Falando como gestor que já liderou times com mais de 45 pessoas: isso é bem mais comum do que parece.
Já vi muita gente muito boa tecnicamente, inteligente, querida pelo time, que quando chegava perto de assumir mais protagonismo simplesmente tirava o pé. Não por falta de capacidade, mas por algum bloqueio mesmo: medo de errar, medo da cobrança, síndrome do impostor, excesso de autocrítica, ou até medo de virar “o responsável oficial” pelas coisas.
Pelo seu relato, você já sabe fazer bem a parte difícil: aprender rápido, negociar, ganhar confiança e virar referência. Mas o ponto talvez nem seja só crescer ou ganhar destaque. É se comportar como uma empresa, tipo um Eu S/A: entregar valor sempre, independente do cargo, da promoção ou do holofote.
E isso passa por olhar além da sua cadeira. Entender o negócio como um todo, onde você impacta resultado, onde pode destravar valor e como sua entrega ajuda a empresa de verdade. É isso que te torna mais do que referência. Te torna quase indispensável.
Eu não trataria isso só como organização. Voltaria para terapia com esse tema bem claro na mesa. Algo mais comportamental, tipo TCC, pode ajudar bastante. E em paralelo, tentaria ter um mentor ou gestor de confiança para te cobrar por metas objetivas, não só por potencial. Já tive mentor e já fui mentor, isso ajuda muito!
Livro pode ajudar também: Mindset, Hábitos Atômicos e A Coragem de Ser Imperfeito são bons caminhos.
Mas sendo bem sincero: pelo que você descreveu, o principal não é aprender mais uma técnica. É entender o padrão que te faz frear quando você começa a crescer.