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Exibindo conteúdo com a maior reputação em 06/16/25 em todas as áreas

  1. Quando eu formei, lá no começo de 2019 antes da pandemia deu certo de vir trabalhar em Dourados MS, que é a cidade que eu nasci. Trabalhava numa ESF, aqui paga bem mais ou menos, mas por ser uma cidade de medio porte e estar perto da família não tinha gastos, quanto que quando comecei a investir, eu investia 100% do meu salário, com alguns meses investindo até mais. Eu particularmente não tinha preocupações no quesito financeiro, até porque não ter muitos gastos, não tinha necessidade de comprar carro, porque meus pais tinham um carro parado aqui, não pagava aluguel, energia, água... Minha namorada na época, atual esposa hoje, estava começando o sexto ano, podemos dizer que um objetivo era casar com ela kkkkk. Sobre residencia até hoje eu não fiz e não quero fazer, eu fiz duas pós, Medicina do Trabalho e Pericia, não cheguei a atuar, faço uma ou outra Pericia principalmente como Médico assistente. Mas acho que para quem sabe o que quer fazer e se vê trabalhando, acho que fazer residência direto é a melhor escolha, se conseguir passar, obviamente, talvez se quiser trabalhar antes, talvez a melhor escolha seja ir para o exército, na minha época segura a vaga por 1 ano, não sei como esta hoje em dia e nem quando você for se formar. Se a pessoa começar a trabalhar e ver o dinheiro entrando, acho muito difícil sair para vir residente depois, vai ganhar pouco, vai ser explorado, humilhando entre outros, isso na grande maioria dos serviços de residência, principalmente os da área cirúrgica. A minha esposa saiu direto da faculdade para fazer Pediatria, depois direto para a Cardio Pediatria e hoje esta fazendo fellow em Ecocardiografia, eu vejo o tanto que ela sofre, mas foi uma escolhe dela, torço que em Março de 2027, quando ela terminar tudo, esses 7 anos tenha compensado todo o esforço que ela esta tendo. Quem sabe lá eu veja que faça sentido eu fazer algo também, mas por agora sigo com o pensamento de não fazer. Sobre os grandes centros eu não posso te dizer, já que no MS até que esta "tranquilo", mas estamos longe de ser um grande centro. A minha esposa hoje esta fazendo residência em São José do Rio Preto, é uma cidade de 500k de habitantes, lá já é mais saturado que aqui, tanto que preferi continua trabalhando aqui no MS do que procurar algo por lá. Basicamente teria que dar plantão nas cidades próximas, que era algo que eu não queria, até porque temos a ideia de quando ela terminar vir para Dourados, vamos ver como vão estar as coisas quando ela terminar o fellow. Sobre salário, plantões vai depender muito da região, e para onde você quer ir. Na ESF eu recebia um pouco mais de 10k liquido, era bem pouco, mas como não tinha nenhuma despesa, compensava muito ficar aqui. Hoje eu faço plantão como Médico socorrista para uma concessionária, recebo 2159 Bruto plantão de 24 horas, não é muito, mas como o trabalho que eu gosto e a maioria dos dias são mais tranquilos, acho que compensa, faço em média 12/15 plantões por mês. Não escolhi fazer nenhuma residência, se fosse escolher pode ser que dinheiro fosse pesar na escolha sim, mas longe de ser o mais importante. Meu foco seria de trabalhar em algo que eu goste, que me vejo fazendo por um bom tempo, porque se for só dinheiro, não vai funcionar, a sorte que na nossa área, mesmo MFC você vai ganhar um dinheiro legal para a média da população, porém nem perto de uma dermatologista, oftalmo, psiquiatra, plástico .... E você, só por estar aqui antes do 5 ano, a chance de se dar bem é muito grande, independente da escolha que você faça. Não vai queimar dinheiro atoa, não vai comprar BMW para se aparecer entre os gastos atoas. O segredo é gastar menos do que ganha e investir 25%, o resto deixa para o tempo que ele resolve!
