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Carlos Filho

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Tudo postado por Carlos Filho

  1. @Fabio Alves Joia, bom dia! Tudo joia? Se for por questão de fundamentos, vamos seguir com o pensamento abaixo. Porém, dependerá da sua análise e estratégia de investimento. Pois bem, vamos ver: O Bradesco (BBDC) enfrenta desafios com maior inadimplência (acima da média setorial) e eficiência operacional mais baixa (índice próximo a 48%), apesar dos esforços com o Next e suas iniciativas digitais. Seu ROE de aproximadamente 15% está abaixo dos principais concorrentes. O Santander Brasil (SANB) tem adotado estratégia mais agressiva na expansão de crédito, ganhando market share consistentemente, com forte atuação em consignado e financiamento de veículos. Seu ROE oscila entre 16-18%, com eficiência operacional em melhoria (próxima a 42%), mas apresenta maior volatilidade nos resultados. O Itaú Unibanco (ITUB) demonstra maior consistência, com ROE superior a 20%, melhor qualidade da carteira de crédito e gestão mais conservadora de riscos. Seu índice de eficiência próximo a 40% é referência no setor, além de contar com diversificação de receitas através da Itaú Asset e participação na XP. Entre os três, o Itaú (ITUB) apresenta o melhor conjunto de fundamentos atuais: maior rentabilidade, melhor eficiência operacional, qualidade superior de ativos e política de dividendos mais consistente. Para investidores focados em resultados sustentáveis de longo prazo no setor bancário brasileiro, o ITUB acaba se tornando a opção mais sólida. Lembrando que não é recomendação de investimento, isto é somente uma análise fundamentada em números. Forte abraço.
  2. Olá Eden, tudo bem? A questão que você levanta é fundamental para o correto funcionamento do Diagrama do Cerrado como ferramenta de alocação estratégica. Porém, se você definiu 20% para ações internacionais e atualmente tem 0% alocado nesta classe, este é justamente o ativo que apresenta maior distância em relação à meta estabelecida. Portanto, o novo aporte deveria priorizar esta alocação. Razões técnicas para isso acontecer seria aportar em ativos ausentes ou subponderados evita a necessidade de vendas futuras para rebalanceamento, minimizando custos de transação e impactos tributários. Assim como, postergar a compra de ações internacionais mantém sua carteira com correlação mais alta entre ativos, aumentando o risco não-sistemático. E por fim, iniciar posições gradualmente através de aportes permite beneficiar-se do preço médio, reduzindo o timing risk. Se seu novo aporte for suficiente para atingir os 20% de ações internacionais de uma só vez, você pode direcioná-lo integralmente para esta classe. Caso seja insuficiente, a abordagem mais eficiente seria: Calcular a distância percentual de cada ativo em relação à sua meta. Direcionar o aporte prioritariamente para os ativos mais distantes (neste caso, ações internacionais). Em aportes subsequentes, continuar o processo até que todas as classes estejam alinhadas com suas metas. Forte abraço. Espero ter ajudado!
  3. Olá Leandro, Não é possível investir diretamente o valor do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em Tesouro Direto. O FGTS possui regras específicas de movimentação e uso dos recursos que não incluem a transferência direta para investimentos pessoais no Tesouro Direto. Alternativas possíveis é que se sua esposa se enquadra em alguma das condições de saque, ela poderia: Aderir a modalidade do saque-aniversário permite sacar parte do FGTS anualmente, e este valor sacado poderia ser investido em Tesouro Direto. No entanto, ao optar por esta modalidade, perde-se o direito ao saque integral em caso de demissão sem justa causa. Se ela tiver direito a algum saque previsto em lei, pode retirar o valor e depois investir no Tesouro Direto. Em alguns casos, como na compra de imóveis, é possível usar o FGTS para quitar ou amortizar financiamentos, o que poderia liberar recursos de outras fontes para investimento. Forte abraço, espero ter ajudado.
  4. Olá! Você está passando por uma situação comum entre investidores que começam a estudar mais profundamente o mercado: a tensão entre seus investimentos atuais e os novos conhecimentos que está adquirindo. Sua concentração de 45% no setor financeiro (30% em bancos e 15% em seguradoras) representa um desequilíbrio significativo. O setor financeiro brasileiro, embora tradicionalmente resiliente, está sujeito a riscos específicos como ciclos de crédito, regulações setoriais e impactos macroeconômicos que afetam simultaneamente todas essas empresas. Quando um setor passa por dificuldades, todas as empresas daquele segmento tendem a ser afetadas de forma similar. Esta correlação elevada entre os ativos é justamente o que a diversificação busca evitar. As ações de bancos que você menciona estarem "descontadas" podem realmente representar oportunidades, mas também refletem preocupações do mercado com o setor - seja por questões de inadimplência, concorrência de fintechs, ou perspectivas de margens menores. O "desconto" nem sempre significa apenas oportunidade, às vezes sinaliza riscos percebidos pelo mercado. Sobre a alocação da PLR: Verifique se já possui uma reserva adequada (6-12 meses de despesas) em instrumentos de alta liquidez. Se não, priorize isso, porque teria uma reserva de emergência. Em vez de direcionar tudo para Tesouro Direto ou manter a mesma estratégia, pense em um reequilíbrio que reduza gradualmente sua exposição ao setor financeiro. O ideal seria explorar setores com baixa correlação com o financeiro: utilities, consumo básico, tecnologia ou infraestrutura podem complementar bem sua carteira. Tenha em pensamento considerar separar parte dos recursos para alocação estratégica (longo prazo, baseada no diagrama que está aprendendo) e uma porção menor para alocações táticas (oportunidades de curto prazo). Além do Tesouro Direto, considere construir uma escada de vencimentos com diferentes títulos públicos ou privados para balancear liquidez, rentabilidade e proteção contra diferentes cenários econômicos. Espero que estas reflexões ajudem na sua tomada de decisão! Mas o melhor que tem é fazer o curso, falo isso por experiência própria.
