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Pessoal, boa noite!

Talvez este post esteja no lugar errado, pois é meio que um pedido de conselhos/desabafo, então se estiver no local errado, peço desculpas e irei colocar no local mais apropriado.

Atualmente tenho 29 anos e trabalho em uma multinacional na minha cidade há aproximadamente cinco anos. Estou na minha área atual, que é na área de gestão orçamento, há cerca de um ano. Entrei como assistente em 2021, com um salário de R$ 2,4 mil, e acredito que consegui crescer de forma razoavelmente boa dentro da empresa.

Hoje ganho R$ 6,5 mil brutos e me sinto extremamente frustrado por alguns motivos. Não vejo perspectiva de crescimento no curto ou médio prazo devido à situação atual do setor e também devido a uma recente mudança na gestão. Além disso, depois de um ano trabalhando nessa área, percebi que ela, ou pelo menos a forma como funciona nesta empresa, não é para mim.

Sei que pode parecer meio idiota achar que precisamos gostar do nosso trabalho, mas eu realmente não me identifiquei nem um pouco com essa área. Além disso, existe uma pressão muito grande que não corresponde aos recursos disponíveis atualmente, é comum que eu e meus colegas de equipe fiquemos até a madrugada tentando resolver diversos problemas que fogem de nosso controle, apesar de tudo isso, eu gosto da empresa em si, é um ambiente puxado, porém possuo benefícios bons dentro dela e gosto de sua filosofia.

Recentemente surgiu a oportunidade de fazer uma transferência interna para o setor de auditoria, uma área com a qual me identifico bastante. Inclusive, já fiz alguns cursos de auditor interno e tenho certificações na área, então acredito que exista uma possibilidade real de conseguir essa vaga.

O que me deixa um pouco frustrado é que seria como "começar do zero" dentro da mesma empresa, já que o cargo e o salário permaneceriam os mesmos, pelo menos no curto prazo. Também não conheço muito bem o perfil da gestão desse setor, pois eles passaram por uma mudança recente. Por outro lado, lá já existem três colaboradores em cargos de nível sênior com aposentadoria prevista para os próximos três anos, o que pode gerar algumas oportunidades de crescimento no curto/médio prazo que hoje não existem no meu setor atual.

Não sei muito bem como lidar com essa situação, pois é a primeira vez que passo por algo assim. Tenho a sensação de estar perdendo um tempo que não posso recuperar, afinal, não vou ficar mais novo (apesar de também não ser tão velho). Toda essa situação tem me deixado estressado e angustiado, porque me sinto perdido e sem muita certeza sobre qual decisão tomar.

Gostaria de ouvir pessoas que já passaram por situações semelhantes. Como vocês lidaram com isso? Toda essa frustração e sensação de perda de tempo, ou até mesmo uma certa angústia, faz sentido ou estou apenas sendo dramático? Eu deveria simplesmente começar a procurar um emprego fora dessa empresa? 

Obrigado!

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Boa noite. Passei por uma experiência muito semelhante. Construí uma sólida carreira de 14 anos em uma empresa, começando como estagiário. Sempre investi muito na minha capacitação e estabeleci metas claras focadas em resolver problemas estratégicos para merecer as promoções que almejava. Embora tenha entregado esses resultados e recebido reconhecimento verbal, a ascensão profissional aconteceu até certo ponto e depois estagnou.
Quando recebi uma proposta de um concorrente, avaliei o cenário: continuar na zona de conforto de uma empresa previsível — mas sem garantias de crescimento a curto prazo — ou apostar no desconhecido. Confiei no meu preparo e dedicação, decidi mudar. Aos 32 anos, casado e com uma filha de 8 anos, pedi demissão para assumir o novo desafio.
O que me motivou foi exatamente o medo de não receber o que era, no meu ponto de vista, o justo. E eu provavelmente teria permanecido exatamente como estava se ainda estivesse lá. Escolhi a oportunidade de recomeçar, demonstrar valor e me destacar em um novo ambiente. O início exige adaptação, mas a bagagem que carregamos faz a diferença. Hoje, após 9 meses de transição, estou convicto de que fiz a escolha certa: estou muito feliz e colhendo os frutos dessa decisão. Vale destacar que essa decisão não foi tomada por impulso ao receber a proposta. Eu já vinha me preparando psicologicamente desde o momento em que bati minhas metas e a promoção não se concretizou. Eu já tinha desenhado esse plano de saída caso o resultado esperado não viesse, e tudo foi conversado e combinado previamente com a minha esposa. Outro ponto fundamental é que nunca deixei a frustração da não promoção afetar minhas entregas e continuei dando o meu melhor. O mais incrível é que o convite da nova empresa surgiu justamente por causa disso: eu me destaquei positivamente durante uma visita técnica em busca de benchmarks para replicar na minha antiga empresa. Por fim, se tiver família, o apoio e o comum acordo em decisões desse peso são primordiais.
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Fala, meu amigo! Tudo bem?

