Amanda Domingos Cordeiro Postado 16 de Junho de 2025 Postado 16 de Junho de 2025 Boa tarde Carlos! Sou médica dermatologista e realizo fellow em dermatoscopia e oncologia cutânea. Conclui a faculdade em 2021 e logo já fui para a residência em 2022 (finalizei recentemente). Acho que é essencial ter consciência das suas demandas financeiras obrigatórias, se mora sozinho/com família e suas perspectivas na medicina. O primeiro é definir a especialidade, se assim desejar, e focar sua energia o máximo possível para passar nela. Claro, pode ser que não tenha o conforto de estar em casa e ter mais gastos fixos. Mas acho que pensando a longo prazo (tanto em retorno financeiro quanto em qualidade de vida) vale a pena se esforçar para passar na residência o quanto antes e agregar somente o necessário de plantão/medicina trabalho/UBS para fechar as contas. Entrou na residência você adapta o quanto trabalha extra (ajudar fechar as contas e ter algum patrimônio). Acho que compensa já ir o quanto antes para a residência, tenho conhecidos que foram nessa de ganhar dinheiro, acostumaram com um novo estilo de vida e não conseguem mais estudar, além de terem que reduzir custo de vida para adaptar à rotina da residência. Pontos a se considerar: envelhecemos ("não rendemos tanto no trabalho"), se quer ter família e ser presente, se quer trabalhar em horário comercial/dia de semana, perfil de trabalho (emergência, ambulatorial, cirurgias/procedimentos), perspectiva de crescimento salarial (ou se prefere maior estabilidade)... Acho que o mercado do especialista não está saturado para os bons (claro que o início é difícil mesmo para quem é diferenciado, mas aparecem boas oportunidades sim, tenha um pouco de paciência). Se você está em um grande centro, acredito que vale a pena fazer um fellow pelo menos. Optei pelo fellow que a carga horária é menor (não remunerado, mas também não pago kkkk), já supre bem a minha área de interesse e concilio com trabalho em horário comercial. A tendência é cada vez mais subespecializar em grandes centros e você pode se tornar com o tempo referência na sua sub-área. Sobre pós graduação sou bem receosa, especialmente na minha área. Claro, a pessoa pode fazer pós, trabalhar na área por alguns anos e fazer prova de título. Porém não sai com a mesma preparação de pelo menos 3 anos com 60h/semanais, casos complexos que só param em hospitais de referência e ter aquela experiência de alguém que é referência ao seu lado e te orientando (muita coisa não está em livro). Já recebi muita besteira que fizeram em demandas bem básicas de pacientes de médicos de pós (acho complicado atuar em algo que não está apto). Espero ter ajudado! Qualquer coisa, só avisar 1 1
Ana Carolina Liberatti Barros Postado 18 de Junho de 2025 Postado 18 de Junho de 2025 Bom dia, Carlos! Em relação à minha experiência: sou formada há quase 6 anos e terminei a residência de MFC há 3 e meio. Fiz somente alguns plantões nos 1-2 meses antes de começar a residência. Minha formação foi em Maringá-PR, e neste período inicial como vários se formam de uma vez você só conseguia plantão em cidades mais distantes, com pouca estrutura, então era meio perrengue. Os plantões pagavam em média 800-1000 reais se não me engano. Tinha oportunidades em ESFs também, no geral em cidades também mais distantes. Para meus colegas que ficaram mais tempo trabalhando antes da residência no geral foram aparecendo oportunidades mais próximas da cidade depois. Não tive dificuldades financeiras na residência de MFC pois fiz pela prefeitura de Florianópolis, onde há complemento de bolsa, o que me permitia viver com cerca de 6k por mês. Conseguia guardar uns 20-30% em investimentos, mas porque optei por não viver com grandes luxos na época. Morava em uma kitnet e não tinha carro, ia ver minha família no Paraná cerca de uma vez ao mês, considerava a qualidade de vida ótima mesmo assim, dava pra viajar, não tinha que ficar contando centavos hehe. Após terminar minha residência fui morar no interior do RS pois meu namorado foi fazer residência em psiquiatria lá. Morei 3 anos em uma cidade de interior, trabalhando em UBS por PJ, com salário líquido de cerca de 14k. Após meu namorado terminar a residência mudamos para Itajaí-SC, onde trabalho em na saúde suplementar como médica de família, a Unimed daqui tem uma atenção primária no próprio plano. Pretendo me cooperar mas inicialemente sou contratada. Recebo por horas trabalhadas, como se fosse em plantão porém em regime ambulatorial (tenho meus pacientes, é bem parecido com uma UBS porém no plano privado). Recebo uma remuneração extra que varia a depender se consigo atingir alguns indicadores nos meus pacientes, o que faz com que eu receba cerca de 22-25k líquido ao mês. Meu namorado recebe por consulta realizada, também trabalha maior parte do tempo no plano também contratado (não cooperado), cerca de 130 reais por