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Homem, 27 anos, atualmente trabalho 20 horas(segunda a quinta) por semana ganhando uma média de 8300, e faço plantões noturnos e outros serviços extras algumas vezes no mês. Costumo ganhar em torno de  11.000 por mes, todos em lugares pra atendimento publico e tudo PJ sem direito a nada e sem segurança. Invisto em torno de 2.500 ao mes desde os 25~26 (formado há menos de 2 anos). Estava com 20.000 guardados e decidi dar uma entrada em um AP, então agora to só com 3000. Não sei o que fazer pra melhorar de vida, e não queria me escravizar a base de tempo (de produtividade concentrada já seria melhor e mais satisfatório). Não tenho nada especifico que quero fazer ou comprar por agora, meu objetivo é apenas ter que trabalhar cada vez menos horas (e se possivel parar de atender em porta de urgência). Estaria disposto até a guardar um dinheiro pra mudar de carreira, por que não acho que trabalhar vai contribuir em muito pra minha vida.

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1 hour ago, Douglas Aviz disse:

Homem, 27 anos, atualmente trabalho 20 horas(segunda a quinta) por semana ganhando uma média de 8300, e faço plantões noturnos e outros serviços extras algumas vezes no mês. Costumo ganhar em torno de  11.000 por mes, todos em lugares pra atendimento publico e tudo PJ sem direito a nada e sem segurança. Invisto em torno de 2.500 ao mes desde os 25~26 (formado há menos de 2 anos). Estava com 20.000 guardados e decidi dar uma entrada em um AP, então agora to só com 3000. Não sei o que fazer pra melhorar de vida, e não queria me escravizar a base de tempo (de produtividade concentrada já seria melhor e mais satisfatório). Não tenho nada especifico que quero fazer ou comprar por agora, meu objetivo é apenas ter que trabalhar cada vez menos horas (e se possivel parar de atender em porta de urgência). Estaria disposto até a guardar um dinheiro pra mudar de carreira, por que não acho que trabalhar vai contribuir em muito pra minha vida.

