Anônimo Postado 1 de Julho Postado 1 de Julho Há algum tempo, tenho cultivado uma ideia de negócio que creio ser promissor, uma vez que esta ideia já foi validada por outros empreendedores corajosos e que atende a uma demanda perene da sociedade: a alimentação. Em contraponto a esta minha empolgação, tenho vários 'contras' a considerar, entre eles a necessidade de estar presente na formação da minha filha de quase 4 anos. Explicando melhor os contras: Presença paterna - hoje, moro em Natal, mas sou do interior e, antes de mudar para cá devido a minha nomeação para assumir a um cargo público efetivo, convivi com a mãe de minha filha até alguns meses antes de ser nomeado; e, no momento, as únicas formas que consigo estar presente na vida de minha filha é por meio de visitas mensais ou de ligações por celular - o que, ao meu ver, é quase nada, diante da necessidade de que esteja de fato presente, vivendo experiências com minha filha. Limitações como servidor público estadual - como servidor público estadual, sei que tenho limitações no que se refere à administração de negócios/empresas; sei que não posso ser administrador ou sócio administrador de nenhum CNPJ, o que representa mais um desafio para escolher empreender, pois teria que realizar uma certa 'engenharia social' para conseguir fazer o negócio acontecer estando dentro dele, 'driblando' esta limitação que me é imposta, enquanto servidor público. Recursos insuficientes para tirar a ideia do papel - conforme mencionei inicialmente, já faz algum tempo que carrego esta ideia comigo e, sinceramente, só não a tornei concreta devido a falta de recursos financeiros, pois sei que o retorno de capital é vantajoso (para minha realidade, com potencial de multiplicar minha renda atual em quase 5x) e praticamente certo. Inclusive, visando superar esse desafio, já andei pesquisando sobre consignados, pelos juros mais baixos, para investir esses recursos na concretização da ideia, mas o Estado do RN tem dívidas de repasses desse tipo de crédito, o que levou a sua suspensão para servidores estaduais. Assim, se eu quiser realmente construir este negócio, num futuro próximo, vou precisar acumular pelo menos o valor de um MVP, para começar, ou de um investidor que tenha interesse e aporte o capital inicialmente necessário para a consecução do plano. Então, basicamente é este o panorama que tenho diante de mim, onde tenho que por na balança "estar presente na vida de minha filha" e "executar uma ideia muito promissora de negócio". E, muito sinceramente, afirmo que meu desejo é poder fazer bem essas duas coisas, mas sei quanta energia e dedicação são necessários para por o negócio em ação e o quanto de energia e dedicação também exige a educação de um filho. Assim, muito provavelmente, caso opte por foca um dos dois, consequentemente um deles vai sair prejudicado, e não quero que seja minha filha. O Cenário Ideal Por fim, acredito que o cenário ideal seria: vender essa ideia para alguém disposto a colocá-la em prática, com a devida viabilidade financeira, e pedir transferência para alguma unidade do interior, para poder estar bem mais próximo e presente da minha filha. Aceitando sugestões e propostas! 🙂
Bolívar Luiz Postado 2 de Julho Postado 2 de Julho On 01/07/2026 at 03:43, Convidado Anônimo disse: Há algum tempo, tenho cultivado uma ideia de negócio que creio ser promissor, uma vez que esta ideia já foi validada por outros empreendedores corajosos e que atende a uma demanda perene da sociedade: a alimentação. Em contraponto a esta minha empolgação, tenho vários 'contras' a considerar, entre eles a necessidade de estar presente na formação da minha filha de quase 4 anos. Explicando melhor os contras: Presença paterna - hoje, moro em Natal, mas sou do interior e, antes de mudar para cá devido a minha nomeação para assumir a um cargo público efetivo, convivi com a mãe de minha filha até alguns meses antes de ser nomeado; e, no momento, as únicas formas que consigo estar presente na vida de minha filha é por meio de visitas mensais ou de ligações por celular - o que, ao meu ver, é quase nada, diante da necessidade de que esteja de fato presente, vivendo experiências com minha filha. Limitações como servidor público estadual - como servidor público estadual, sei que tenho limitações no que se refere à administração de negócios/empresas; sei que não posso ser administrador ou sócio administrador de nenhum CNPJ, o que representa mais um desafio para escolher empreender, pois teria que realizar uma certa 'engenharia social' para conseguir fazer o negócio acontecer estando dentro dele, 'driblando' esta limitação que me é imposta, enquanto servidor público. Recursos insuficientes para tirar a ideia do papel - conforme mencionei inicialmente, já faz algum tempo que carrego esta ideia comigo e, sinceramente, só não a tornei concreta devido a falta de recursos financeiros, pois sei que o retorno de capital é vantajoso (para minha realidade, com potencial de multiplicar minha renda atual em quase 5x) e praticamente certo. Inclusive, visando superar esse desafio, já andei pesquisando sobre consignados, pelos juros mais baixos, para investir esses recursos na concretização da ideia, mas o Estado do RN tem dívidas de repasses desse tipo de crédito, o que levou a sua suspensão para servidores estaduais. Assim, se eu quiser realmente construir este negócio, num futuro próximo, vou precisar acumular pelo menos o valor de um MVP, para começar, ou de um investidor que tenha interesse e aporte o capital inicialmente necessário para a consecução do plano. Então, basicamente é este o panorama que tenho diante de mim, onde tenho que por na balança "estar presente na vida de minha filha" e "executar uma ideia muito promissora de negócio". E, muito sinceramente, afirmo que meu desejo é poder fazer bem essas duas coisas, mas sei quanta energia e dedicação são necessários para por o negócio em ação e o quanto de energia e dedicação também exige a educação de um filho. Assim, muito provavelmente, caso opte por foca um dos dois, consequentemente um deles vai sair prejudicado, e não quero que seja minha filha. O Cenário Ideal Por fim, acredito que o cenário ideal seria: vender essa ideia para alguém disposto a colocá-la em prática, com a devida viabilidade financeira, e pedir transferência para alguma unidade do interior, para poder estar bem mais próximo e presente da minha filha. Aceitando sugestões e propostas! 🙂 Eu faria o seguinte: Priorize a transferência para o interior imediatamente. A infância da sua filha de 4 anos não vai esperar o seu negócio dar certo, nem o governo do RN regularizar os consignados. Estar perto dela vai te dar a base emocional que você precisa. O plano de pegar um consignado para abrir uma empresa do zero, especialmente em alimentação (margens apertadas, operação desgastante e altas taxas de default no mercado), é muito perigoso. Se der errado, o que estatisticamente é comum, você fica sem a empresa, sem dinheiro e com uma dívida pesada por anos, destruindo a estabilidade que você conquistou no concurso. Se for para empreender no futuro, faça isso com capital próprio acumulado (um MVP) ou validando o modelo sem grandes investimentos iniciais. Use a estabilidade do seu cargo público para organizar sua vida financeira no interior, perto da sua filha. Comece a poupar e investir uma parte do seu salário todos os meses. Construa um patrimônio líquido que te dê liberdade no futuro. Se daqui a alguns anos, com estabilidade, dinheiro guardado e perto da sua filha, você ainda quiser empreender, você fará isso com segurança, maturidade e sem colocar a corda no próprio pescoço. Abraços! 1 1
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