  5. Olá @Celso Scherer Filho, Sobre sua análise de marcação a mercado. Seu raciocínio está no caminho certo. A marcação a mercado dos títulos prefixados realmente se beneficia quando há queda na taxa de juros. Quando a Selic cai, o valor de mercado dos títulos prefixados tende a subir, especialmente aqueles com vencimentos mais longos. Sobre os prazos que você mencionou: CDBs com vencimento em 2027-2028 com taxa de 15%: Podem ter potencial de valorização se a Selic cair conforme previsto CDBs com vencimento em 2026 a 16%+: Prazo mais curto significa menor sensibilidade às variações da Selic, porém a taxa prefixada mais alta já oferece um prêmio interessante. Quanto à sua segunda pergunta, a marcação a mercado se aplica tecnicamente a todos os títulos (CDB, LCI, LCA, CRI, CRA, Debêntures), mas o efeito prático varia: Títulos prefixados: São mais sensíveis às variações da Selic Títulos pós-fixados (como os indexados ao CDI): Têm menor volatilidade na marcação a mercado Títulos indexados à inflação: São afetados tanto pela taxa de juros real quanto pelas expectativas de inflação Vale lembrar que a marcação a mercado só é relevante se você pretende vender o título antes do vencimento. Se segurar até o final, receberá o valor acordado independentemente das oscilações de mercado. Espero ter ajudado.
  6. Olá Heitor! Uma boa taxa para investir R$ 1.000,00 em renda fixa pré-fixada depende muito do seu cenário pessoal. Alguns pontos importantes a considerar: Seu horizonte de investimento Curto prazo (até 2 anos): Talvez um CDB ou LC pré-fixado seja mais adequado Médio/longo prazo: Tesouro Prefixado ou títulos mais longos podem oferecer taxas melhores Seu perfil de investidor é: Conservador: Talvez prefira taxas menores com mais segurança/liquidez Moderado/arrojado: Pode aceitar títulos mais longos por taxas mais atrativas Suas expectativas para o futuro da economia, aqui é literalmente uma observação global que precisa ser feita, porque é algo imprevisível. Se você acredita que a Selic vai subir, talvez seja melhor esperar Se acredita que vai cair, "travar" uma taxa boa agora pode ser vantajoso (eu mesmo peguei um pré-fixado em 14.89% com vencimento em 01/01/2032, tendo consciência que a Selic pode subir, porém dado o histórico nacional até 2032 a taxa tende a cair). Seus objetivos financeiros são: Para reserva de emergência: não recomendo pré-fixados (prefira liquidez). Para objetivos específicos (casa, aposentadoria): alinhe o vencimento com seu objetivo. Atualmente, considerando o IR, um pré-fixado com taxa bruta entre 11-13% para prazos acima de 2 anos (resultando em 9,35-11,05% líquido) já seria considerado atrativo historicamente. Mas nem tudo são flores :D: Imposto de Renda nos pré-fixados: Até 180 dias: 22,5% sobre o rendimento De 181 a 360 dias: 20% De 361 a 720 dias: 17,5% Acima de 720 dias: 15% Essa tabela regressiva significa que quanto mais tempo você mantiver o investimento, menor será a mordida do leão. Por exemplo, uma taxa bruta de 12% a.a. se torna: 9,3% líquida para resgates em até 6 meses 10,2% líquida para investimentos acima de 2 anos O importante é fazer as contas considerando o rendimento líquido final após o IR para tomar sua decisão! Forte abraço.