A primeira coisa que eu diria é: o crescimento na carreira raramente acontece em linha reta. Normalmente, você cresce, estabiliza por um tempo, aprende mais, e depois cresce novamente. Faz parte do processo.

Também tomaria cuidado para não deixar a ansiedade ditar suas decisões. Uma das coisas que mais me ajuda é praticar esportes, de preferência algum que tenha um pouco de competição. Isso ajuda muito a aliviar a ansiedade e a colocar as ideias no lugar.

Tem também um vídeo muito bom do Raul sobre crescimento profissional e mudança de emprego. Vale muito a pena assistir.

No seu lugar, eu começaria a testar o mercado. Atualizaria o currículo, participaria de algumas entrevistas e entenderia quanto o mercado está disposto a pagar pelo seu perfil. Isso, além de abrir oportunidades, costuma diminuir a sensação de estar "preso".

Sobre a transferência interna, eu avaliaria com bastante cuidado. Se for para mudar de área mantendo o mesmo cargo e o mesmo salário, eu compararia essa opção com as oportunidades que existem fora da empresa. Pessoalmente, eu daria preferência a uma mudança que também representasse um avanço de carreira e de remuneração, e não apenas uma troca lateral.

Continue trabalhando com dedicação e disciplina, mas lembre-se de que você tem 29 anos. Ainda há bastante tempo para construir uma carreira excelente. O importante é continuar evoluindo e não tomar decisões apenas por causa da ansiedade.

Boa sorte! E, se puder, me segue aqui na comunidade e também no Instagram: @paulobardella. Um grande abraço!

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9 horas atrás, Convidado Anônimo disse:

Pessoal, boa noite!

Talvez este post esteja no lugar errado, pois é meio que um pedido de conselhos/desabafo, então se estiver no local errado, peço desculpas e irei colocar no local mais apropriado.

Atualmente tenho 29 anos e trabalho em uma multinacional na minha cidade há aproximadamente cinco anos. Estou na minha área atual, que é na área de gestão orçamento, há cerca de um ano. Entrei como assistente em 2021, com um salário de R$ 2,4 mil, e acredito que consegui crescer de forma razoavelmente boa dentro da empresa.

Hoje ganho R$ 6,5 mil brutos e me sinto extremamente frustrado por alguns motivos. Não vejo perspectiva de crescimento no curto ou médio prazo devido à situação atual do setor e também devido a uma recente mudança na gestão. Além disso, depois de um ano trabalhando nessa área, percebi que ela, ou pelo menos a forma como funciona nesta empresa, não é para mim.

Sei que pode parecer meio idiota achar que precisamos gostar do nosso trabalho, mas eu realmente não me identifiquei nem um pouco com essa área. Além disso, existe uma pressão muito grande que não corresponde aos recursos disponíveis atualmente, é comum que eu e meus colegas de equipe fiquemos até a madrugada tentando resolver diversos problemas que fogem de nosso controle, apesar de tudo isso, eu gosto da empresa em si, é um ambiente puxado, porém possuo benefícios bons dentro dela e gosto de sua filosofia.

Recentemente surgiu a oportunidade de fazer uma transferência interna para o setor de auditoria, uma área com a qual me identifico bastante. Inclusive, já fiz alguns cursos de auditor interno e tenho certificações na área, então acredito que exista uma possibilidade real de conseguir essa vaga.

O que me deixa um pouco frustrado é que seria como "começar do zero" dentro da mesma empresa, já que o cargo e o salário permaneceriam os mesmos, pelo menos no curto prazo. Também não conheço muito bem o perfil da gestão desse setor, pois eles passaram por uma mudança recente. Por outro lado, lá já existem três colaboradores em cargos de nível sênior com aposentadoria prevista para os próximos três anos, o que pode gerar algumas oportunidades de crescimento no curto/médio prazo que hoje não existem no meu setor atual.

Não sei muito bem como lidar com essa situação, pois é a primeira vez que passo por algo assim. Tenho a sensação de estar perdendo um tempo que não posso recuperar, afinal, não vou ficar mais novo (apesar de também não ser tão velho). Toda essa situação tem me deixado estressado e angustiado, porque me sinto perdido e sem muita certeza sobre qual decisão tomar.

Gostaria de ouvir pessoas que já passaram por situações semelhantes. Como vocês lidaram com isso? Toda essa frustração e sensação de perda de tempo, ou até mesmo uma certa angústia, faz sentido ou estou apenas sendo dramático? Eu deveria simplesmente começar a procurar um emprego fora dessa empresa? 

Obrigado!

Eu não entendi a parte do "começar do zero" sendo que você iria permanecer com o mesmo cargo e salário. Pareceu contraditório.

