Vitor Schlichting Postado 1 de Julho Postado 1 de Julho É meu primeiro tópico aqui, não sei se é certo fazer desta forma, mas vamos lá. Busco dicas, sugestões e entre outros, a respeito da evolução de carreira profissional, preferencialmente daqueles ja ocupam grandes cargos. Sou recém formado em administração (formado a 6 meses), apaixonado pelo setor financeiro e mercado financeiro. Estou trabalhando como gestor financeiro a 4 meses, em uma empresa de pequeno/médio porte (nesta empresa estou a mais de um ano e trabalhei no faturamento, no estoque e no orçamento), porém apesar do título de gestor, eu faço todo o financeiro da empresa, do operacional ao analítico, desde contas a pagar, a receber, cobranças, provisões, avaliação de clientes com base na inadimplencia e etc, até análises de fluxo de caixa, análise de risco, pmr, pmt, e análise de investimentos. Sei que atuo a pouco tempo na área pra querer progredir atualmente, mas por ser uma empresa familiar que limita as ações da gestão (absolutamente nada pode ser feito sem o aval prévio do diretor, nem mesmo um processo seletivo pode ser realizado pelo rh por exemplo), o dono não aceita que ter uma pessoa a mais para fazer o operacional, me daria mais tempo pra executar as análises que ele solicita, trazendo dados mais consistentes e com uma maior qualidade. Pensando nisso, cogitei fazer um MBA de gestao financeira, para em caso de me manter onde estou, pelo menos ganhar mais, ou em outras hipóteses sair para ganhar mais em outro lugar depois de adquirir mais experiência prática. Vale ressaltar que invisto a uns 7 anos, trabalhei na secretaria de finanças da prefeitura de minha cidade e tenho conhecimento avançado em excel, fiz um curso e estou aprendendo mais sobre power B.I e tenho inglês avançado e alemão básico. Quais dicas e conselhos vocês, mais experientes, teriam pra compartilhar e que possam contribuir pra esta comunidade?
Bolívar Luiz Postado 2 de Julho Postado 2 de Julho On 01/07/2026 at 02:13, Vitor Schlichting disse: É meu primeiro tópico aqui, não sei se é certo fazer desta forma, mas vamos lá. Busco dicas, sugestões e entre outros, a respeito da evolução de carreira profissional, preferencialmente daqueles ja ocupam grandes cargos. Sou recém formado em administração (formado a 6 meses), apaixonado pelo setor financeiro e mercado financeiro. Estou trabalhando como gestor financeiro a 4 meses, em uma empresa de pequeno/médio porte (nesta empresa estou a mais de um ano e trabalhei no faturamento, no estoque e no orçamento), porém apesar do título de gestor, eu faço todo o financeiro da empresa, do operacional ao analítico, desde contas a pagar, a receber, cobranças, provisões, avaliação de clientes com base na inadimplencia e etc, até análises de fluxo de caixa, análise de risco, pmr, pmt, e análise de investimentos. Sei que atuo a pouco tempo na área pra querer progredir atualmente, mas por ser uma empresa familiar que limita as ações da gestão (absolutamente nada pode ser feito sem o aval prévio do diretor, nem mesmo um processo seletivo pode ser realizado pelo rh por exemplo), o dono não aceita que ter uma pessoa a mais para fazer o operacional, me daria mais tempo pra executar as análises que ele solicita, trazendo dados mais consistentes e com uma maior qualidade. Pensando nisso, cogitei fazer um MBA de gestao financeira, para em caso de me manter onde estou, pelo menos ganhar mais, ou em outras hipóteses sair para ganhar mais em outro lugar depois de adquirir mais experiência prática. Vale ressaltar que invisto a uns 7 anos, trabalhei na secretaria de finanças da prefeitura de minha cidade e tenho conhecimento avançado em excel, fiz um curso e estou aprendendo mais sobre power B.I e tenho inglês avançado e alemão básico. Quais dicas e conselhos vocês, mais experientes, teriam pra compartilhar e que possam contribuir pra esta comunidade? @Vitor Schlichting No mercado corporativo, um MBA logo após a graduação raramente traz o retorno financeiro ou o cargo que você espera. O MBA é valorizado quando ele consolida uma bagagem de liderança que você já possui na prática. Procure gerar