  7. Olá, Philipp! Vamos analisar detalhadamente sua situação: Em geral, não faz sentido desfazer posições de fundos que estão batendo consistentemente o CDI, especialmente em uma janela relevante de 5 anos. Estes fundos são considerados top tier no mercado brasileiro. Pontos a considerar ao tomar sua decisão, veja se faz sentido para você. 50% em fundos é uma concentração considerável. Avalie se a diversificação dentro desses fundos está adequada para seu perfil de risco Verifique as taxas de administração e performance - fundos ativos costumam cobrar entre 2-2,5% a.a. + 20% do que exceder o benchmark Confirme os prazos de resgate, importante para seu planejamento financeiro Fundos multimercados são mais adequados para objetivos de médio/longo prazo, não para reserva de emergência O fato de terem performado bem no passado não garante resultados futuros, mas é um indicador positivo sobre a qualidade da gestão Manter reserva de emergência em fundos pode não ser ideal por conta do horário de saque se precisar, principalmente se não tiverem liquidez diária. O ideal seria realocá-la para: Títulos públicos com liquidez diária (Tesouro Selic) - lembrar também que há IR e também tem o horário de atividades do Tesouro Direto. CDBs com liquidez diária. Fundos DI com liquidez imediata e baixa taxa de administração. Se os fundos continuam alinhados com seus objetivos, prazo e perfil de risco, manter as posições é uma estratégia que eu não mudaria. Considera apenas ajustar a alocação da reserva de emergência para alternativas mais líquidas e rebalancear a carteira se a concentração estiver muito alta. Uma carteira bem diversificada normalmente combina gestão ativa (fundos como os que você mencionou) com gestão passiva (ETFs, fundos de índice) e investimentos diretos (ações, títulos públicos, etc).
  8. Olá @Vitória Siqueira, tudo bem? Na verdade, isso varia bastante entre os investidores! Tem gente que prefere pegar os dividendos e comprar mais ações da mesma empresa - especialmente quem acredita muito naquela empresa a longo prazo. É como dizer "essa empresa já me deu retorno, vou apostar mais nela". Outros já usam os dividendos como uma oportunidade para diversificar. Por exemplo, percebem que a carteira está muito concentrada em bancos e usam os dividendos para comprar um pouco de indústria ou tecnologia. Alguns também misturam renda variável com renda fixa - pegam os dividendos das ações para comprar um CDB ou Tesouro Direto, equilibrando o risco da carteira. Aqui no Brasil a gente não tem aqueles sistemas automáticos de reinvestimento que existem nos EUA (DRIPs), então você tem essa liberdade de escolher o destino do dinheiro a cada pagamento. No fim, não existe certo ou errado - depende do seu perfil e objetivos. Forte abraço.
  9. Boa tarde @Mariana Alves, tudo bem? Para metas de curto prazo (seis meses a um ano), tanto conta com rentabilidade de 100% do CDI quanto Tesouro Selic são boas opções, pois ambas oferecem liquidez e baixo risco. A diferença principal é: Conta com 100% do CDI: Geralmente tem liquidez imediata (D+0) e é isenta de IOF após 30 dias. Muitas contas digitais e bancos oferecem isso sem taxa de administração. Tesouro Selic: Tem liquidez D+1, cobra taxa de custódia (pequena) e tem IR regressivo. Pode ter uma rentabilidade ligeiramente superior. Para esse prazo, a simplicidade da conta com 100% do CDI pode ser vantajosa, especialmente se você não quiser se preocupar com o momento de resgate. Se a diferença de rentabilidade for importante, vale comparar as taxas efetivas nas duas opções considerando seu prazo específico. CDBs de bancos menores com garantia FGC também podem oferecer rentabilidade superior para esse prazo. Forte abraço!!
  10. Olá Ariana, Sua situação é bastante comum entre investidores que têm seu capital concentrado em imóveis. Entendo sua preocupação em equilibrar as finanças com as novas responsabilidades familiares. Vender o apartamento para comprar um menor e investir a diferença pode ser uma estratégia válida, mas existem alguns pontos importantes a considerar, eu lembrei de três: Vender e comprar imóveis envolve custos significativos (ITBI, escritura, corretagem), que podem comprometer parte do valor que você deseja investir. Avalie se a mudança para um imóvel menor realmente atenderá às necessidades da sua família, especialmente com crianças pequenas que precisarão de espaço. Verifique se o mercado imobiliário da sua cidade está favorável para venda. Às vezes, é melhor esperar por uma oportunidade melhor. Este aqui, gostaria que você continuasse a leitura para chegar na parte de locação. Algumas alternativas a considerar antes de fazer qualquer tipo de movimentação, tá? Locação do seu apartamento atual e aluguel de um menor, isso poderia gerar uma renda mensal extra enquanto mantém o ativo que valorizou. Foco na redução de gastos e criação de uma reserva de emergência antes de pensar em novos investimentos. Iniciar com pequenos investimentos mensais, mesmo que com valores reduzidos, para criar o hábito. O mais importante é não tomar decisões precipitadas baseadas apenas na vontade de investir. Analise sua situação financeira completa, considere o planejamento familiar de longo prazo. Editado em: 24/03/2025 após assistir a aula do Módulo 2 sobre Financiamento de imóvel/Consórcio/Aluguel. Vou editar esse comentário aqui após a aula do Raul acerca da casa própria. Se você já tem uma casa própria e já possui filhos, a melhor opção é manter o que é próprio, pois você precisa ter segurança por quaisquer que sejam as eventualidades que possam ocorrer no Brasil, e assim com a casa própria você fica assegurada. Espero que você consiga encontrar o equilíbrio. Um forte abraço.
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