Claudio Bruno Martins Postado Quarta-feira às 00:27 Postado Quarta-feira às 00:27 Atuo há mais de 18 anos com desenvolvimento de software e sou fundador de uma software house há mais de 8 anos. Nos últimos 3 anos, crescemos de forma consistente: aumentamos faturamento, conquistamos contratos maiores e entregamos bons resultados. Porém, nos últimos 5 meses, o cenário mudou rápido: Os 4 maiores contratos foram encerrados; 2 clientes relevantes atrasaram pagamentos; Ficamos mais dependentes de contratos menores; Já tivemos de reduzir parte da equipe para preservar caixa. Minha leitura inicial é que pode haver uma combinação de fatores: orçamento mais restrito nas empresas, juros altos, incerteza eleitoral e, talvez, uma mudança na percepção de valor do desenvolvimento sob demanda por causa da IA. O ponto em que estou travado é o seguinte: em um momento como esse, o mais racional é preservar caixa e reduzir o investimento em tráfego pago e na área comercial até o cenário melhorar, ou manter, ou até aumentar a prospecção, mesmo aceitando margens menores no curto prazo? Gostaria de visões sinceras, especialmente de quem vende serviços B2B, tecnologia ou consultoria. Minhas dúvidas principais: Quais indicadores vocês acompanhariam semanalmente para decidir entre corte de custos e aceleração de vendas? Até que ponto faz sentido reduzir preço ou margem para manter ocupação da equipe sem criar uma carteira ruim e difícil de sustentar Qual seria uma reserva de caixa mínima saudável para uma software house com equipe fixa? Quem passou por uma queda semelhante: qual decisão tomou e o que faria diferente hoje? Estou aberto a sugestões. A intenção é sair dessa situação e construir um plano mais racional para os próximos 6 a 12 meses. 1
Paulo Bardella Postado Quarta-feira às 20:52 Postado Quarta-feira às 20:52 ou compartilhar o que tem funcionado na minha empresa, embora seja de outro segmento. Desde o segundo ano de operação, adotamos uma regra simples: reter cerca de 40% do lucro no caixa para formar uma reserva para os períodos de vacas magras. Essa disciplina já nos ajudou a atravessar vários momentos de alta e baixa sem tomar decisões precipitadas. Sobre corte de custos, acredito que é preciso agir com rapidez quando fica claro que a queda não é pontual. Se a empresa começa a acumular alguns meses de prejuízo — principalmente se ele for relevante — vale revisar a estrutura. Se o volume de vendas caiu de forma consistente, muitas vezes a equipe também precisa ser redimensionada para a nova realidade. É uma decisão difícil, mas adiar esse ajuste pode comprometer o caixa. Em relação a tráfego pago e investimento comercial, acho difícil opinar porque cada mercado tem uma dinâmica muito própria. Quem está no seu segmento terá uma visão mais precisa sobre o retorno desses investimentos. Se eu pudesse deixar apenas uma mensagem, seria esta: proteja o caixa. Já vi muitas empresas sobreviverem a períodos de queda nas vendas, mas poucas sobreviverem quando o caixa acaba. Liquidez dá tempo para ajustar a estratégia e aproveitar a retomada quando ela vier. 1
Lucas Caldardo Pereira Postado Quinta-feira às 22:21 Postado Quinta-feira às 22:21 On 04/08/2026 at 21:27, Claudio Bruno Martins disse: Atuo há mais de 18 anos com desenvolvimento de software e sou fundador de uma software house há mais de 8 anos. Nos últimos 3 anos, crescemos de forma consistente: aumentamos faturamento, conquistamos contratos maiores e entregamos bons resultados. Porém, nos últimos 5 meses, o cenário mudou rápido: Os 4 maiores contratos foram encerrados; 2 clientes relevantes atrasaram pagamentos; Ficamos mais dependentes de contratos menores; Já tivemos de reduzir parte da equipe para preservar caixa. Minha leitura inicial é que pode haver uma combinação de fatores: orçamento mais restrito nas empresas, juros altos, incerteza eleitoral e, talvez, uma mudança na percepção de valor do desenvolvimento sob demanda por causa da IA. O ponto em que estou travado é o seguinte: em um momento como esse, o mais racional é preservar caixa e reduzir o investimento em tráfego pago e na área comercial até o cenário melhorar, ou manter, ou até aumentar a prospecção, mesmo aceitando margens menores no curto prazo? Gostaria de visões sinceras, especialmente de quem vende serviços B2B, tecnologia ou consultoria. Minhas dúvidas principais: Quais indicadores vocês acompanhariam semanalmente para decidir entre corte de custos e aceleração de vendas? Até que ponto faz sentido reduzir preço ou margem para manter ocupação da equipe sem criar uma carteira ruim e difícil de sustentar Qual seria uma reserva de caixa mínima saudável para uma software house com equipe fixa? Quem passou por uma queda semelhante: qual decisão tomou e o que faria diferente hoje? Estou aberto a sugestões. A intenção é sair dessa situação e construir um plano mais racional para os próximos 6 a 12 meses. Up
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