valor perceptível e construir sua saída estratégica. Automatize o operacional até se tornar desnecessário nele. Como o dono não vai contratar outra pessoa, sua única saída para ter tempo analítico é a eficiência extrema. Use seu conhecimento avançado em Excel e Power BI para criar relatórios e painéis que rodem praticamente sozinhos. Se você gasta 4 horas fazendo algo que uma macro ou uma boa modelagem resolvem em 15 minutos, você acabou de "contratar" um assistente virtual. Mostre o resultado visual disso para o diretor. Contra dados organizados e agilidade, é mais difícil argumentar. Mude o foco da sua comunicação com o dono. Empresas familiares são movidas pelo medo de perder o controle e pela necessidade de lucro imediato. Quando você pede um funcionário para "ter tempo de analisar", o dono pode enxergar só mais um custo fixo. Em vez disso, apresente o problema pelo viés financeiro: mostre a ele, com os dados que você já tem, quanto dinheiro a empresa está deixando de ganhar (ou perdendo em inadimplência e PMR desregulado) por você estar preso emitindo nota fiscal ou cobrando cliente. Prepare o terreno para o mercado financeiro corporativo. Você tem inglês avançado, base em alemão e domina o ciclo financeiro completo de uma empresa por estar na linha de frente de um negócio menor. Com isso, não é difícil começar a procurar por vagas de Analista Financeiro Pleno ou de Controladoria em empresas maiores, onde os processos já são estruturados e onde sua capacidade analítica será o escopo principal do trabalho, e não um extra. 1
Vitor Schlichting Postado 2 de Julho Author Postado 2 de Julho (edited) @Bolívar Luiz Entendi Luiz, muito obrigado pela contribuição. Fiquei com algumas dúvidas quanto a execução desse plano de ação. Primeiramente seria uma dúvida pessoal. Quanto você acredita ser o salario justo pra exercer o cargo que estou e o cargo que eu almejo? Pergunto isso porque pela minha pesquisa básica no Google e em sites de vagas de emprego, o salario médio CLT ja praticamente bate meu salario PJ atual, e não sei se isso se deve ao valor inflado que o Google apresenta ou se realmente meu ganho é incompatível com o que eu faço. Agora as dúvidas sobre as atitudes a serem tomadas. A automação do operacional abrange inclusões no banco e no sistema, quanto as contas a pagar e a receber, pois muito disso ainda é 100% manual e executado por mim. Eu já estou utilizando IA (Claude e GPT gratuitos) pra muitas coisas relacionadas a automação de processos, mas ainda estou bem longe de tornar a minha ocupação no cargo dispensável pro operacional, teria alguma sugestão quanto a automação desses processos mais manuais? Eu ja me reuni com os gerentes das contas que temos nos bancos, pra ativarmos o dda e a emissão automática de boletos, mas essa mudança ficou travada pois o diretor quer que eu apresente algumas análises antes de dar continuidade, e com isso eu acabo retornando a estaca zero, sendo o operacional e usando o residual do meu tempo pra essas análises, ainda mais após a migração de sistemas que duplicou muitas informações e apagou outras, em resumo, dobrei meu trabalho no operacional, mas mantive o resultado antes da troca de sistemas. Também queria saber melhor sobre preparar o terreno pra novas oportunidades, você acredita que uma reestruturação no meu currículo e uma repaginada no meu perfil no LinkedIn podem ajudar? (Nunca usei o LinkedIn, mas criei e montei um perfil só pra participar de uma vaga). Além disso, um portfólio via web pode ser uma boa opção pra demonstrar valor daquilo que eu faço ou isso seria mais voltado a um trabalho autônomo? Sou novo ainda, e me sinto muito perdido nesse meio corporativo, tenho 21 anos e me vejo bem atrasado quanto a carreira profissional, por conta disso pensei que um MBA poderia agregar valor ao currículo, você pode me explicar melhor sobre as certificações, diplomas ou cursos que eu possa fazer pra agregar mais conhecimento e valor no mercado de trabalho/mundo corporativo? Editado 2 de Julho por Vitor Schlichting
