Anderson Ismael Arend Postado Sexta-feira às 23:33 Postado Sexta-feira às 23:33 (edited) Olá, jovens mestres! Tudo bem com vocês? Acho que cheguei à crise da meia-idade adiantada — e metade da culpa é da AUVP. Brincadeiras à parte, preciso da ajuda de vocês. Depois de consumir muito conteúdo do curso, comecei a perceber que boa parte do que faço na minha vida profissional e pessoal talvez seja pouco eficiente, frágil, trabalhoso e, principalmente, menos rentável do que poderia ser. Isso me fez repensar muita coisa. Hoje sinto que cheguei em um ponto em que quero mudar o rumo da minha vida. Ao longo dos últimos 11 anos, adquiri bastante conhecimento prático e técnico, e gostaria de usar isso de uma forma mais inteligente daqui para frente. Vou tentar resumir o contexto. Atualmente, trabalho como pintor profissional MEI em uma empresa familiar, junto com meu pai. Além disso, desde jovem me envolvi com construção civil. Ganhei um lote de herança, comecei a construir pelo Minha Casa Minha Vida e, com o tempo, fui expandindo, alugando imóveis e estudando cada vez mais sobre o assunto. Hoje, eu e minha esposa possuímos quatro apartamentos e uma casa geminada. Também passei por alguns cursos na área de Engenharia e acabei me formando em Engenharia Civil, muito porque aprendi a construir na prática, tomei gosto pela área e fui investindo praticamente todo meu tempo e dinheiro em construções ao longo dos anos. O dilema começa aqui: estudando melhor os números, percebi que o aluguel na minha cidade não é tão rentável. Pelo que analisei, consigo no máximo algo em torno de 0,4% ao mês, e isso com sorte. Antes de iniciar o curso da AUVP, eu já tinha o projeto de mais uma casa geminada, uma estratégia de construção definida e havia comprado mais um terreno para novas obras. Tudo isso gerou mais dívidas — controladas, mas ainda assim dívidas — que, até então, eu enxergava como “investimentos”. O estopim para eu contratar o curso foi um consórcio de R$ 1.200.000,00 que eu havia feito. A ideia era colocar meus imóveis em garantia e usar o recurso exclusivamente para trabalhar com construções para venda, encerrando aos poucos minha atuação como pintor profissional. Seria uma forma de me alavancar para construir. Porém, logo no primeiro mês de consórcio, depois de estudar melhor com a AUVP, decidi cancelar. Desde então, venho estudando, pensando, me reestruturando e quebrando antigas verdades. Comecei a enxergar muitas coisas de forma diferente. O problema é que, hoje, não sei exatamente qual caminho seguir, tanto no profissional quanto no pessoal. Eu gosto de construir e sou bom nisso. A formação em Engenharia Civil, somada a mais de 11 anos de prática, me tornou eficiente e relativamente barato em algo que gosto de fazer. Como pintor profissional, acredito estar entre as principais empresas da minha cidade. Cobro acima da média, tenho agenda praticamente cheia para o ano todo, mas já decidi que não quero mais escalar esse modelo com funcionários e equipes. Depois de 10 anos nessa área, entendi que o risco é alto e o retorno não compensa o suficiente para o tipo de vida que quero construir. A partir disso, começaram a surgir várias ideias — e é justamente aí que me sinto perdido, sem foco e sem clareza. Por ser engenheiro civil e ter muita prática de obra, especialmente na área de pintura, pensei em investir em mídia digital e mudar o posicionamento da empresa para consultorias. A ideia seria atuar no ramo de pinturas e patologias, orientando tanto proprietários de imóveis quanto prestadores de serviço, já que vejo muitos problemas recorrentes nessa área. Por outro lado, também penso em abrir uma incorporadora e iniciar construções para venda, como era o plano inicial, mas agora de forma mais inteligente, sem consórcio e com uma estratégia financeira mais bem estruturada. Ou, talvez, fazer os dois: usar um trabalho para fortalecer o outro, já que ambos estão dentro do mesmo nicho da construção civil. O problema é que são muitos “ou”. Muitas ideias, muitos caminhos possíveis, mas pouca clareza sobre o que realmente faz mais sentido. Por isso, venho pedir a ajuda de vocês. Gostaria de trocar ideias com quem trabalha na área, já passou por algo parecido ou tem alguma experiência com construção, incorporação, consultoria ou transição profissional. Qual caminho vocês enxergam com mais potencial? Focar em consultoria? Construção para venda? Tentar unir os dois de forma estratégica? Ou estou deixando passar algum risco importante nessa análise? Desde já, agradeço muito quem puder contribuir. Editado 13 horas atrás por Anderson Ismael Arend
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