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Olá!

 Sou o Hugo, e tenho 29 anos. Atualmente eu estou num cargo comissionado na Câmara Federal. Ganho por volta dos R$8,9K líquido, somados todos os benefícios e realizados os devidos descontos. Lá era para eu ser da área de comunicação, mas desempenho diversas funções distintas dentro e fora da área estimada, desde foto e vídeo, design, gestão das redes sociais, gerenciados de tráfego, escrevo matéria, articulo campanha..., e como meu trabalho tem essa importância, acabo disponível para trabalhar 24h todos os dias da semana, sem saber qual o horário e o momento em que serei solicitado. A parte mais chata é que a esposa dele se intromete nos assuntos, e tudo bem. Só que ela humilha cada um de nós, e como estou de frente, sou o mais atingido. E o parlamentar, como é de se esperar, a defende.

 Veja bem, não estou reclamando disso. Contudo, fiquei reflexivo esse final de semana em que era o recesso dos parlamentares. Aproveitei que ele não estaria aqui, e decidi topar um serviço de fotografia. Em quatro dias, faturei R$3.200,00. E o que me encantou não foi somente o dinheiro, mas é que fazendo aquela tarefa ali eu me senti muito feliz comigo mesmo.

 Eu entendo que trabalho não é lugar de encontrar felicidade. Não sou mais um jovem com essa doce ilusão. Contudo, eu me questiono se está correto continuar ali, performando todo o meu tempo de vida, e isso parecer que estou deixando de lado a oportunidade de investir tudo isso em uma carreira mais pessoal, em empreender por conta própria, em fazer algo que mais tem a ver com a minha personalidade. Fico receoso de trocar o que é, de certa forma garantido, que é o dinheiro do salário, por tentar algo novo e acabar em ruínas, sem dinheiro. 

 Gostaria da opinião de vocês que são mais experientes e que já passaram por, talvez, situações similares.

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Os que mais comentaram nesse tópico

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Sinceramente, ninguém merece trabalhar em um ambiente onde é constantemente humilhado. Isso acaba cobrando um preço muito alto ao longo do tempo.

Ao mesmo tempo, entendo que nem sempre é possível simplesmente pedir demissão de um dia para o outro. Por isso, eu faria uma transição planejada. Primeiro, buscaria construir uma reserva financeira que cobrisse cerca de 12 meses dos meus custos fixos. Isso dá muito mais tranquilidade para mudar de rumo sem tomar decisões por desespero.

Enquanto isso, começaria a investir cada vez mais na fotografia, mantendo as duas atividades em paralelo. Pelo que você contou, além do retorno financeiro, ela também parece te dar bastante satisfação. Se essa nova atividade ganhar tração e passar a gerar uma renda consistente, a decisão de sair do emprego atual tende a acontecer de forma muito mais segura.

Acredito que o ideal é fazer essa mudança com planejamento, e não por impulso. Assim, você preserva sua segurança financeira e aumenta muito as chances de sucesso na nova carreira.

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Fala Hugo!
Tudo bem?

Obrigado por compartilhar sua experiencia. Não deve ser nada fácil!

Você tem medo de ser demitido? Porque, se você é comissionado isso quer dizer que não é garantido nada. Talvez isso pode ser uma das razões de você ter que ficar disponível 24h e a esposa dele humilhar você e outros profissionais. Em cargos comissionados muitas vezes a pessoa se sujeita porque tem medo perder a função comissionada. Você se sente assim?

Como você se sente emocionalmente no trabalho? Pelo que você falou parece uma resposta óbvia, mas não é. Cada um lida com esse tipo de ambiente de foram muito pessoal. Você se sente tranquilo?

Veja se você precisa fortalecer a confiança em você, em seu trabalho e na sua capacitação técnica. Ao final você disse:" Fico receoso de trocar o que é, de certa forma garantido, que é o dinheiro do salário, por tentar algo novo e acabar em ruínas, sem dinheiro." Essa frase tem marcadores psicológicos profundos. Se você achar que seu trabalho lá, é a tábua de salvação e que você não tem outras opções, você ficará refém dele. Veja que no serviço de fotografia você se saiu muito bem. Existem outros caminhos. Tem o mesmo status? Não. Tem o mesmo salário? Talvez melhor ou pior. Mas há outras possibilidades.

Não concordo com você nesse ponto: "...trabalho não é lugar de encontrar felicidade." Quanto tempo você acha que uma pessoa consegue se manter saudável em sentido psicológico e físico, sofrendo a cada dia que tem que acordar pra ir para o trabalho?

