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Conteúdo Popular

Exibindo conteúdo com a maior reputação em 08/04/25 em todas as áreas

  1. Oi, Carlos Sou médico generalista, moro em brasília, tenho 28 anos e me formei em junho de 2024. Realmente o mercado está saturado para médicos que possuem apenas um diploma de medicina, mas não para médicos que se destacam sobre os outros. Moro em uma das principais cidades do país, então isso influencia no mercado, pois acaba que aqui tem muitas oportunidades de empregos médicos em setores que nem se quer existem em cidades pequenas, como médico de plantões em aeroportos, diversas empresas particulares de ambulância, médicos para eventos grandes, diversas clinicas de pequeno a grande porte, sem contar os diversos hospitais, UPAS e UBS. Acaba que na minha cidade um dos maiores desafios frente a essa saturação foi conseguir contatos para ingressar no mercado de trabalho, é muito importante aproveitar o contato que você tem com os médicos durante a faculdade para que eles te indiquem em serviços quando você formar. Muitos amigos entraram em bons serviços que são bem remunerados só por conhecer alguém que os indicou. Amigos da sua própria faculdade também acabam te indicando, então tenha bons relacionamentos Fora os contatos, acaba que os serviços mais disponíveis eram aqueles na emergência e acaba que muitos formam com receio de pegar porque são pacientes graves e você precisa ter agilidade e saber condutas pra prescrever e manejar. Muitas faculdades não formam médicos prontos pra esse tipo de situação, não é atoa que cada vez mais cresce cursos pra ensinar médicos na pratica a atender na emergência para os primeiros plantões. Mas diante disso tudo, na minha cidade, vejo cenários de amigos que trabalham em clinicas populares com cargas horárias de 24-36 horas semanais, pagando 20 reais por paciente, logo são obrigados a fazer consultas em 5 min pra conseguir ganhar no volume e assim lucram entre 6k a 12k(depende do tanto de horas e pacientes). Mas também conheço amigos que trabalham quase todos os dias, dando plantões em PS de UPAs e Hospitais, recebendo 1200/12h, resultando em 25 a 30k por mês, porém eles quase não descansam. Hoje eu trabalho pra uma empresa privada de ambulância, faço 36h semanais, mas a maiores das horas é sobreaviso, então fico em casa e só sou acionado quando tem alguma emergência, faço entorno de 11k a 16k.Tive essa oportunidade de chegar nesse emprego. Eu poderia estar recebendo mais para ajudar minha familia(tenho uma família bem humilde e que todo mês o financeiro aperta), mas preso por essas horas livres pra estudar pra residência e no futuro receber mais, logo conseguiria ajudar mais. Resumindo: 1- Faça bons networkings durantes a faculdade 2- Se esforce nos estudos para estar preparado para os tipos de plantões e se destacar sobre os demais 3- Se especialize, faça residência, isso é um tipo de investimento, você se esforça agora para receber mais no futuro e trabalhar menos. 4- BÔNUS(Você pode acabar recebendo um bom salário, mas nunca deixe se levar pelos passivos, tem muito médico que ganha bem, mas torra em passivos, então pense no que você gasta o tanto quanto você pensa no que gasta) Quiser trocar ideia depois, é noix 😁
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  2. Boa noite, Carlos, tudo bem? Vi que já tem ótimas respostas, e, diferentes visões de diferentes profissionais, mas, passo aqui para deixar meu relato para você. Sou médico, formado em 2024.1, pela UFOP, e, por ser natural de Belo Horizonte, logo que me formei, retornei para BH, onde hoje vivo com minha esposa, também médica, que tem RQE em Clínica Médica. O mercado médico está saturando, sem sombra de dúvidas... cada vez mais vemos plantões não tão bem remunerados sendo cobertos com bastante rapidez, mas, ainda acredito, que independente da sua especialidade, prevalecem os profissionais com qualidade no serviço prestado. No início é difícil conseguir os primeiros plantões, e, o QI ajuda muito, mas, uma vez que entrar em algum serviço, em 99% dos casos, será a qualidade do trabalho desempenhado por você que definirá se será mantido ou retirado de lá. E, a partir do momento que se estabelece como um profissional bom, as oportunidades surgem, muitas vezes sem possibilitar uma rotina, principalmente como recém formado, que atuará na maioria das vezes na cobertura de plantões, mas, que é mais do que suficiente para ter uma agenda cheia de trabalho e com boa remuneração. Atualmente, trabalho uma média de 60h semanais, algumas semanas pouco a menos e algumas pouco a mais. Tenho contrato com a PBH de 12h semanais, que paga bem pouco o plantão, mas, é algo certo, todo quinto dia útil do mês está na conta, e, além disso, trabalho via PJ em um serviço que paga 1.400,00 bruto o plantão de segunda dia a sexta dia, e, 1.500,00 bruto o plantão de sexta noite a domingo noite. Quanto a questão salarial, desde que me formei, tenho uma renda média de 20 mil reais líquidos, e, hoje não me vejo com disponibilidade de tempo e dem disponibilidade física para trabalhar e ganhar mais que isso, mas, se seu objetivo for somente financeiro, você consegue retornos ainda maiores com a nossa profissão. Até hoje, ainda existem muitas ofertas de emprego, então, em alguns momentos, ainda verá plantões descobertos mesmo com "pagamento a vista" ou proposta de "horário parcial" a fim de cobertura imediata. Diante do planejamento de me casar em 2025 (me casei em fevereiro deste ano), e, com minha esposa, no momento do planejamento, fazendo residência de clínica médica, optei por não fazer residência direto. Além disso, vim de uma realidade de onde nunca