Líderes
Conteúdo Popular
Exibindo conteúdo com a maior reputação em 01/30/26 in Posts
-
Guilherme, tudo bem? Eu trabalho há 11 em bancos de investimentos estrangeiros no total, atualmente em um banco Suiço. Coincidentemente, comecei aos 19 (sua idade). Vou te contar brevemente como foi minha entrada 12 anos atrás (o mundo mudou) e o que eu considero quando entrevisto estagiários/analistas para o time: 1. Da Porta de entrada "raiz": Vagas de Estágio/Trainee. Existem exceções? Existem! Mas ingressar no mercado financeiro sem considerar experiência, essa é a fresta mais ampla. 2. Do background técnico: Inglês/Excel com VBA é mandatório, python entrou forte no diferencial nos últimos 3 anos e nunca mais vi um Jr. entrar sem, principalmente as trilhas de Data Analysis, ainda que seja um basicão de Pandas/Matplotlib mas tem que saber mexer com infos, SQL tb é chato mas faz diferença. CPA-20/CEA (Agora C-PRO R/I) demonstram skin in the game, mas como são certificações mandatórias, sozinhas não dão espaço. Se tiver condições de investir em algum curso "forte" orientado pra oportunidade que está buscando, vai conseguir discutir os jargões e toda a parafernália com o entrevistador, faz toda diferença. 3. Do auto-conhecimento: O MF compõe um grande leque, cada profissão vai exigir um conjunto de habilidades exclusivas e fazer só por dinheiro vai te levar a ruina. Não é sobre no que você é bom, mas sobre o que você está disposto genuinamente a se dedicar pra melhorar a cada dia. 4. Tenha um "extra-mile". Se possível, pratique. Invista, monte modelos por "esporte", entre em competições de research de bancões, engorde seu portfólio de conhecimentos que tenha um lastro institucional forte. 5. "Embrace volatility" e esteja aberto a dar um passo atrás estratégico. Não existe carreira linear no MF, esteja disposto a abraçar o que tem na mão, mesmo que distante do que você quer. Meu objetivo base sempre foi ser prop trader em bancão, mas iniciei no mercado quando a Basiléia III estava estrangulando os bancos e por consequência secando as oportunidades para quem tinha 0 background como eu. Minha primeira oferta foi pra ser do back-office da tesouraria do Citi, não era o ideal, mas eu abracei e o "selo" de um banco americano no CV me projetou para oportunidades mais maduras 2 anos depois. Não me arrependo, e deu tudo certo. Extra: Have fun. Seja prático, focado, não se cobre tanto e trabalhe de forma inteligente. Faça conexões importantes ao longo da sua jornada, não só por interesse, mas por fit genuíno, elas tem peso=50% das oportunidades que vão surgir ao longo da sua vida. Se tiver alguma dúvida, dropa ai. E boa sorte.3 pontos
-
E isso aí Guilherme, concorcordo com as palavras do @Murillo Neri precisa começar . Muitas vezes precisamos "pagar pedágio" para alcançar nossos objetivos, trabalho no BB e por muitos anos trabalhei na PJ, hoje estou no SAC/Ouvidoria, pois precisei focar nos estudos e agora com o CEA irei buscar novas oportunidades. Senti ressistência em trabalhar ao SAC, mas somente esse setor eu pude ter a dimensão do que é um banco, fraudes, risco e atendimento ao cliente, temos a oportunidade de conversar com diversos profissionais que nem imagina que uma instituição possui. Desta forma foque nos estudos e networking, cada degrau será importante para construção da sua carreira. Sucesso.2 pontos
-
Olá, me chamo Guilherme, tenho 19 anos, venho procurando meu primeiro emprego no mercado financeiro, porém eu nunca tive um trabalho formal, e não tenho muita ideia de como funciona, tanto a forma de procurar um trabalho, quanto o que os recrutadores procuram nos candidatos, atualmente estou estudando para tirar a certificação CPA da ANBIMA e estudando melhor o pacote office. Se alguém poder me dar um norte, seria de grande ajuda, desde já agradeço.1 ponto
-
Oi Cássio, Antes de tudo parabéns por fazer um esforço para agregar nas suas capacidades fora do trabalho. Essa é a parte mais importante e o que você precisa manter o máximo possível. Quanto ao inglês em si: Meu entendimento é que pode ser que sim mas provavelmente não. O que funciona ou não depende do contexto. Ex: Raul fala de investir 25% da renda porque o contexto mais comum do público dele é de uma classe média alta (em torno de R$6.000,00 à R$12.000,00 de renda), mas no contexto de ganhando menos de R$4.500,00 essa "regra" não vale porque não é razoável pedir isso com quanto custa sobreviver no Brasil. O que influencia a resposta da sua pergunta é: Existem oportunidades próximas de você que o que faltaria para aproveitar é ter inglês? E essa questão é influenciada pelo tempo (pode ser que não agora, mas talvez no futuro). Dito isso, eu mesmo faço Duolingo mesmo que não tendo uma "razão explícita". Outras línguas tem jeitos de pensar diferentes (ex: inglês tem uma relação com tempo mais sofisticada que a nossa enquanto a gente tem a conjugação) e essas outras formas de pensar desenvolvem nossa mente. Aí te devolvo com outra pergunta: Aprender inglês pra você é só um meio de melhorar sua qualidade de vida? Se sim, é o melhor investimento que você poderia estar fazendo agora para subir pro próximo degrau?1 ponto
-