consulta aqui e uma vez por semana ele atende no particular em um turno, cerca de 500 reais por consulta (no geral ele faz uma consulta por hora) porém tem que descontar os impostos e o aluguel da clínica privada, que era cerca de 800 por mês se não reajustaram por uma tarde por semana. Mas isso tudo vai depender de opções de especialidade, pois há outros colegas nossos médicos aqui que têm outras especialidades e que têm mais dificuldades de atender pela Unimed de forma contratada, vai depender se a especialidade é já abundante no plano ou não pelo que observamos. Por exemplo: vemos que não há vagas para cooperação disponíveis facilmente na região para ginecologia ou especialidades cirúrgicas. Fiz o concurso para a cidade também mas agora que entrei na Unimed penso em não assumir, pois onde estou agora tem melhor remuneração e, mais importante que isso, maior flexibilidade de carga horária caso um dia eu deseje mudar horários de trabalho ou planejar mudar carga horária para menos. Não pretendo trabalhar 40h para sempre hehe. Espero ter ajudado, fico à disposição, caswo precise chame no Whats 44988644775. Aliás bom conhecer outros médicos aqui! Temos que conversar mais vezes! Topo inclusive um grupo de whatsapp ou similar kkkk 1
Evelyn Nakahira Postado 18 de Junho de 2025 Postado 18 de Junho de 2025 acho que a resposta variara muito de onde vc quiser fazer a residencia há serviços e serviços, especialidades e especialidades, cargas horárias e cargas horárias caso o local de residencia de para viver com a bolsa (pesquise antes quanto vai gastar mais ou menos), dá para ir direto... é ruim, é apertado, não dá para guardar nada. mas fui o que escolhi e acho que foi bom dado que peguei o embalo direto dos estudos e nao se apresse sobre a escolha da area da residencia. vai vivendo a faculdade e nos estágios e ligas vc vive a prática e ve o que mais gosta 1
Renato Suassuna Postado 21 de Junho de 2025 Postado 21 de Junho de 2025 On 10/06/2025 at 15:54, Carlos Augusto Benaci Gregol disse: Fala pessoal! Sou acadêmico de medicina da sétima fase, filho de pais não médicos. Tenho algumas dúvidas aos médicos que aqui estão. É dificil de falar sobre finanças com desconhecidos pessoalmente, mas aqui a gente se ajuda. Como foi o período pós faculdade, ou seja, recém formado? Quais eram as preocupações, anseios, objetivos? Fizeram residencia direto? ou foram trabalhar para ter dinheiro antes de entrar na residência. Os grandes centros estão saturados? Essa chega a ser quase uma afirmação, ate quem nao é da área sabe que o mercado esta saturado Tem espaço pra crescer? Qual a margem salarial para generalista e depois para especialista e em seguida sub especialista? Fizeram Fellow, pós graduação ou residencia? Quando souberam para qual especialidade entrar? Foi por conveniencia, dinheiro ou identificação com a area escolhida? Agradeço pelas respostas! Fala, Carlos, tudo bem? Concluí o curso em 2019, também não sou filho de médicos, fiz faculdade pública e não tinha herança (nem dívidas). Fiz prova para residência assim que acabei a faculdade, fui aprovado e guardei a vaga durante um ano que fiquei no serviço militar obrigatório. Minha preocupação/objetivo inicial era entrar logo na residência, já que, com o aumento nas vagas do curso que vem ocorrendo nos últimos anos, queria me diferenciar o quanto antes, e não existe momento melhor para a residência do que assim que você se forma. Você já vivia sem renda, no máximo com alguma bolsa de pesquisa ou uma mesada, então não fica tão difícil viver com a bolsa de residência, dando alguns plantões para complementar. Como formei no meio do ano, trabalhei 6 meses na atenção básica e após isso fui para o exército. A experiência pra mim foi bem positiva, você recebe um salário fixo, cumpre suas obrigações militares e ainda consegue trabalhar fora. A vida como médico militar varia muito de acordo com o lugar e função que você exerce, se servir num hospital militar você terá uma rotina mais próxima do médico "normal", já se for para um batalhão terá mais atividades militares, missões, acampamentos, tiro... Depende muito, também, do quanto o seu superior hierárquico é flexível. Como foi ano de pandemia, trabalhei em hospital de campanha e consegui fazer um pé de meia pra ir mais tranquilo para a residência. O mais importante nessa fase é manter o seu padrão de vida controlado, não fazer dívidas (carro, apartamento...), não se deixar influenciar pelo que os outros estão fazendo ou comprando, não cair no "canto da sereia" (médico costuma ser presa fácil, você nem recebe o seu primeiro salário, entra em qualquer agência e já te levam para o "prime/personnalité/select", te dão um cartão preto com limite alto e fazem você sentir-se rico. Entra na concessionária pra comprar um 1.0 e o vendedor já te mostra o carro de 250k que é mais compatível com a sua profissão... Manter a vida simples é essencial