Thiago Busse Postado 2 de Julho Postado 2 de Julho Não sou da área financeira, então não vou entrar tanto na parte técnica. Mas uma coisa que aprendi na carreira é tentar entender cedo qual caminho faz mais sentido para você: liderança ou especialista. No começo, conhecimento técnico pesa muito mesmo: Excel, Power BI, análise, indicadores, inglês, tudo isso vai te dar muita base. Mas, com o tempo, o que mais diferencia é saber lidar com gente, vender ideia, influenciar, organizar prioridade e fazer as coisas acontecerem. Outro ponto importante: tenta pensar menos como “o cara do financeiro” e mais como alguém que ajuda o negócio a tomar decisão melhor. Onde o caixa trava? Onde tem risco? Onde dá para melhorar margem ou processo? Isso muda bastante a forma como as pessoas enxergam seu trabalho. Sobre MBA, eu pensaria com calma. Às vezes, antes dele, vale construir cases práticos aí dentro: dashboard, melhoria de fluxo, redução de inadimplência, automação de relatório. Isso conta muito em entrevista. Você parece já ter uma base bem boa. Agora é transformar isso em resultado visível e escolher bem o próximo passo. Uma dica para ver salários reais de mercado é olhar no site da Glassdoor, lá é mandatório você postar algo real de alguma emrpresa que trabalhou, então os dados são bem fiéis a realidade. 1
Vitor Schlichting Postado 3 de Julho Author Postado 3 de Julho @Thiago Busse Entendi, muito obrigado pela contribuição Thiago. Realmente saber vender é o que diferencia né, eu vejo que sei vender bem produtos tangíveis, mas realmente preciso melhorar a venda de idéias e da autoimagem. Infelizmente o dono é um pouco mais velho e já tem as ideias muito cristalizadas na cabeça dele, tenho muita dificuldade em mostrar pra ele aquilo que ele não consegue ver. Tudo que é dito a ele que vá contra o que ele pensa, imediatamente é negado, e eu queria saber se você teria alguma dica em como eu posso me comunicar melhor pra passar pra ele a ideia de "não estou dando sugestões opostas a sua ideia, mas sugestões que somadas ao seu conhecimento, podem trazer um resultado muito mais satisfatório", tentar passar uma ideia de que estamos pensando juntos em resolver o problema, e não um contra o outro, sabe? Acredito que pelo fato de eu ser novo e recém formado, ele possa pensar que eu não entenda o que estou falando, e de certa forma eu entendo essa visão de não ouvir quem não construiu nada, mas de toda forma quero encontrar meios de contornar ou usar isso ao meu favor, a favor da empresa como um todo
Thiago Busse Postado 3 de Julho Postado 3 de Julho @Vitor Schlichting, perfeito esse ponto. Às vezes o desafio nem é ter a ideia certa, é fazer ela entrar sem parecer que você está batendo de frente. Em empresa familiar, ainda mais com dono mais experiente e com a cabeça já bem formada, eu evitaria chegar no “acho que tem que fazer assim”. Mesmo você estando certo, pode soar como confronto. Eu tentaria ir mais pelo caminho de construir junto. Algo tipo: “Pensando no que você comentou e na sua experiência com a empresa, levantei uns números aqui pra ajudar na decisão.” Ou: “Não quero mudar tudo, queria só testar uma alternativa pequena pra ver se melhora o resultado.” Uma dica prática: em vez de vender uma mudança grande, vende um teste pequeno. Tipo: “vamos testar por 30 dias esse controle de cobrança e ver se reduz atraso?”. Aí você tira do campo da opinião e leva para dado, teste e resultado. Outra coisa que ajuda é sempre mostrar 3 pontos: qual problema resolve, qual risco existe se não fizer nada e qual ganho pode ter se testar. Geralmente é o que funciona mais para mim, nesse cenário. E use bastante pergunta. Dono mais antigo normalmente reage melhor quando sente que está participando da decisão, e não sendo corrigido. Algo como: “você acha que faria sentido testar isso pequeno antes de decidir se muda ou não?” Você não precisa ganhar a discussão, precisa ganhar confiança. Quando ele perceber que você não está tentando provar que sabe mais, mas sim proteger o negócio e melhorar o resultado, a conversa muda. Vai por etapas: Primeiro ele compra sua forma de pensar. Depois começa a comprar suas ideias 1
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