Bom dia! Acho que, antes de pensar em mudar de carreira, vale a pena fazer uma reflexão sobre a realidade da medicina hoje.
Vou começar com uma frase que pode parecer dura, mas que eu mesmo já vivi, todo médico acha que a vida é um morango 🍓, quando está se formando. A faculdade passa a impressão de que, depois do CRM, a vida estará resolvida. Boa renda, estabilidade e qualidade de vida. Só que o mercado de hoje é outro.
E a culpa nem é só nossa. A faculdade ensina medicina, mas praticamente não fala de carreira, mercado, negociação, empreendedorismo, gestão financeira ou planejamento profissional. A maioria sai achando que basta ser um bom médico que o resto acontece naturalmente.
Pela forma como você escreveu, me parece que o problema não é apenas o dinheiro. O que vejo é uma frustração entre a expectativa que você criou da profissão e a realidade que encontrou.
A medicina continua sendo uma excelente profissão. Eu acredito nisso. Mas ela mudou muito. Hoje temos muito mais faculdades, muito mais médicos, maior concorrência, pressão das operadoras, vínculos PJ e uma remuneração que, em várias áreas, perdeu poder de compra. O diploma continua abrindo portas, mas ele não garante mais, sozinho, o padrão de vida que muita gente imaginava durante a faculdade.
Outra frase que me chamou atenção foi quando você disse que não acha que trabalhar vai contribuir muito para sua vida.
Eu tomaria cuidado com essa conclusão.
Você tem menos de dois anos de formado. Nessa fase, o trabalho não serve apenas para colocar dinheiro no bolso. É nele que você constrói experiência, reputação, networking e descobre qual caminho realmente faz sentido para você. Isso vale muito.
Na minha opinião, hoje seu maior patrimônio nem é o dinheiro investido. É sua capacidade de gerar renda. Você tem 27 anos. Investir em formação, reputação e posicionamento profissional provavelmente vai gerar um retorno muito maior do que qualquer aplicação financeira nesse momento.
Também evitaria comparar sua situação com médicos que levaram 10 ou 15 anos para construir consultório, nome ou posição de liderança. Você ainda está começando.
E vou ser sincero, não conheço muitas profissões em que alguém, com menos de dois anos de formado, consiga escolher exatamente quanto quer trabalhar, ganhar muito, ter qualidade de vida e ainda construir patrimônio ao mesmo tempo. A medicina também tem sua fase de construção.
Outro ponto que me chamou atenção foi você ter comprado um apartamento e ficado com apenas R$ 3 mil de reserva. Isso me preocuparia mais do que trabalhar oito ou doze horas por dia. Como PJ, reserva financeira compra tranquilidade. Ela permite dizer “não” para um plantão ruim e tomar decisões pensando no longo prazo.
Tenho a impressão de que você está tentando responder duas perguntas diferentes ao mesmo tempo.
Como melhorar minha qualidade de vida?
Como construir uma carreira sólida?
Nem sempre elas têm a mesma resposta.
A porta de urgência é uma excelente escola. Aprendi muito nela. Mas dificilmente será o destino final da maioria dos médicos. Ela é uma etapa da carreira, não necessariamente o lugar onde você vai querer estar pelos próximos 30 anos.
Talvez a pergunta mais importante seja outra, onde você quer estar aos 35 anos?
Quer consultório? Especialidade? Gestão? Concurso? Empreender? Docência?
Quando você responde isso, fica muito mais fácil entender quais sacrifícios fazem sentido fazer agora.
Outra mudança de mentalidade que considero importante é parar de enxergar a medicina apenas como uma profissão e começar a enxergá-la como uma carreira. Em muitos aspectos, você precisa administrar sua vida profissional como uma empresa. Precisa cuidar da sua marca, da sua reputação, dos seus relacionamentos, da sua formação e das suas finanças.
E acho que o primeiro passo você já deu ao entrar na AUVP.
Para mim, a maior lição do curso nem é aprender a escolher uma ação ou um ETF. É entender que dinheiro não aceita desaforo.
O fato de ser médico não significa que você pode gastar sem planejamento porque sempre haverá um plantão para cobrir a conta. Vejo muitos colegas caindo nessa armadilha. Ganham bem, mas gastam melhor ainda.
Dinheiro precisa ser respeitado.
Patrimônio não é construído apenas aumentando renda. É construído aumentando sua capacidade de gerar renda, controlando o padrão de vida e investindo de forma consistente durante muitos anos.
No fim, acho que o maior erro é acreditar que a medicina deixou de ser uma boa profissão. Não acho isso.
Ela continua oferecendo oportunidades extraordinárias.
O que mudou é que elas deixaram de ser automáticas.
Hoje elas precisam ser construídas.
E, quanto mais cedo você entender isso, menos frustrado vai ficar e melhores serão as decisões que tomar ao longo da carreira.

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  • Aí cê deu aula... 2
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1 hour ago, Douglas Aviz disse:

Homem, 27 anos, atualmente trabalho 20 horas(segunda a quinta) por semana ganhando uma média de 8300, e faço plantões noturnos e outros serviços extras algumas vezes no mês. Costumo ganhar em torno de  11.000 por mes, todos em lugares pra atendimento publico e tudo PJ sem direito a nada e sem segurança. Invisto em torno de 2.500 ao mes desde os 25~26 (formado há menos de 2 anos). Estava com 20.000 guardados e decidi dar uma entrada em um AP, então agora to só com 3000. Não sei o que fazer pra melhorar de vida, e não queria me escravizar a base de tempo (de produtividade concentrada já seria melhor e mais satisfatório). Não tenho nada especifico que quero fazer ou comprar por agora, meu objetivo é apenas ter que trabalhar cada vez menos horas (e se possivel parar de atender em porta de urgência). Estaria disposto até a guardar um dinheiro pra mudar de carreira, por que não acho que trabalhar vai contribuir em muito pra minha vida.

Já viu como é a carreira de oficial temporário das forças armadas na condição de médico? Tenho uma prima que fez o seletivo lá e seguiu por esse caminho. Acho interessante pra quem não quer passar a vida entre plantões...

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6 minutes ago, Thiago M Borges disse:

Já viu como é a carreira de oficial temporário das forças armadas na condição de médico? Tenho uma prima que fez o seletivo lá e seguiu por esse caminho. Acho interessante pra quem não quer passar a vida entre plantões...

É uma excelente opção tb. Pode até seguir carreira se fizer sentido. 