pra te dar liberdade de escolha e poder dedicar tempo à sua formação, principalmente se for necessário mudar pra um grande centro na residência. Se você tiver alguma situação específica, uma dívida pra pagar, faculdade particular, tiver que chegar junto financeiramente em casa, tenha um plano pra resolver isso (e um prazo), mantenha os pés no chão e não deixe que isso atrapalhe a sua formação no longo prazo. Dificilmente alguém que se deslumbra, financia um "carrão" e tem uma fatura alta no cartão vai conseguir baixar o custo para fazer residência, principalmente se for em alguma área onde a residência exige mais tempo (e sendo o período onde vai aprender a especialidade que você vai exercer para toda a vida, o ideal é ter tempo para estudar também, né?) Sobre o mercado estar "saturado", você sempre vai ver os terroristas dizendo que não vale mais à pena ser médico, e também vai ver alguns picaretas ostentando no instagram... Não acredite em nenhum deles. É uma profissão que vai exigir muito de você, mas com dedicação, você será bem recompensado. Se fizer só pelo dinheiro, existem formas mais fáceis de se dar bem, e provavelmente você vai se frustrar. Se você encontrar propósito no que faz, vai ter ânimo pra superar as dificuldades, se aperfeiçoar e ter sucesso na profissão (não só financeiro). A formação técnica é essencial, mas não é mais suficiente. Você vai precisar trabalhar várias outras habilidades, saber lidar com pessoas, aprender a vender o seu serviço. Antes bastava ser médico, você era respeitado, o paciente esperava um turno inteiro pela sua consulta e o que você dizia era verdade absoluta. Não precipite a escolha da especialidade, vá estudando, conhecendo, acompanhe médicos que você admira em atividades além da faculdade, observe o perfil dos pacientes, a rotina da especialidade, desde os residentes em formação até os chefes e imagine se aquilo se encaixa no que você tem como objetivo de vida. A medicina é muito ampla, algumas especialidades trabalham basicamente em plantões, outras permitem trabalhar de segunda a sexta. Umas fazem procedimentos longos, outras tem procedimentos mais rápidos, outras apenas consultório. Radiologistas e patologistas praticamente não tem contato com o paciente, enquanto um médico de família vai precisar construir um vínculo profundo. Em algumas áreas você vai precisar de uma estrutura hospitalar maior, não dá pra morar no interior. Em outras, você consegue trabalhar em uma sala com uma mesa e uma cadeira... Sobre a remuneração, difícil falar em valores, porque tem muitas variáveis envolvidas. Via de regra, especialidades que fazem procedimentos tem remuneração melhor do que os que apenas fazem atendimentos de consultório (mas alguns clínicos conseguem ganhar muuito bem oferecendo um serviço diferenciado no consultório, com todas as vantagens de ter uma vida mais controlada). Fiz residência em ortopedia e traumatologia e depois fui pra SP fazer sub em cirurgia do ombro e cotovelo, concluí esse ano e vou voltar pra minha cidade (capital no nordeste, +- 1 milhão de habitantes) pra começar minha carreira. Até aqui, não me arrependo de nada, gosto muito do que faço e tenho uma perspectiva bastante positiva do futuro. Sucesso pra você! Qualquer dúvida, é só falar! 2 1
Carlos Gregol Postado 23 de Junho de 2025 Author Postado 23 de Junho de 2025 @Renato Suassuna Barreto Sotero Rosasem sombra de duvida um dos melhores textos que ja por aqui. Gratidão por ter me ajudado a visualizar melhor o futuro. Ja tenho alguns planos traçados e com certeza tomarei nota do que tu disse para auxliar neles. 1
Matheus Paulino Soares Postado 28 de Junho de 2025 Postado 28 de Junho de 2025 (edited) Boa noite, Carlos, tudo bem? Vi que já tem ótimas respostas, e, diferentes visões de diferentes profissionais, mas, passo aqui para deixar meu relato para você. Sou médico, formado em 2024.1, pela UFOP, e, por ser natural de Belo Horizonte, logo que me formei, retornei para BH, onde hoje vivo com minha esposa, também médica, que tem RQE em Clínica Médica. O mercado médico está saturando, sem sombra de dúvidas... cada vez mais vemos plantões não tão bem remunerados sendo cobertos com bastante rapidez, mas, ainda acredito, que independente da sua especialidade, prevalecem os profissionais com qualidade no serviço prestado. No início é difícil conseguir os primeiros plantões, e, o QI ajuda muito, mas, uma vez que entrar em algum serviço, em 99% dos casos, será a qualidade do trabalho desempenhado por você que definirá se será mantido ou retirado de lá. E, a partir do momento que se estabelece como um profissional bom, as oportunidades surgem, muitas vezes sem possibilitar uma rotina, principalmente como recém formado, que atuará na maioria das vezes na cobertura de plantões, mas, que é mais do que suficiente para ter uma agenda cheia de trabalho e com boa remuneração. Atualmente, trabalho uma