Pergunta aí pra galera que trabalha na AUVP como é o ambiente de trabalho deles. O Raul mesmo fala, em um dos vídeos, que alguns não querem fazer o curso porque ele é grosseiro, mal educado e sei lá mais o que rsrsrsr Mas, pergunta como é o ambiente de trabalho na AUVP. Eu duvido que a AUVP, crescendo como está,  cresça na base da chicotada na equipe. rsrsrs Profissional tem que ser tratado como profissional! Humano precisa ter sua dignidade respeitada.

Espero que as coisas possam melhorar, independente de você ficar ou sair de onde está!

Abraço


 

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On 04/08/2026 at 10:18, Hugo Rodrigues Lira disse:

Veja bem, não estou reclamando disso.

Devia.

On 04/08/2026 at 10:18, Hugo Rodrigues Lira disse:

Eu entendo que trabalho não é lugar de encontrar felicidade.

Porque não, meu caro? É claro que pode ser parte da sua felicidade.

Eu jamais teria saco de fazer uma carreira em cargo comissionado. Não sei como isso funciona, mas eu não imagino que vc tenha nenhum tipo de estabilidade nisso, então tbm não entendo muito bem o argumento do "salário certo".

Eu diria que vc está num ótimo momento pra perseguir uma coisa sua. Já deve ter feito uma grana, tá na AUVP, tem nicho de trabalho e tá trampando fora do emprego. Se organiza e manda ver.

Tem uns vídeos do Raul sobre isso. Como está sua reserva de emergência?

Postado
On 06/08/2026 at 22:49, Francisco Viégas Vianna disse:

Devia.

Porque não, meu caro? É claro que pode ser parte da sua felicidade.

Eu jamais teria saco de fazer uma carreira em cargo comissionado. Não sei como isso funciona, mas eu não imagino que vc tenha nenhum tipo de estabilidade nisso, então tbm não entendo muito bem o argumento do "salário certo".

Eu diria que vc está num ótimo momento pra perseguir uma coisa sua. Já deve ter feito uma grana, tá na AUVP, tem nicho de trabalho e tá trampando fora do emprego. Se organiza e manda ver.

Tem uns vídeos do Raul sobre isso. Como está sua reserva de emergência?

Muito obrigado! É importante poder ouvir de pessoas mais experientes, porque tem muitas coisas que acabo esquecendo por conta de sempre olhar a realidade do ponto de vista de quem está inserido nela. Então a visão fica menos ampla.

O cargo comissionado não tem mesmo garantia. A única que tem, digamos, é de saber que todos os meses em que estiver ali, o salário será sempre o mesmo.

Em julho sofri um acidente de automóvel, então queimei boa tarde da minha reserva em questão de seguro e similares. Hoje tenho dinheiro para sobreviver somente o período de um mês sem trabalhar. A estratégia que adotei agora é enxugar os custos de lazer e conforto e, se possível, diminuir até os fixos, para poder aumentar a minha reserva.

Estou no módulo II, e o primeiro já foi muito esclarecedor para esse momento que vivo hoje.

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On 04/08/2026 at 13:47, João Pereira#2435 disse:

Não tenho nenhuma experiência mas pelo que o raul fala a melhor forma de empreender e fazer em segundo plano ate superar a sua renda principal, e pelo que eu entendi vc ja sabe oque e melhor pra você! so esta com medo do trabalho que vai dar assumir 

Você tem razão. A dificuldade que tenho nesse momento são as ações em segundo plano. Como trabalho com um candidato a reeleição, e essa é a época, tem chance de eu nem estar na minha cidade natal pelos próximos meses. Mas o que você me disse me abriu muito os olhos. Muito obrigado!

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On 05/08/2026 at 18:04, Paulo Bardella disse:

Sinceramente, ninguém merece trabalhar em um ambiente onde é constantemente humilhado. Isso acaba cobrando um preço muito alto ao longo do tempo.

Ao mesmo tempo, entendo que nem sempre é possível simplesmente pedir demissão de um dia para o outro. Por isso, eu faria uma transição planejada. Primeiro, buscaria construir uma reserva financeira que cobrisse cerca de 12 meses dos meus custos fixos. Isso dá muito mais tranquilidade para mudar de rumo sem tomar decisões por desespero.

Enquanto isso, começaria a investir cada vez mais na fotografia, mantendo as duas atividades em paralelo. Pelo que você contou, além do retorno financeiro, ela também parece te dar bastante satisfação. Se essa nova atividade ganhar tração e passar a gerar uma renda consistente, a decisão de sair do emprego atual tende a acontecer de forma muito mais segura.

Acredito que o ideal é fazer essa mudança com planejamento, e não por impulso. Assim, você preserva sua segurança financeira e aumenta muito as chances de sucesso na nova carreira.