Editado por Károly Hunkár
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49 minutes ago, Károly Hunkár disse:

Outra frase que me chamou atenção foi quando você disse que não acha que trabalhar vai contribuir muito para sua vida.
...
Você tem menos de dois anos de formado. Nessa fase, o trabalho não serve apenas para colocar dinheiro no bolso. É nele que você constrói experiência, reputação, networking e descobre qual caminho realmente faz sentido para você. Isso vale muito.
...
E vou ser sincero, não conheço muitas profissões em que alguém, com menos de dois anos de formado, consiga escolher exatamente quanto quer trabalhar, ganhar muito, ter qualidade de vida e ainda construir patrimônio ao mesmo tempo. A medicina também tem sua fase de construção.

Esses trechos resumem o que eu diria tb ... esse é o momento de ralar para daqui a 10 a 15 anos vc estar confortável. Esse não é o momento de conforto, é o momento para se aprimorar.

Ja vi videos do Raul respondendo sobre carreira médica, da uma buscada no youtube dele, principalmente do pessoal na duvida se fazia especializacao (que implicava em uma residencia ganhando pouco por algum tempo), e oq vi ele colocando é que em geral, no longo prazo, o pessoal médico especializado é que em geral conseguia um melhor acumulo financeiro. 

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Boa tarde, obrigado por responder. Eu evito me comparar com a sociedade média por que de fato a nossa condição já é melhor que a de boa parte do país 

No caso, entrei em medicina só por que foi a melhor coisa que eu consegui passar, e a verdade é que conforme você disse, o médico não costuma saber gerir carreira ou ganhar dinheiro. Logo o único jeito que eu conheço de subir na carreira é passar pelo moedor da residência. Eu gosto de ficar aprendendo habilidades e melhorando sistemas, mas não conheço um caminho claro pra trabalhar dessa forma como médico.Inclusive foi o que me fez ter interesse na AUVP

Quanto ao imóvel , comprei por que meu custo fixo é basicamente só moradia, alimentação e transporte, e estou em uma idade que (na minha cabeça) faz sentido eu correr riscos. Comprei em um bairro precificado de forma mais barata que o meu aluguel também, que está em uma vizinhança cara. No longo prazo, deve me economizar bastante dinheiro.Minha esposa também segurou bem a pior parte de estar sem reserva.

Quanto a carreira militar, não me encaixei muito no perfil de serviço e tenho restrições pra ser escolhido no processo, então fui dispensado. Mas tenho colegas que serviram e falam bem.

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2 minutes ago, Gustavo Bervian Brand disse:

Esses trechos resumem o que eu diria tb ... esse é o momento de ralar para daqui a 10 a 15 anos vc estar confortável. Esse não é o momento de conforto, é o momento para se aprimorar.

Ja vi videos do Raul respondendo sobre carreira médica, da uma buscada no youtube dele, principalmente do pessoal na duvida se fazia especializacao (que implicava em uma residencia ganhando pouco por algum tempo), e oq vi ele colocando é que em geral, no longo prazo, o pessoal médico especializado é que em geral conseguia um melhor acumulo financeiro. 

De fato. O que me desencoraja é mais que meu objetivo é de ter condições boas de trabalho, e que a residência é uma maçaroca de humilhação hoje em dia pro residente. Até estou fazendo uma pós, mas não tenho muito direcionamento. Minha saúde também admitida mente não é tão boa

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11 minutes ago, Douglas Aviz disse:

De fato. O que me desencoraja é mais que meu objetivo é de ter condições boas de trabalho, e que a residência é uma maçaroca de humilhação hoje em dia pro residente. Até estou fazendo uma pós, mas não tenho muito direcionamento. Minha saúde também admitida mente não é tão boa

Agora entendi melhor o seu ponto. Pelo que você escreveu, talvez seu perfil seja mais voltado para gestão, melhoria de processos e desenvolvimento de sistemas do que para a assistência pura.
Existe um caminho interessante na gestão em saúde e até na gestão operacional. É uma área que particularmente gosto muito porque os conceitos podem ser aplicados em praticamente qualquer empresa ou profissão, não apenas na medicina.
Só tenha em mente que, mesmo nesse caminho, normalmente é preciso construir uma base primeiro. A experiência assistencial e uma especialização costumam abrir muitas portas.
Você tem 27 anos. Ainda há bastante tempo para descobrir onde seu perfil se encaixa melhor

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