média de 60h semanais, algumas semanas pouco a menos e algumas pouco a mais. Tenho contrato com a PBH de 12h semanais, que paga bem pouco o plantão, mas, é algo certo, todo quinto dia útil do mês está na conta, e, além disso, trabalho via PJ em um serviço que paga 1.400,00 bruto o plantão de segunda dia a sexta dia, e, 1.500,00 bruto o plantão de sexta noite a domingo noite. Quanto a questão salarial, desde que me formei, tenho uma renda média de 20 mil reais líquidos, e, hoje não me vejo com disponibilidade de tempo e dem disponibilidade física para trabalhar e ganhar mais que isso, mas, se seu objetivo for somente financeiro, você consegue retornos ainda maiores com a nossa profissão. Até hoje, ainda existem muitas ofertas de emprego, então, em alguns momentos, ainda verá plantões descobertos mesmo com "pagamento a vista" ou proposta de "horário parcial" a fim de cobertura imediata. Diante do planejamento de me casar em 2025 (me casei em fevereiro deste ano), e, com minha esposa, no momento do planejamento, fazendo residência de clínica médica, optei por não fazer residência direto. Além disso, vim de uma realidade de onde nunca me faltou nada, mas, que o dinheiro muitas vezes era contado, isso quanto a conta não ficava no negativo, portanto, optei trabalhar, criar um colchão financeiro primeiro, e, cuidar da minha prioridade, que é a constituição e manutenção da minha família. Não me arrependo da minha escolha, mas, é inevitável fazer residência médica. Em um mercado cada vez mais cheio, e, com profissionais cada vez mais superficiais (em conhecimento), é o trabalho da residência que te lapida e te faz crescer. Por si só, em grande parte das especialidade, a residência até te abre portas, mas, não substitui a necessidade de marketing, e, outras estratégias de publicidade / visibilidade associadas, para que possa vender seu serviço e de fato alcançar uma remuneração diferenciada. Portanto, é difícil falar sobre salários para especialista / subespecialista, pois, dependerá muito da especialidade, e, de como trabalhará. Por fim, a escolha da especialidade eu confesso que ainda é um desafio pra mim, mas, a cada dia que passa e, à medida que vou trabalhando, observo que na nossa profissão (diante de tamanha pressão), é difícil alguém se sustentar apenas por retorno financeiro / conveniência. É necessário gostar, pelo menos minimamente do que você faz, e, em uma profissão até então muito privilegiada, os retornos serão consequência do seu bom trabalho, muito mais fácil de ser realizado, se for em algo que você gosta. Espero que meu relato tenha te ajudado, e, estou a disposição se quiser tirar qualquer dúvida, sobre a profissão, vida de recém formado ou o que for. Grande abraço, Matheus Paulino Soares Editado 28 de Junho de 2025 por Matheus Paulino Soares 1 1
Maickon Luiz Silva Dos Santos Postado 1 de Agosto de 2025 Postado 1 de Agosto de 2025 (edited) Oi, Carlos Sou médico generalista, moro em brasília, tenho 28 anos e me formei em junho de 2024. Realmente o mercado está saturado para médicos que possuem apenas um diploma de medicina, mas não para médicos que se destacam sobre os outros. Moro em uma das principais cidades do país, então isso influencia no mercado, pois acaba que aqui tem muitas oportunidades de empregos médicos em setores que nem se quer existem em cidades pequenas, como médico de plantões em aeroportos, diversas empresas particulares de ambulância, médicos para eventos grandes, diversas clinicas de pequeno a grande porte, sem contar os diversos hospitais, UPAS e UBS. Acaba que na minha cidade um dos maiores desafios frente a essa saturação foi conseguir contatos para ingressar no mercado de trabalho, é muito importante aproveitar o contato que você tem com os médicos durante a faculdade para que eles te indiquem em serviços quando você formar. Muitos amigos entraram em bons serviços que são bem remunerados só por conhecer alguém que os indicou. Amigos da sua própria faculdade também acabam te indicando, então tenha bons relacionamentos Fora os contatos, acaba que os serviços mais disponíveis eram aqueles na emergência e acaba que muitos formam com receio de pegar porque são pacientes graves e você precisa ter agilidade e saber condutas pra prescrever e manejar. Muitas faculdades não formam médicos prontos pra esse tipo de situação, não é atoa que cada vez mais cresce cursos pra ensinar médicos na pratica a atender na emergência para os primeiros plantões. Mas diante disso tudo, na minha cidade, vejo cenários de amigos que trabalham em clinicas populares com cargas horárias de 24-36 horas semanais, pagando 20 reais por paciente, logo são obrigados a fazer consultas em 5 min pra conseguir ganhar no volume e assim lucram entre 6k a 12k(depende do tanto de horas e pacientes). Mas também conheço amigos que trabalham quase todos os dias, dando plantões em PS de UPAs e Hospitais, recebendo 