Thainá Espínola Gomes Postado Quinta-feira às 17:04 Postado Quinta-feira às 17:04 Oi, pessoal! Ultimamente tenho pensado muito no meu caminho profissional e, assistindo ao módulo 1 junto com a aula de Um Pouco de Droga, Um Pouco de Salada, me veio um questionamento: quando é a hora de reequilibrar essa balança entre a droga e a salada? Tenho 28 anos e concilio meu trabalho CLT como designer de fábrica com o meu MEI, onde atuo como designer de produto no contraturno, além de produzir conteúdo para o YouTube falando sobre design. No fim das contas, acabo trabalhando em média de 10 a 12 horas por dia, a semana inteira, de domingo a domingo. Esse foi um compromisso que assumi por um período, com um objetivo muito claro: conseguir construir minha casa sem prejudicar meus investimentos e sem comprometer as despesas do dia a dia. A questão é que eu sei que viver a 100% por muito tempo não é saudável. Ao mesmo tempo, também sinto que, para sair do lugar e conquistar alguns objetivos, esse esforço na juventude faz sentido. Então fico me perguntando: como vocês identificam que chegou a hora de reequilibrar essa balança? Como saber quando é o momento de diminuir o ritmo e conseguir conciliar melhor a busca pelos objetivos com os prazeres da vida, sem sentir que está abrindo mão do futuro? 1
Lucas Senos Coutinho Postado Quinta-feira às 20:31 Postado Quinta-feira às 20:31 3 horas atrás, Thainá Espínola Gomes disse: Oi, pessoal! Ultimamente tenho pensado muito no meu caminho profissional e, assistindo ao módulo 1 junto com a aula de Um Pouco de Droga, Um Pouco de Salada, me veio um questionamento: quando é a hora de reequilibrar essa balança entre a droga e a salada? Tenho 28 anos e concilio meu trabalho CLT como designer de fábrica com o meu MEI, onde atuo como designer de produto no contraturno, além de produzir conteúdo para o YouTube falando sobre design. No fim das contas, acabo trabalhando em média de 10 a 12 horas por dia, a semana inteira, de domingo a domingo. Esse foi um compromisso que assumi por um período, com um objetivo muito claro: conseguir construir minha casa sem prejudicar meus investimentos e sem comprometer as despesas do dia a dia. A questão é que eu sei que viver a 100% por muito tempo não é saudável. Ao mesmo tempo, também sinto que, para sair do lugar e conquistar alguns objetivos, esse esforço na juventude faz sentido. Então fico me perguntando: como vocês identificam que chegou a hora de reequilibrar essa balança? Como saber quando é o momento de diminuir o ritmo e conseguir conciliar melhor a busca pelos objetivos com os prazeres da vida, sem sentir que está abrindo mão do futuro? @Thainá Espínola Gomes Primeiramente, é impressionante tudo o que você está conseguindo fazer. Parabéns pela disposição, pela disciplina e, principalmente, por ter um objetivo claro. Sobre a sua pergunta, eu pensaria da seguinte forma: mantendo esse ritmo de trabalho e essa renda, em quanto tempo você acredita que alcança o seu objetivo principal — a casa, pelo que entendi? Cinco anos? E em quanto tempo chegaria à sua liberdade financeira? Vinte, vinte e cinco anos? No fim, é muito uma questão de entender o quanto você quer acelerar cada etapa da sua vida. Mas também vale se perguntar: diminuir um pouco o ritmo realmente atrasaria tanto os seus objetivos? Sair com amigos ou família em alguns fins de semana, reservar um tempo para descansar ou reduzir a carga para algo mais sustentável faria uma diferença enorme no prazo da casa ou da liberdade financeira? Às vezes, a gente se priva completamente no presente para aproveitar a vida apenas no futuro. E talvez seja mais saudável construir os objetivos enquanto também aproveita a jornada até eles. Claro que só você conhece as particularidades da sua vida, os seus limites e o que faz sentido abrir mão neste momento. Uma coisa que pode ajudar bastante é colocar tudo no papel: seus objetivos, o custo deles, quanto você consegue aportar por mês e uma estimativa realista de quando pretende alcançá-los. Com esse planejamento, fica mais fácil entender quanto esforço extra realmente é necessário e quanto espaço existe para você viver o presente sem abandonar o futuro. É algo muito pessoal, e talvez você já tenha refletido sobre parte disso. De toda forma, desejo muito sucesso na sua jornada. 1
Thiago Busse Postado Quinta-feira às 21:49 Postado Quinta-feira às 21:49 Thainá, acho que você já trouxe a resposta no próprio texto: esse ritmo faz sentido por um período, com um objetivo claro. O perigo é quando o “por um período” vira modo de vida sem data pra acabar. Pra mim, o mais importante é transformar isso em meta. Tipo: vou manter esse ritmo até juntar X, terminar tal etapa da casa, pagar tal coisa, chegar em tal ponto. Porque quando não tem meta, prazo ou critério de parada, isso vira ansiedade disfarçada de produtividade. E também acho importante ficar muito atenta aos sinais de esgotamento. Cansaço constante, irritação, falta de prazer, sono ruim, saúde indo pro ralo… essas coisas vão acumulando. Eu já passei por fases assim e, normalmente, só percebia tarde demais. Aí para arrumar a casa depois é bem mais difícil. Então acho que não é sobre parar de correr atrás, até porque tem fases da vida que exigem mais mesmo. Mas precisa ter consciência de ciclo. No fim, tudo na vida é equilíbrio. Construir patrimônio é importante, mas construir uma vida que você consiga viver e aproveitar também faz parte do investimento. 1
Amanda Viana Neves Postado ontem às 08:41 Postado ontem às 08:41 (edited) Oiii Thaina!! Li teu post e ele me pegou muito, porque eu tô num momento bem parecido mesmo que em outro contexto.Eu passei muitos anos trabalhando muito na Irlanda, num ritmo bem intenso, muito voltado pra performance, dinheiro e construção de futuro. E recentemente comecei a questionar exatamente isso: quando é a hora de reequilibrar essa balança. No meu caso, eu acabei tomando uma decisão consciente de voltar pro Brasil justamente pra trazer mais equilíbrio pra vida. Financeiramente isso não é a decisão “otimizada” — eu vou ganhar menos por conta da moeda e das oportunidades — mas eu cheguei num ponto em que o custo invisível começou a ficar alto demais.Eu não percebi no início, mas fui entrando num modo muito automático de viver, só trabalho e entrega. E o alerta real veio quando isso começou a bater no corpo e na mente. Eu desenvolvi ansiedade, sintomas de depressão e tive que procurar terapia pra entender o que estava acontecendo. E foi nesse processo que ficou claro pra mim que não era só “cansaço de fase”, era um desequilíbrio de vida mesmo.Pra mim, o ponto de virada não foi uma decisão racional de planilha foi quando meu corpo começou a pedir mudança.E isso me fez entender algo que conecta muito com o que você trouxe: a gente consegue sustentar muito esforço por um tempo, principalmente quando tem objetivo claro, mas chega uma hora em que o custo de não equilibrar começa a afetar quem a gente é no processo.Hoje eu vejo essa escolha menos como “droga vs salada” e mais como sustentabilidade vs exaustão. E nem sempre a decisão mais racional no papel é a mais saudável na vida real.No fim, acho que o difícil é exatamente isso que você colocou: saber a hora. Editado ontem às 08:43 por Amanda Viana Neves 1 1
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