Vim ler o tópico por curiosidade. Ainda aprendendo sobre as possibilidades do mercado financeiro e estudando aquela que possivelmente me adequaria. Hoje não penso em transição de carreira, mas quem sabe uma oportunidade em fazer uma renda extra.1 ponto
-
Sim! É algo diferencial no currículo principalmente no Brasil que poucas pessoas falam inglês. Por experiência própria, existem inúmeras oportunidades que te abrem so pelo fato de falar inglês. Consegui uma oportunidade de trabalho no exterior devido a isso e antes de me mudar muito do meu crescimento veio do diferencial de falar ingles nas empresas onde trabalhei. Mesmo para o seu trabalho como porteiro você poderia trabalhar em multinacionais e receber estrageiros que venham a visitar a empresa ou ate mesmo um motorista de Uber que pode trabalhar como autônomo e transportar clientes estrageiros para uma empresa. Em fim sao inumeras novas oportunidades que o idioma te traz. Em relação ao tempo para fluência acredito que uns 4 anos estudando 2 horas por semana ou uns 2 anos fazendo um intensivo 5 a 6h por semana. Dica: consuma muito conteúdo em inglês tipo videos ou podcasts sobre assuntos que você gosta, nada de video de aprendizado pois é muito artificial, e esqueça legenda, mesmo que não entenda completamente. O ato de praticar a escuta é o principal ponto que ajuda seu cerebro a ir desbloqueando para o novo idioma.1 ponto
-
Pela minha experiência e dos meus pares que também trabalham remoto em inglês: - Quanto melhor seu inglês, maior sua chance. Tem vaga que contrata o Joel Santana, tem vaga que espera que você consiga se comunicar com mais clareza. Se você tem dificuldade na entrevista é sinal que precisa melhorar, caso contrário pode largar mão de qualquer insegurança com seu nível. - A porta de entrada são empresas que já têm brasileiros no time ou, mais acessível ainda, agências que te contratam e terceirizam pra empresas maiores. Alguns exemplos são BairesDev, Qubika, Turing, X-Team... - Depois que você entra fica mais fácil conseguir outras vagas pois você tem experiência no modelo de trabalho. Inclusive fica mais fácil conseguir contrato direto com as empresas em vez de através de agências, o que costuma melhorar o salário ou as condições do contrato.1 ponto
-
1 ponto
-
@Paulo Andre Zarpellon Você quer atuar como? Consultor? Assessor? Analista? Gestor? O primeiro ponto é que as provas da Anbima foram reestruturadas a partir deste ano, 2026. Dá uma olhada como funciona a nova dinâmica, além das informações de conteúdos, etc: https://www.anbima.com.br/pt_br/especial/novas-certificacoes-de-distribuicao.htm Aqui na AUVP, estamos atualizando a AUVP Pro, que é um curso para formar profissionais no mercado financeiro. No momento, não dá pra entrar justamente por causa deste processo de reestruturação, mas quando voltar, o link é https://auvp.pro/1 ponto
-
Agradeço as dicas e o apoio, tenho algumas planilhas que fiz quando comecei os estudos, irei atualizá-las e postar no LinkedIn. Estou buscando mais informações sobre como se portar nas entrevistas, não tinha pensado no Storytelling. Estarei pondo em prática, novamente agradeço o apoio Bolívar e Bia <31 ponto
-
@Guilherme Tigre, complementando esse ponto que a Bia trouxe: nas entrevistas, também acho legal treinar o seu storytelling (sua capacidade de narrar histórias). Afinal, os recrutadores querem te conhecer melhor, e não tem forma melhor do que ouvindo histórias que você tem para contar. Da mesma forma, é seu momento de "avaliar" a empresa também conhecendo mais sobre a cultura e o ambiente de trabalho.1 ponto
-
Oi, Guilherme! Espero que tenha sucesso iniciando sua trajetória profissional. Do ponto de vista do recrutador, o que esperamos na entrevista é que o candidato mostre aderência à vaga. O que eu quero dizer com isso: na hora de se candidatar, leia quais são os requisitos necessários e vá preparado para perguntas que envolvam essas necessidades. Não tem problema mostrar que está começando agora sua carreira, desde que mostre confiança nas respostas! A dica do Bolívar sobre apresentar algo é bem interessante. Boa parte dos candidatos não se dão ao trabalho de escrever um e-mail de apresentação demonstrando interesse na vaga, então fazer o básico bem feito já vai te ajudar muito. Pense também em quais são as suas habilidades que merecem ser destacadas caso o entrevistador pergunte algo sobre você. E tente fugir dos clichês, a ideia é ser honesto e sincero ;)1 ponto
-
Olá, @Guilherme Tigre. Cara, como você ainda não tem experiência formal, foca em mostrar suas habilidades e potencial de resolver problemas. Monte um perfil bem estruturado no LinkedIn e mostre o que você está aprendendo o que estuda. Se você domina Excel, crie uma planilha de controle de investimentos ou de análise de fluxo de caixa e compartilhe isso. O recrutador quer ver que, mesmo sem nunca ter assinado uma carteira, você já saiba colocar a mão na massa. Outro ponto é o networking. Busque pequenos escritórios de assessoria ou corretoras na sua região e tente uma aproximação. Peça uma conversa de dez minutos para entender a rotina deles, mostre que você está tirando a CPA e se coloque à disposição para aprender. Demonstrar um interesse verdadeiro em ajudar o negócio a crescer junto com você mesmo, antes mesmo de perguntar sobre o salário, é um diferencial legal. Ou seja, mostre seu valor. Abraços!1 ponto