1200/12h, resultando em 25 a 30k por mês, porém eles quase não descansam. Hoje eu trabalho pra uma empresa privada de ambulância, faço 36h semanais, mas a maiores das horas é sobreaviso, então fico em casa e só sou acionado quando tem alguma emergência, faço entorno de 11k a 16k.Tive essa oportunidade de chegar nesse emprego. Eu poderia estar recebendo mais para ajudar minha familia(tenho uma família bem humilde e que todo mês o financeiro aperta), mas preso por essas horas livres pra estudar pra residência e no futuro receber mais, logo conseguiria ajudar mais. Resumindo: 1- Faça bons networkings durantes a faculdade 2- Se esforce nos estudos para estar preparado para os tipos de plantões e se destacar sobre os demais 3- Se especialize, faça residência, isso é um tipo de investimento, você se esforça agora para receber mais no futuro e trabalhar menos. 4- BÔNUS(Você pode acabar recebendo um bom salário, mas nunca deixe se levar pelos passivos, tem muito médico que ganha bem, mas torra em passivos, então pense no que você gasta o tanto quanto você pensa no que gasta) Quiser trocar ideia depois, é noix 😁 Editado 1 de Agosto de 2025 por Maickon Luiz Silva Dos Santos 1
Iago Bacchiega Postado 29 de Agosto de 2025 Postado 29 de Agosto de 2025 (edited) On 10/06/2025 at 15:54, Carlos Augusto Benaci Gregol disse: Fala pessoal! Sou acadêmico de medicina da sétima fase, filho de pais não médicos. Tenho algumas dúvidas aos médicos que aqui estão. É dificil de falar sobre finanças com desconhecidos pessoalmente, mas aqui a gente se ajuda. Como foi o período pós faculdade, ou seja, recém formado? Quais eram as preocupações, anseios, objetivos? Fizeram residencia direto? ou foram trabalhar para ter dinheiro antes de entrar na residência. Os grandes centros estão saturados? Essa chega a ser quase uma afirmação, ate quem nao é da área sabe que o mercado esta saturado Tem espaço pra crescer? Qual a margem salarial para generalista e depois para especialista e em seguida sub especialista? Fizeram Fellow, pós graduação ou residencia? Quando souberam para qual especialidade entrar? Foi por conveniencia, dinheiro ou identificação com a area escolhida? Agradeço pelas respostas! On 10/06/2025 at 15:54, Carlos Augusto Benaci Gregol disse: Fala pessoal! Sou acadêmico de medicina da sétima fase, filho de pais não médicos. Tenho algumas dúvidas aos médicos que aqui estão. É dificil de falar sobre finanças com desconhecidos pessoalmente, mas aqui a gente se ajuda. Como foi o período pós faculdade, ou seja, recém formado? Quais eram as preocupações, anseios, objetivos? Fizeram residencia direto? ou foram trabalhar para ter dinheiro antes de entrar na residência. Os grandes centros estão saturados? Essa chega a ser quase uma afirmação, ate quem nao é da área sabe que o mercado esta saturado Tem espaço pra crescer? Qual a margem salarial para generalista e depois para especialista e em seguida sub especialista? Fizeram Fellow, pós graduação ou residencia? Quando souberam para qual especialidade entrar? Foi por conveniencia, dinheiro ou identificação com a area escolhida? Agradeço pelas respostas! Boa noite, Carlos Augusto, tudo certo? Sou colega neurologista. Entrei na graduação com 20 anos na USP de Ribeirão Preto-SP e desde o início tinha interesse em neurofisiologia e neuroanatomia, fiz 2 anos de Iniciação Científica em neurofisio (era bem fácil por aqui), passei na residência de neurologia na mesma instituição e tranquei a vaga durante 1 ano para o exército (fiquei em Taubaté-SP). Logo voltei, completei os 3 anos de residência em Ribeirão e fiz um 4º ano de Fellowship em neurologia vascular. Atualmente sou médico contratado no mesmo serviço e sinceramente planejo mudar o contexto em breve pois estou pensando em empreender no ramo de neurorreabilitação (conversa p/ msg inbox rsrs). Sendo mais direto: 1) Escolha de carreira: o ideal é equilibrar aquela aptidão pessoal (cirúrgico? clínico? misto de ambos?) com uma área que lhe dê perspectiva de progressão de carreira após estudo de mercado e conversa exaustiva com os profissionais mais velhos. Não seja de extremos: $ VS subjetivismo. Para encontrar o ponto de equilíbrio sugiro observar quais áreas você se interessa na graudação e perguntar para a maioria dos médicos formados nela como andam suas vidas profissionais e financeiras (na medida do possível, é claro). Pergunte tanto para os formados mais jovens quanto para os mais velhos. 2) Residência médica: se você seguir a carreira tradicional dos médicos que é ser um profissional, digamos, liberal, não tiver uma veia de empreendedorismo muito grande, nem costas quentes, familiares com carreira médica estruturada ou MUITO networking sinceramente eu acho melhor fazer residência. Não tem como, ela não é comparável com pós-graduação. A EXPLOSÃO de cursos de graduação nos últimos 10 anos já saturou o mercado dos PAs/UPAs de muitas cidades e já exerce pressão sobre as pós-graduações. Entrar na residência ainda é um crivo porque todos sabem que é muito mais difícil e você sairá com muito mais experiência. Caso você tenha veia empreendedora talvez não valha à pena (mas daí também você não atuaria muito na medicina, imagino). 