me faltou nada, mas, que o dinheiro muitas vezes era contado, isso quanto a conta não ficava no negativo, portanto, optei trabalhar, criar um colchão financeiro primeiro, e, cuidar da minha prioridade, que é a constituição e manutenção da minha família. Não me arrependo da minha escolha, mas, é inevitável fazer residência médica. Em um mercado cada vez mais cheio, e, com profissionais cada vez mais superficiais (em conhecimento), é o trabalho da residência que te lapida e te faz crescer. Por si só, em grande parte das especialidade, a residência até te abre portas, mas, não substitui a necessidade de marketing, e, outras estratégias de publicidade / visibilidade associadas, para que possa vender seu serviço e de fato alcançar uma remuneração diferenciada. Portanto, é difícil falar sobre salários para especialista / subespecialista, pois, dependerá muito da especialidade, e, de como trabalhará. Por fim, a escolha da especialidade eu confesso que ainda é um desafio pra mim, mas, a cada dia que passa e, à medida que vou trabalhando, observo que na nossa profissão (diante de tamanha pressão), é difícil alguém se sustentar apenas por retorno financeiro / conveniência. É necessário gostar, pelo menos minimamente do que você faz, e, em uma profissão até então muito privilegiada, os retornos serão consequência do seu bom trabalho, muito mais fácil de ser realizado, se for em algo que você gosta. Espero que meu relato tenha te ajudado, e, estou a disposição se quiser tirar qualquer dúvida, sobre a profissão, vida de recém formado ou o que for. Grande abraço, Matheus Paulino Soares
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  3. acho que a resposta variara muito de onde vc quiser fazer a residencia há serviços e serviços, especialidades e especialidades, cargas horárias e cargas horárias caso o local de residencia de para viver com a bolsa (pesquise antes quanto vai gastar mais ou menos), dá para ir direto... é ruim, é apertado, não dá para guardar nada. mas fui o que escolhi e acho que foi bom dado que peguei o embalo direto dos estudos e nao se apresse sobre a escolha da area da residencia. vai vivendo a faculdade e nos estágios e ligas vc vive a prática e ve o que mais gosta
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  4. Bom dia, Carlos! Em relação à minha experiência: sou formada há quase 6 anos e terminei a residência de MFC há 3 e meio. Fiz somente alguns plantões nos 1-2 meses antes de começar a residência. Minha formação foi em Maringá-PR, e neste período inicial como vários se formam de uma vez você só conseguia plantão em cidades mais distantes, com pouca estrutura, então era meio perrengue. Os plantões pagavam em média 800-1000 reais se não me engano. Tinha oportunidades em ESFs também, no geral em cidades também mais distantes. Para meus colegas que ficaram mais tempo trabalhando antes da residência no geral foram aparecendo oportunidades mais próximas da cidade depois. Não tive dificuldades financeiras na residência de MFC pois fiz pela prefeitura de Florianópolis, onde há complemento de bolsa, o que me permitia viver com cerca de 6k por mês. Conseguia guardar uns 20-30% em investimentos, mas porque optei por não viver com grandes luxos na época. Morava em uma kitnet e não tinha carro, ia ver minha família no Paraná cerca de uma vez ao mês, considerava a qualidade de vida ótima mesmo assim, dava pra viajar, não tinha que ficar contando centavos hehe. Após terminar minha residência fui morar no interior do RS pois meu namorado foi fazer residência em psiquiatria lá. Morei 3 anos em uma cidade de interior, trabalhando em UBS por PJ, com salário líquido de cerca de 14k. Após meu namorado terminar a residência mudamos para Itajaí-SC, onde trabalho em na saúde suplementar como médica de família, a Unimed daqui tem uma atenção primária no próprio plano. Pretendo me cooperar mas inicialemente sou contratada. Recebo por horas trabalhadas, como se fosse em plantão porém em regime ambulatorial (tenho meus pacientes, é bem parecido com uma UBS porém no plano privado). Recebo uma remuneração extra que varia a depender se consigo atingir alguns indicadores nos meus pacientes, o que faz com que eu receba cerca de 22-25k líquido ao mês. Meu namorado recebe por consulta realizada, também trabalha maior parte do tempo no plano também contratado (não cooperado), cerca de 130 reais por consulta aqui e uma vez por semana ele atende no particular em um turno, cerca de 500 reais por consulta (no geral ele faz uma consulta por hora) porém tem que descontar os impostos e o aluguel da clínica privada, que era cerca de 800 por mês se não reajustaram por uma tarde por semana. Mas isso tudo vai depender de opções de especialidade, pois há outros colegas nossos médicos aqui que têm outras especialidades e que têm mais dificuldades de atender pela Unimed de forma contratada, vai depender se a especialidade é já abundante no plano ou não pelo que observamos. Por exemplo: vemos que não há vagas para cooperação disponíveis facilmente na região para ginecologia ou especialidades cirúrgicas. Fiz o concurso para a cidade também mas agora que entrei na Unimed penso em não assumir, pois onde estou agora tem melhor remuneração e, mais importante que isso, maior flexibilidade de carga horária caso um dia eu deseje mudar horários de trabalho ou planejar mudar carga horária para menos. Não pretendo trabalhar 40h para sempre hehe. Espero ter ajudado, fico à disposição, caswo precise chame no Whats 44988644775. Aliás bom conhecer outros médicos aqui! Temos que conversar mais vezes! Topo inclusive um grupo de whatsapp ou similar kkkk
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