Pelo teu relato a escolha me pareceu bem óbvia. Você gosta da empresa, tem afinidade com o novo setor e pode surgir oportunidade real de promoção em curto/médio prazo. Tá esperando o que pra se prontificar pra vaga? Não vejo o cenário onde essa mudança vai ser maléfica pra tua progressão já que onde você está você está infeliz/frustrado e sem perspectiva.

  • Aí cê deu aula... 2
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Fala, amigo! Tudo certo?

Queria começar dizendo que não é idiota querer gostar do trabalho, não. Isso é importante, só não é a única coisa importante também. O vídeo que deixei aí fala sobre o conceito de Ikigai e acho que pode te ajudar a enxergar essa situação por uma ótica diferente: tentar encontrar algum equilíbrio entre aquilo que você gosta, aquilo em que é bom, o que gera valor e aquilo que consegue te sustentar profissionalmente.

No geral, a estabilidade gera uma sensação de segurança que às vezes acaba nos prendendo. Por isso é totalmente natural que uma mudança dessas gere dúvidas: “como será o gestor novo?”, “vou ter espaço para crescer?”, “estou começando do zero?”. Parte disso é uma aversão natural à incerteza, mas também existem riscos reais que vale analisar.

Eu tentaria conversar estrategicamente com os gestores das duas áreas. Entender o que esperam de você no cargo atual, quais são suas possibilidades reais de crescimento e, na auditoria, quais seriam as expectativas, perspectivas e caminhos possíveis nos próximos anos.

E tem outra coisa: você não estaria começando do zero. Você pode estar entrando em uma área nova, mas leva cinco anos de empresa, conhecimento da cultura, contatos, reputação interna e toda a experiência que acumulou até aqui.

Agora, fazendo uma leitura mais fria dos números: você entrou ganhando R$ 2,4 mil e hoje está em R$ 6,5 mil. Você já demonstrou capacidade de crescer dentro dessa empresa. Se conseguiu construir isso uma vez, não existe motivo para assumir que não conseguiria novamente em uma área com a qual se identifica mais possivelmente até com mais potencial.

E, no pior dos cenários, você continuaria recebendo o mesmo salário, dentro de uma empresa da qual gosta, trabalhando em uma área que aparentemente combina mais com você.

Para mim, olhando de fora, isso está muito longe de ser “jogar cinco anos fora”. Parece mais aproveitar tudo o que você construiu nesses cinco anos para fazer um ajuste de rota.

E, obvio e mais importante, converse com quem merece opinar sobre essa decisão, quem vive contigo e quem pode de alguma forma ser impactado. 

Desejo muito sucesso, é só mais uma etapa do crescimento

 

 

  • Brabo 1
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15 horas atrás, Convidado Anônimo disse:

Não vejo perspectiva de crescimento no curto ou médio prazo devido à situação atual do setor e também devido a uma recente mudança na gestão.

[...] depois de um ano trabalhando nessa área, percebi que ela, ou pelo menos a forma como funciona nesta empresa, não é para mim.

[...] eu realmente não me identifiquei nem um pouco com essa área.

Recentemente surgiu a oportunidade de fazer uma transferência interna para o setor de auditoria, uma área com a qual me identifico bastante

[...] lá já existem três colaboradores em cargos de nível sênior com aposentadoria prevista para os próximos três anos, o que pode gerar algumas oportunidades de crescimento no curto/médio prazo que hoje não existem no meu setor atual.

Tenho a sensação de estar perdendo um tempo que não posso recuperar, afinal, não vou ficar mais novo (apesar de também não ser tão velho).

Acho que talvez você tenha a resposta e inclusive já tem uma oportunidade pra por em ação. Auditoria é uma área em que você se identifica e tem a oportunidade  de trabalhar nela sem ter uma redução no salário, o que poderia acontecer se você mudasse pra outra empresa. Talvez seja a hora de aproveitar a chance pra arriscar algo novo. 

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Agradeço a todos pelas opiniões e conselhos referente a como lidar com a situação, irei refletir mais um pouco sobre tudo.

Eu já entrei no processo de seleção, vamos ver no que dá.

On 07/08/2026 at 08:03, Thiago M Borges disse:

Eu não entendi a parte do "começar do zero" sendo que você iria permanecer com o mesmo cargo e salário. Pareceu contraditório.

Pelo teu relato a escolha me pareceu bem óbvia. Você gosta da empresa, tem afinidade com o novo setor e pode surgir oportunidade real de promoção em curto/médio prazo. Tá esperando o que pra se prontificar pra vaga? Não vejo o cenário onde essa mudança vai ser maléfica pra tua progressão já que onde você está você está infeliz/frustrado e sem perspectiva.

Foi mais no sentido de jogar fora o tempo que já passei trabalhando e me desenvolvendo nesse setor (Desde que entrei na empresa trabalhei com o mesmo grupo de gestores), talvez "começar do zero" não tenha sido a melhor escolha de palavras.

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