3) Período pós faculdade: comecei a trabalhar assim que peguei o CRM pois queria pôr a mão na massa e precisava ajudar meus pais. Peguei cobertura de férias em PSF (ótimo quebra-gelo) e logo uma UPA de uma cidade próxima. Íamos em dupla (ou seja, ganhávamos metade rsrs)... mas foi uma ideia acertada nos primeiros 2 meses para perder o cagaço kkkk. Tranquei vaga p o exército, trabalhei MUITO em plantão de UPA/Santa Casa em paralelo ao serviço militar (se quiser saber mais detalhes das Forças Armadas envie-me msg). Tinha a ideia (idiota) de fazer um pé de meia para me susentar nos 3 anos de residência. Mesmo assim trabalhei na residência dando 2x plantões ao mês, em média. Juntei uma grana, ajudei meus pais e paguei meu casamento no ano do Fellow (entre direto da residência p/ ele). 4) Fellow: varia da residência que escolher, aí é caso a caso. Como eu estou num centro formador muito bom queria aproveitar ao máximo o que tinham para me oferecer e garanto que não foi uma má escolha. Há acordos e acordos, no meu caso tinha um day-off em que eu dava plantão 24h/semana como neuro numa cidade do lado e isso foi o suficiente. Se você levar em conta a pressão do nº dos médicos logo logo chegará para quem tem residência e o Fellow poderá ser um diferencial. 5) Cidade em que você ficará: não vejo como necessário você se formar (graduação, resid, fellow) na mesma cidade em que pretende morar a longo prazo, até porque muitas coisas acontecerão, você amadurecerá, seu tecido familiar ficará mais complexo (esposa, filho) e poderá mudar de ideia. Eu terminei minha formação, digamos, oficial, há 1 ano e meio, optei por continuar aqui mas já não vejo isso mais como a única saída (pela saturação da neurologia aqui e pouco horizonte de progressão de carreira). 6) Saturação do mercado: não é novidade para ninguém, mas não se engane porque a medicina precisa de um grau de vocação e com certeza não vivemos um surto vocacional. Quem tem qualidade consegue se posicionar razoavalmente bem DESDE QUE consiga chegar ao paciente. É importante que o médico com vocação saiba vender seu trabalho (porque muitos trambiqueiros o fazem), que aprenda gestão do seu consultório, que saiba investir seu dinherio.... e você estar aqui na AUVP é um ótimo primeiro passo, parabéns!! 7) Adendo: sempre que você iniciar um trabalho pense em como você poderá escalar seu salário ali e como isso pode agregar na sua carreira futura. Por exemplo, durante a residência é comum pegarmos plantões avulsos por aí (e tudo bem), mas por exemplo, se for possível você pegar um PA/enfermaria de um hospital maior e que tenha abertura para especialistas (ex: cirurgiões, neuro, especialidades clínicas) já é uma estratégia você se posicionar para garantir um trabalho melhor no futuro da sua especialidade. 8) Adendo 2: NUNCA se esqueça: quem não é visto não é lembrado, tanto para o bem quanto para o mal. Seus colegas médicos e da equipe multiprofissional (fisio, fono, TO, enf, etc...) serão seus colegas de trabalho no futuro e futuras fontes de indicação de pacientes para você. Seja extremamente educado e cordial com todos. Desculpe-me pelo texto longo. Fico à disposição no Whatsapp do meu nº comercial caso queira trocar mais ideia: (19) 4042-0927. Grande abraço. Editado 29 de Agosto de 2025 por Iago Blanco Bacchiega 1 1
Alessandro Fantin Postado 18 de Novembro de 2025 Postado 18 de Novembro de 2025 Boa tarde, cheguei atrasado mas aqui vai a minha resposta: formei em 2021 e já comecei residencia em ortopedia logo depois. Não tinha muita concorrência pra ortopedia, consegui passar mesmo com uma nota ruim. Como estava morando com meus pais e sou filho único (meus pais não me largam no mundo, foi difícil até fazer residência em outro estado), não dei plantões no começo da residência, comecei a dar plantões já no segundo ano de residência. Me dediquei bastante nos estudos depois da faculdade, fiz a residência com proatividade (me ferrei bastante), e terminei tranquilo, já passei na prova de título da sociedade brasileira de ortopedia direto e comecei a trabalhar por conta em SP Capital. Minha experiência procurando plantões foi tranquila, os preceptores da residência me colocaram em alguns lugares, por meio dos colegas de residência encontrei grupos de passagem de plantão e conversando com o pessoal da minha residência eu voltei pro hospital como plantonista. Hoje eu trabalho bastante, cheguei a fazer 33 plantões em agosto, ganho por volta de 45k por mês, dependendo de quanto eu trabalho e não sinto dificuldade nenhuma de preencher minha agenda com plantões, tenho até fugido deles recentemente.
