para lhe fazer algumas perguntas sobre os desafios atuais na produção de sementes e pedir um conselho para quem quer entrar na área. É possível?"

Nessa call, você demonstra sua paixão, mostra que estudou a empresa e, ao final, pergunta como funciona o processo de estágio deles.

3. A Estratégia do "Pé na Porta" (Movimentação Lateral)

Não foque apenas em entrar direto na área de sementes. Às vezes, aceitar uma vaga em outro setor de uma grande empresa é o melhor atalho. Se surgir uma oportunidade na área comercial, pesquisa de campo, ou até administrativa dentro de uma empresa que você admira, agarre. Uma vez com o crachá da empresa, seu networking vira interno. Tomar um café e mostrar interesse para o Gerente de Sementes sendo um funcionário de outra área é infinitamente mais fácil do que sendo alguém de fora. O recrutamento interno no agro é fortíssimo.

4. Quais empresas focar?

Saia do óbvio (apenas multinacionais) e olhe para as gigantes nacionais que dominam regiões específicas:

  • Multinacionais: Syngenta, Bayer, Corteva, KWS, GDM Seeds.

  • Gigantes Nacionais/Regionais: ATTO Sementes (MT), Boa Safra Sementes (GO, MG, BA), Sementes Jotabasso, Grupo Scheffer, Sementes Adriana.

  • Foco Geográfico: Mire em cidades-polo como Primavera do Leste (MT), Sorriso (MT), Rio Verde (GO), Formosa (GO), Uberlândia (MG) e Passo Fundo (RS).

5. Dicas Práticas de Diferenciação

  • Crie um Portfólio: Mesmo sem experiência, faça um estudo de caso. Escreva um texto curto no LinkedIn sobre um problema real (ex: vigor vs. germinação) e mande na abordagem: "Escrevi esse texto e lembrei da sua empresa..."

  • Deixe claro a disposição de mudança: No topo do seu perfil, coloque: "Disponibilidade imediata para mudança de estado/cidade". Isso tira o medo do gestor de que você não vai se adaptar longe de casa.

Você tem a teoria, tem a juventude e tem a vontade. Agora é trocar o "procurar vagas" por "procurar pessoas". Boa sorte!

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