Tem razão. Como diria o Nx 0, entre razões e emoções, a saída, hahaha. Apesar da vontade de sair logo, também não posso me deixar em uma condição financeira precária, visto que se as dívidas apertam, até a parte prazerosa da vida passa a ser ruim, pois não teria cabeça suficientes para viver assim.

Meu desafio agora é esse que citou, da reserva de 12 meses, porque isso me amarraria por algum tempo ali. Contudo, tendo isso como meta, e vivendo um dia após o outro, é possível. 

Muito obrigado pelo aconselhamento!

  • Brabo 1
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On 06/08/2026 at 22:29, Erbbeson Pedro Araujo Macedo disse:

Fala Hugo!
Tudo bem?

Obrigado por compartilhar sua experiencia. Não deve ser nada fácil!

Você tem medo de ser demitido? Porque, se você é comissionado isso quer dizer que não é garantido nada. Talvez isso pode ser uma das razões de você ter que ficar disponível 24h e a esposa dele humilhar você e outros profissionais. Em cargos comissionados muitas vezes a pessoa se sujeita porque tem medo perder a função comissionada. Você se sente assim?

Como você se sente emocionalmente no trabalho? Pelo que você falou parece uma resposta óbvia, mas não é. Cada um lida com esse tipo de ambiente de foram muito pessoal. Você se sente tranquilo?

Veja se você precisa fortalecer a confiança em você, em seu trabalho e na sua capacitação técnica. Ao final você disse:" Fico receoso de trocar o que é, de certa forma garantido, que é o dinheiro do salário, por tentar algo novo e acabar em ruínas, sem dinheiro." Essa frase tem marcadores psicológicos profundos. Se você achar que seu trabalho lá, é a tábua de salvação e que você não tem outras opções, você ficará refém dele. Veja que no serviço de fotografia você se saiu muito bem. Existem outros caminhos. Tem o mesmo status? Não. Tem o mesmo salário? Talvez melhor ou pior. Mas há outras possibilidades.

Não concordo com você nesse ponto: "...trabalho não é lugar de encontrar felicidade." Quanto tempo você acha que uma pessoa consegue se manter saudável em sentido psicológico e físico, sofrendo a cada dia que tem que acordar pra ir para o trabalho?

Pergunta aí pra galera que trabalha na AUVP como é o ambiente de trabalho deles. O Raul mesmo fala, em um dos vídeos, que alguns não querem fazer o curso porque ele é grosseiro, mal educado e sei lá mais o que rsrsrsr Mas, pergunta como é o ambiente de trabalho na AUVP. Eu duvido que a AUVP, crescendo como está,  cresça na base da chicotada na equipe. rsrsrs Profissional tem que ser tratado como profissional! Humano precisa ter sua dignidade respeitada.

Espero que as coisas possam melhorar, independente de você ficar ou sair de onde está!

Abraço


 

Eu estou bem, obrigado. E você?

Não tenho medo da demissão. Mas a sensação que tenho se isso acontecer é de uma derrota, sabe? Mas, para esse caso, tenho um medo que não é a demissão: é trocar o "certo" pelo que não há tanta certeza.

Mas você bem lembrou que estar ali também não é garantido. E você tem toda razão.

Eu sou uma pessoa ansiosa. E assim como relata o Raul, tenho o TDAH. O remédio que me faz ter concentração, também me deixa, por vezes, ansioso. Mas sei que isso não é só o medicamento, mas o trabalho. Estar disponível todos os dias, todas as horas, sem saber o que vem e ficar nessa expectativa, não ter disponível um momento pra mim ou minha família sem que eu possa ficar distante do celular, e ainda assim, cumprindo todas as obrigações, ouvir coisas deselegantes e grosseiras dos superiores, tudo isso eu tenho certeza que fortalece a ansiedade. A cada vez que o celular vibra, o coração dispara.

Eu tive uma criação meio rígida. Agradeço a Deus todos os dias, porque meus pais fizeram o melhor para mim e meus irmãos. Mas pela rigidez, pelo modelo mais próximo do tradicional, sempre houve muita preocupação acerca de ter estabilidade. E assim eu cresci. Meu pai é infeliz no trabalho, mas pouco reclama e nunca pede demissão. Assim também é minha mãe. Então tenho bastante dificuldade em relação a essas tomadas de decisão. Como você disse um pouco acima, existem diversos maecadores psicológicos, hahaha. Tudo isso pra dizer de onde vem esse pensamento de que o trabalho não tem a função de nos fazer feliz. E isso, percebo agora, preciso trabalhar. 

Muito obrigado!

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