Daniel Kishi Postado 27 de Janeiro Postado 27 de Janeiro Caro colega, formei em 2005, fiz residência direto em anestesiologia. Hoje vivo uma vida estável, bom casamento (acho que é o principal) e financeiro tranquilo. Também não tinha pretenções de criança e superei todas as minhas expectativas de vida. Acredito que se conseguir a residência direto é mais fácil, usa tapera e vai com a boiada. Arrependimentos: moro no estado de São Paulo, deveria ter servido F forças armadas. Do resto é poupar no início da vida e não gastar com besteira como carro caro e roupas de marca. Mais fácil andar de scrub no trabalho. Um abraço e estou a disposição‼️ 1
Davi Farias Pereira Postado 24 de Abril Postado 24 de Abril (edited) Boa noite @Carlos Gregol Sou médico há praticamente 10 anos, também filho de pais não médicos. Inclusive vim de uma situação financeira muito vulnerável e hoje tenho certo estabilidade e consigo ajudar meus pais financeiramente. Vou por partes nas suas perguntas: - Período pós faculdade: nos primeiros dias tive dificuldade de achar plantões e era um medo/receio não conseguir. Alguns colegas nos primeiros dias já estavam trabalhando e eu não, mas aos poucos os plantões foram surgindo (na época no interior de Goiás) e esses próprios colegas iam repassando plantões pra mim. Eu ainda tinha uma preocupação porque 3 meses depois (em março) me mudaria pra Brasília pra fazer Residência e nem carro eu tinha. Mas rapidamente consegui o dinheiro da entrada e comprei o carro. - Sobre a Residência: preferi ir direto e não me arrependo, apesar do caminho que trilhei. Fiz primeiro Cirurgia Geral, depois abandonei a Residência de Coloprocto, titulei em Terapia Intensiva (não fiz Residência, só a prova de título) e hoje trabalho na maior parte do tempo como intensivista. A trajetória na Medicina não é linear, mas aos poucos as coisas vão se ajustando. Meu conselho, até pensando no número crescente de escolas médicas e na má formação dos profissionais: faça Residência se possível, isso vai ajudar no futuro. - Os grandes centros estão saturados? Sim, estão. Se você for especialista isso será um diferencial pra conseguir espaço. Trabalho hoje no principal hospital particular de Brasília e tem fila de espera de médicos querendo entrar na escala de plantões. Já estão dando preferência pra quem tem RQE e com o passar do tempo isso será cada vez mais relevante. - Margem salarial: é difícil falar, mas o especialista geralmente ganha mais. Minha realidade é um pouco diferente porque trabalho em um excelente hospital. Mas aqui o valor bruto do plantão por 12h é R$ 2550,00 (minha empresa desconta 13% desse valor, mas ainda é muito bom comparado com a média). Em geral os plantões em Brasília pra intensivista saem na média de R$1800,00 (alguns lugares pagam adicional pra quem tem RQE). Aí vai da sua energia pra administrar os plantões. Hoje trabalho umas 90-100h por semana, mas sei que em um futuro próximo não terei mais energia e estrutura física/mental pra isso. Por isso poupo o máximo que dá e invisto meu dinheiro com os conhecimentos que venho adquirindo na AUVP. Ainda sobre o valor dos plantões: é muito variável. Tem cidade aqui perto, inclusive Goiânia onde nasci/cresci, que paga menos de mil reais por um plantão de 12h. Absurdo? Sim, mas vai piorar ainda mais, infelizmente. Por isso proteja seu patrimônio, invista com sabedoria, gaste menos do que ganha e seja feliz. - Sobre a escolha da especialidade: no primeiro ano decidi que faria Cirurgia e desde o quarto ano da faculdade decidi por Coloprocto. Havia um pouco de romantismo. Não me arrependo das escolhas que fiz, mas por vários motivos, incluindo conveniência e necessidade de ganhar dinheiro rápido pra ajudar meus pais, fui pra Terapia Intensiva. Tente escolher uma área que reúna afinidade e dinheiro. Mas não sofra, a Medicina é muito ampla, você pode trocar de especialidade no decorrer do caminho (como eu fiz), pode seguir um rumo totalmente diferente ou ser bem sucedido na primeira escolha que fizer. - Pra finalizar deixo um conselho de Asklepios, o deus romano da Medicina e da cura: "Pensa bem enquanto há tempo. Mas se, indiferente à fortuna, aos prazeres, à ingratidão e, sabendo que te verás, muitas vezes, só entre feras humanas, ainda tens a alma estoica o bastante para encontrar satisfação no dever cumprido; se te julgas suficientemente recompensado com a felicidade de uma mãe que acaba de dar a luz, com um rosto que sorri porque a dor passou, com a paz de um moribundo que acompanhaste até ao final; se anseias conhecer o Homem e penetrar na trágica grandeza de seu destino, então... TORNA-TE MÉDICO, MEU FILHO". Editado 24 de Abril por Davi Farias Pereira 1
Liliane Lusvardi Barroso Postado 28 de Abril Postado 28 de Abril Nova aqui mas como já fiz muita burrice na medicina acho que posso ajudar alguém. Formei no final de 2010. A realidade era diferente. Fiquei um ano aqui no Rio trabalhando, era fácil conseguir plantões. Queria eu ter educação financeira na época para ter juntado algum dinheiro. Tudo que ganhei gastei. Depois desse um ano não sei como consegui ter forças de fazer uma residência de cirurgia geral no interior de SP. Porém nunca cogitei não fazer residência. Foi muito pesada, não tinha como trabalhar por fora no início, não tinha dinheiro guardado, me endividei na época. Após a geral parei dois anos entre ela e a cirurgia vascular. Fiz a mesma cagada de não guardar dinheiro, mas aí já foi mais tranquilo porque tinha mais tempo pra trabalhar por fora. Como experiência acho que me mudou como médica e, talvez, principalmente como gente. Tenho muita recordação, boa e ruim, te diria que