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  2. Fala pessoal! Sou acadêmico de medicina da sétima fase, filho de pais não médicos. Tenho algumas dúvidas aos médicos que aqui estão. É dificil de falar sobre finanças com desconhecidos pessoalmente, mas aqui a gente se ajuda. Como foi o período pós faculdade, ou seja, recém formado? Quais eram as preocupações, anseios, objetivos? Fizeram residencia direto? ou foram trabalhar para ter dinheiro antes de entrar na residência. Os grandes centros estão saturados? Essa chega a ser quase uma afirmação, ate quem nao é da área sabe que o mercado esta saturado Tem espaço pra crescer? Qual a margem salarial para generalista e depois para especialista e em seguida sub especialista? Fizeram Fellow, pós graduação ou residencia? Quando souberam para qual especialidade entrar? Foi por conveniencia, dinheiro ou identificação com a area escolhida? Agradeço pelas respostas!
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  3. Boa tarde Carlos! Sou médica dermatologista e realizo fellow em dermatoscopia e oncologia cutânea. Conclui a faculdade em 2021 e logo já fui para a residência em 2022 (finalizei recentemente). Acho que é essencial ter consciência das suas demandas financeiras obrigatórias, se mora sozinho/com família e suas perspectivas na medicina. O primeiro é definir a especialidade, se assim desejar, e focar sua energia o máximo possível para passar nela. Claro, pode ser que não tenha o conforto de estar em casa e ter mais gastos fixos. Mas acho que pensando a longo prazo (tanto em retorno financeiro quanto em qualidade de vida) vale a pena se esforçar para passar na residência o quanto antes e agregar somente o necessário de plantão/medicina trabalho/UBS para fechar as contas. Entrou na residência você adapta o quanto trabalha extra (ajudar fechar as contas e ter algum patrimônio). Acho que compensa já ir o quanto antes para a residência, tenho conhecidos que foram nessa de ganhar dinheiro, acostumaram com um novo estilo de vida e não conseguem mais estudar, além de terem que reduzir custo de vida para adaptar à rotina da residência. Pontos a se considerar: envelhecemos ("não rendemos tanto no trabalho"), se quer ter família e ser presente, se quer trabalhar em horário comercial/dia de semana, perfil de trabalho (emergência, ambulatorial, cirurgias/procedimentos), perspectiva de crescimento salarial (ou se prefere maior estabilidade)... Acho que o mercado do especialista não está saturado para os bons (claro que o início é difícil mesmo para quem é diferenciado, mas aparecem boas oportunidades sim, tenha um pouco de paciência). Se você está em um grande centro, acredito que vale a pena fazer um fellow pelo menos. Optei pelo fellow que a carga horária é menor (não remunerado, mas também não pago kkkk), já supre bem a minha área de interesse e concilio com trabalho em horário comercial. A tendência é cada vez mais subespecializar em grandes centros e você pode se tornar com o tempo referência na sua sub-área. Sobre pós graduação sou bem receosa, especialmente na minha área. Claro, a pessoa pode fazer pós, trabalhar na área por alguns anos e fazer prova de título. Porém não sai com a mesma preparação de pelo menos 3 anos com 60h/semanais, casos complexos que só param em hospitais de referência e ter aquela experiência de alguém que é referência ao seu lado e te orientando (muita coisa não está em livro). Já recebi muita besteira que fizeram em demandas bem básicas de pacientes de médicos de pós (acho complicado atuar em algo que não está apto). Espero ter ajudado! Qualquer coisa, só avisar
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  4. Gratidao @Danilo Alves Silva Spinola Barbosa!, me ajudou a pensar sobre como quero trabalhar. Ja morei no MS, mas ainda quando criança. Pensei que por ser interior remunerasse melhor na ESF. A cidade que resido atualmente, Brusque SC, paga 20 mil limpo para o medico da familia ( sem necessidade de residencia em MFC). Nao pretendo ostentar quando sair da faculdade, venho de uma familia que lutou pra ter o que tem e me ensinou sobre consciencia sobre o dinheiro. E como eu fiz AUVP sei como manejar tambem.
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