foi a época mais marcante da minha vida e que faria tudo novamente. Gosto muito de ser o que sou, acho que valeu cada noite sem dormir e cada centavo. Sempre soube que queria área cirúrgica, nunca cogitei nada clínico, fiquei entre GO e geral e fui pra geral. Depois da geral fiquei sem saber o que fazer, acabei me envolvendo com vascular depois da minha irmã ter trombose. Tem que pensar na especialidade no dia dia. Raramente trato aneurisma, mas vejo pé diabético, doença arterial e amputação todos os dias no hospital. Consultório é quase 90% varizes, alguma coisa de TVP, o resto mais raro. Amo meu trabalho, tive épocas que estava extremamente infeliz com a medicina e normalmente foram as épocas que fazia coisas menos especializadas, em que não operava por tá meio perdida quando retornei ao Rio. Viver de renda é ótimo, queria trabalhar sem me preocupar com boleto, mas sei que sou infeliz sem fazer o que gosto. Então, pra quem isso for importante, ñ deixe de fazer residência e se especializar. Quanto a fazer residência, fazer ou não, acho essencial. Em algumas especialidades, o estágio com a mesma carga horária também é bem aceito. Acho que faz diferença na formação e garante uma vida mais tranquila no futuro. Sou do Rio e formei aqui. Sempre pagou muito mal em relação a outros locais e continua assim. Fui fazer residência no interior de São Paulo, Taubaté e Limeira, ganhava muito mais lá no plantão do que aqui com especialidade. Voltei porque interior é fechado e queria voltar pra perto da família. Inclusive uma dica pra quem não tem muito guardado pra fazer residência: cidades desse porte tem um volume bom quando são referência da especialidade, no estado de SP normalmente tem uma boa infra-estrutura e o custo de vida é muito mais barato. Não sei como tá agora em matéria de plantões, mas até a época que terminei tudo, inicio de 2019, não era difícil conseguir trabalho por fora. Hoje no Rio só trabalho como especialista, não sei te dizer, mas os residentes que tenho contato todos trabalham em plantões por fora. Quem vai fazer residência pesada aconselho a ter dinheiro pra pelo menos os 6 meses iniciais, se possível um ano. Como especialista no Rio posso te dizer que consultório tá difícil sim. Plantão de vascular se consegue até fácil. Mas começar consultório é difícil! Pra quem não é bom com finanças tipo eu é uma fonte de consumo de dinheiro infernal nesse início. Aparece no instagram propaganda o tempo todo de gente pra fazer marketing pra você e fazem promessas absurdas. No início é trabalhar pra sustentar o mesmo. Conheço uma dermato que estudou comigo e fugiu disso, mas ela tem um dom absurdo pra instagram, gosta disso, e começou há mais de 6 anos quando tinha pouca gente. Ela conseguiu viver bem de consultório em menos de 6 meses. E tá muito bem. Margem salarial varia do especialista. Depende do quanto está disposto a trabalhar, onde e como. No consultório particular, principalmente quando há estética envolvida, o céu é o limite. Mas não é todo mundo que tem jeito e gosta disso. Conheço cirurgião oncológico que cobra 50 mil a cirurgia, só faz particular. E faz bem mais do que uma na semana. Mas provavelmente é o melhor na área dele no Brasil com um nome muito grande. Fora curso que tem. Estética em geral é mais fácil achar valores altos. Quem trabalha com plantão vai ganhar menos, mais ou menos 24h semanais vai pagar uns 12 mil bruto. E aí tem que ver quanto tu tá disposto a trabalhar, mas adianto que tu não vai manter o mesmo ritmo de quando se formou, até por isso vejo a especialidade como essencial. Adendo principalmente para mulheres: ter filhos nunca foi um sonho pra mim. E terminei tudo com 35 anos. E não estou onde quero com 41. Ter um filho pra mim agora seria bem complicado. Dá pra terminar mais cedo, mas ñ será tão diferente disso, fiquei só 5 anos sem evoluir nesse tempo. Porém se ter filhos é essencial pra você, repense uma especialidade que vai ser longa a sua formação e irá exigir muito de você no trabalho. E congele óvulos mesmo nas mais tranquilas e quando acha que não irá querer. Sou feliz com o que escolhi, não seria feliz de outra forma, mas também não irei dizer que nunca culpei meu trabalho por não ter formado família. A maioria das minha amigas tem, mas adianto que não foi fácil pra nenhuma, mesmo em especialidades mais tranquilas. Com certeza dá pra ser mais eficiente do que eu fui, planejar melhor. E mesmo eu ainda poderia ter mesmo tendo feito tudo errado. Mas não se engane que vai te atrapalhar e que no final de tudo talvez não consiga. Desculpe o texto muito longo, mas queria ter tido tanta informação quando comecei e não tinha ninguém pra falar essas coisas. Tentei passar o máximo aqui. Espero ter ajudado alguém. 1
Carlos Gregol Postado Domingo às 15:23 Author Postado Domingo às 15:23 @Davi Farias Pereira @Liliane Lusvardi Barroso @Daniel Kishi Agradeço imensamente os textos! Inclusive, @Daniel Kishi, anestesiologia é uma das especialiadades que cogito fazer. Assim como @Davi Farias Pereiranao descarto trabalhar na intensiva! Bom, se passou algum tempo que fiz essa publicação na comunidade, atualmente estou finalizando a 9 fase (começo do internato). Minha visão mudou um pouco e cada vez que alguem comenta nesse tópico consigo visulizar diferentes perspectivas. Obriagado, colegas, pelos textos! É bem díficil saber valores, como esta o mercado, qual foi a dificuldade no começo, o que te fez melhorar e como seguiu na carreora médica. Claro, na internet tem muita coisa desse tipo, mas acho dificil confiar as vezes (na comunidade é diferente, claramente). 1
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